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Putin não consegue convencer Xi Jinping a construir um novo gasoduto entre Rússia e China

Putin encerra visita à China sem acordo para construir novo gasoduto O presidente da Rússia encerrou a visita à China com muitas promessas de cooperação. M...

Putin não consegue convencer Xi Jinping a construir um novo gasoduto entre Rússia e China
Putin não consegue convencer Xi Jinping a construir um novo gasoduto entre Rússia e China (Foto: Reprodução)

Putin encerra visita à China sem acordo para construir novo gasoduto O presidente da Rússia encerrou a visita à China com muitas promessas de cooperação. Mas Vladimir Putin não conseguiu convencer o presidente chinês, Xi Jinping, a construir um novo gasoduto entre os países. Os correspondentes Felipe Santana e Lucas Louis acompanharam o encontro em Pequim. O grande objetivo dessa viagem, só quatro dias depois da visita de Donald Trump, era mostrar como a Rússia está do lado da China no momento em que os chineses desafiam os Estados Unidos. A Rússia sabe que é menos importante do que a China hoje, mas tem o segundo maior Exército do mundo - algo que deve ser levado em consideração. Vladimir Putin e Xi Jinping assinaram, pelo menos, 20 acordos de cooperação. Prometeram assinar mais 20 no futuro. Mas Putin saiu da China sem o que queria: o gasoduto que liga o Ártico à China, que era o principal ponto para ele. Mas o mais simbólico foi que os dois presidentes mandaram uma carta escrita à quatro mãos para Donald Trump. Eles não chamaram assim, mas o manifesto de 47 páginas que eles assinaram é mais ou menos isso. Esse manifesto só reforça e dá mais peso para o que Xi Jinping disse para ops americanos na semana passada: que a China, agora, é uma superpotência; que só resta aos Estados Unidos aceitar, ou então vai ser pior para os dois lados. Putin e Xi Putin não consegue convencer Xi Jinping a construir um novo gasoduto entre Rússia e China Jornal Nacional/ Reprodução Foi um reencontro de velhos amigos. O russo Vladimir Putin já se reuniu com o chinês Xi Jinping mais de 40 vezes. Nessa quarta-feira (20), ele foi recebido com as mesmas honras do presidente americano, Donald Trump, na frente do Grande Salão do Povo. Mas ouviu de Xi um discurso bem diferente. O presidente chinês disse: “China e Rússia desenvolveram uma parceria baseada na igualdade, respeito mútuo e ganhos para ambos os lados. Foi uma escolha estratégica que o presidente Putin e eu fizemos juntos. Agora, entramos em uma nova fase de conquistas maiores e desenvolvimento mais rápido”. Putin respondeu: “A relação entre Rússia e China é um modelo para relações no mundo moderno. Esses alicerces inabaláveis permitiram que a relação resistisse a provas de força e resiliência”. A maior prova de resiliência da amizade foi a invasão da Ucrânia pela Rússia. Enquanto os Estados Unidos aplicaram sanções, excluindo os russos de boa parte do comércio internacional, a China se absteve em votações importantes nas Nações Unidas que condenavam a guerra e continuou a comprar petróleo e gás de seu principal parceiro. Mas o russo saiu sem a promessa que queria: da construção de um grande gasoduto saindo do Ártico, passando pela Sibéria e Mongólia até a China. De acordo com o Kremlin, os chineses vão discutir a ideia, mas não deram prazo nem valores. E ao mesmo tempo em que Putin ouvia um “a gente vai conversando”, a China confirmou a compra de 200 aviões Boeing dos americanos – o maior anúncio econômico de Donald Trump na semana passada. Putin não consegue convencer Xi Jinping a construir um novo gasoduto entre Rússia e China Jornal Nacional/ Reprodução Putin e Xi terminaram assinando um manifesto que critica a hegemonia dos Estados Unidos, condena as sanções americanas à Rússia e as tarifas de Donald Trump à China. Sobre a Ucrânia, o documento pede diálogo e negociação. Mas cobra o fim imediato de outra guerra: dos Estados Unidos no Irã. O documento reafirma que a Rússia se opõe à independência de Taiwan sob qualquer forma e critica a ideia de Donald Trump de criar o que vem chamando de Domo de Ouro. Um sistema que usaria milhares de satélites para interceptar qualquer míssil balístico que fosse atingir os Estados Unidos. O documento todo soa muito mais russo do que chinês. A Rússia entrega tudo o que a China quer: reconhece Taiwan como parte da China sem pestanejar, oferece apoio para fazer frente aos americanos e, em troca, recebe a assinatura de Xi Jinping em um documento conjunto, mas sem grandes compromissos porque os dois lados sabem que, nesse momento, quem tem o poder é a China. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM China e Rússia assinam 20 acordos em encontro de Putin e Xi Rússia e China criticam plano de Trump para Domo de Ouro após visita de Putin a Pequim

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