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Taxa de abandono do esquema vacinal sobe para 12% entre crianças e acende alerta, afirma OMS e Unicef

Vacinação gripe crianças BH Divulgaçao PBH Conseguir que crianças completem todo o esquema vacinal ainda é o maior desafio enfrentado pelos países na imu...

Taxa de abandono do esquema vacinal sobe para 12% entre crianças e acende alerta, afirma OMS e Unicef
Taxa de abandono do esquema vacinal sobe para 12% entre crianças e acende alerta, afirma OMS e Unicef (Foto: Reprodução)

Vacinação gripe crianças BH Divulgaçao PBH Conseguir que crianças completem todo o esquema vacinal ainda é o maior desafio enfrentado pelos países na imunização infantil. Isso é o que aponta um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com o Unicef, divulgado nesta quarta-feira (15). ➡️A chamada taxa de abandono entre a primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP1) e a terceira dose da vacina – isto é, crianças que iniciam o esquema, mas não completam – subiu de 4% em 2024 para 12% em 2025. De forma geral, a cobertura vacinal para a terceira dose desse imunizante caiu de 90% para 86%. O mesmo aconteceu com a cobertura da primeira dose contra o sarampo. Apesar disso, o levantamento mostra uma melhoria no acesso inicial à vacina tríplice bacteriana. 💉Entre os avanços registrados, o número de crianças com "dose zero" – ou seja, aquelas que não receberam nenhuma vacina – caiu de cerca de 14,2 milhões em 2024 para 13,5 milhões em 2025. (veja mais dados abaixo) VEJA TAMBÉM: Agora no g1 Brasil em destaque O relatório também aponta o Brasil como um destaque positivo na cobertura vacinal. O país teve o segundo maior aumento mundial na cobertura da primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche no período, com alta de 19 pontos percentuais — atrás apenas da Líbia, que registrou aumento de 23 pontos. Além disso, entre 2024 e 2025, o Brasil registrou a terceira maior redução absoluta no número de crianças classificadas como "dose zero". Foram 204 mil crianças a menos nessa condição, apenas menor do que Sudão e Índia. Na região das Américas, o desempenho foi ainda mais expressivo. O país apresentou a maior queda absoluta no número de crianças "dose zero" entre 2024 e 2025. Depois de liderar esse ranking em 2021, com 687 mil crianças sem nenhuma dose, o país caiu para a nona posição em 2025, com 50 mil. O país também se destaca na vacinação contra o HPV. Em 2025, a cobertura da dose final entre meninas chegou a 86%, uma das maiores das Américas, atrás apenas de Cuba (94%) e acima de países como Canadá e Estados Unidos. Melhora mundial Apesar das dificuldades para completar o esquema vacinal, globalmente, os dados da OMS e do Unicef mostram avanço na vacinação infantil em 2025. A cobertura da primeira dose da DTP aumentou de 89% para 90%, enquanto a terceira dose passou de 84% para 85%. Houve uma redução de cerca de 745 mil crianças sem nenhuma dose da vacina em um ano. Ainda assim, 13,5 milhões de crianças seguem sem receber nenhuma vacina, enquanto outras 6,2 milhões iniciaram, mas não completaram o esquema vacinal. No total, 107 países alcançaram cobertura de pelo menos 90% para a terceira dose da DTP, meta estabelecida pela Agenda de Imunização 2030. Nas Américas, a cobertura da primeira dose da DTP subiu de 90% para 92%, enquanto a terceira dose permaneceu estável em 86%. A região reduziu em 266 mil o número de crianças "dose zero", mas ainda contabiliza 1,1 milhão de crianças sem nenhuma vacinação e outras 709 mil com proteção apenas parcial.

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