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O que se sabe sobre a operação que investiga grupo ligado ao PCC suspeito de lavar R$ 1 bilhão

Operação mira esquema do PCC de R$ 1 bilhão em Praia Grande A Polícia Civil deflagrou na última quinta-feira (3) a Operação Helmintos para desarticular u...

O que se sabe sobre a operação que investiga grupo ligado ao PCC suspeito de lavar R$ 1 bilhão
O que se sabe sobre a operação que investiga grupo ligado ao PCC suspeito de lavar R$ 1 bilhão (Foto: Reprodução)

Operação mira esquema do PCC de R$ 1 bilhão em Praia Grande A Polícia Civil deflagrou na última quinta-feira (3) a Operação Helmintos para desarticular um grupo ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeito de lavar dinheiro do tráfico de drogas e exercer influência sobre atividades econômicas e políticas em Praia Grande, no litoral de São Paulo. As ações ocorreram em imóveis, empresas e um setor da administração municipal de Praia Grande, além de endereços em Guarujá, Santo André e Santana de Parnaíba. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O grupo era formado por integrantes da organização criminosa, operadores financeiros, intermediários do setor imobiliário e pessoas usadas como “testas de ferro” (que emprestam o próprio nome). Segundo as investigações, o esquema teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão, principalmente na aquisição de imóveis de alto padrão, empresas e estabelecimentos comerciais. A Polícia Civil apreendeu dinheiro em espécie, celulares, joias e outros objetos durante a operação em Praia Grande (SP). Divulgação/Polícia Civil O g1 reuniu o que se sabe sobre o caso até agora: Qual era o objetivo da operação? Quem eram os principais alvos? Quem foi preso? Como funcionava o esquema? Como era a atuação dos suspeitos no esquema? Quem são os outros investigados? O que foi apreendido? O que diz a prefeitura? 1. Qual era o objetivo da operação? A Operação Helmintos busca desarticular um grupo suspeito de utilizar atividades econômicas para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas e, ao mesmo tempo, ampliar sua influência sobre setores da economia e da política de Praia Grande. De acordo com a Polícia Civil, foram identificadas quatro principais frentes de atuação, que indicam uma possível tentativa de ampliar a influência da organização criminosa sobre setores do Executivo e do Legislativo municipal: lavagem de dinheiro por meio de negócios imobiliários; controle de quiosques instalados em áreas públicas de Praia Grande; suspeitas de favorecimento em procedimento licitatório municipal; financiamento ou apoio a agentes políticos eleitos. O nome da operação faz referência à atuação considerada “parasitária” sobre a economia local, com possível prejuízo à livre concorrência e utilização de atividades comerciais para beneficiar a organização criminosa. Voltar ao início 2. Quem eram os principais alvos? Quatro homens foram apontados como integrantes do principal núcleo investigado e tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça: Anderson Roberto Braghine, o “Fio”; Alexander Miguel da Silva, o “Gordão”; Leonildo Marinho de Andrade, o Nenê; Ronaldo Yuzo Sekiya, o “Japonês”. Eles teriam funções diferentes na estrutura investigada, que envolvia desde a captação de dinheiro proveniente do tráfico até a movimentação e ocultação dos valores por meio de empresas e imóveis. A atuação do grupo não se restringiria ao sistema financeiro. A investigação também encontrou indícios de que os suspeitos mantinham negócios e relações que poderiam garantir influência sobre atividades econômicas do município. 'Fio’, ‘Gordão’, 'Japonês’ e ‘Nenê’ são alvos dos mandados de prisão da Operação Helmintos Polícia Civil Voltar ao início 3. Quem foi preso? Fio e Nenê foram presos durante a operação. Os dois moravam no mesmo condomínio, no bairro Guilhermina, em Praia Grande. O g1 não localizou a defesa dos quatro investigados até a publicação desta reportagem. De acordo com as investigações do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6 (Deinter 6), eles são os principais responsáveis pelo núcleo que teria movimentado valores próximos de R$ 1 bilhão. Voltar ao início 4. Como funcionava o esquema? Uma das principais formas de movimentação do dinheiro era a compra de imóveis de alto padrão. A estratégia permitiria transformar recursos de origem ilícita em patrimônio e dificultar a identificação dos verdadeiros donos dos bens. Para isso, eram utilizadas escrituras particulares, cadeias de procurações e pessoas que emprestavam o próprio nome. Esses intermediários são conhecidos como “testas de ferro” e, segundo a investigação, ajudariam a esconder a relação entre os bens e os integrantes do grupo. O esquema também envolvia ao menos quatro quiosques instalados em áreas públicas de Praia Grande. Empresas que atuavam como choperias, bares e restaurantes seriam utilizadas para movimentar os recursos e inseri-los na economia formal. A atuação nesses estabelecimentos teria dado ao grupo uma forma de movimentar dinheiro, além da presença em uma atividade econômica explorada em áreas públicas da cidade. Voltar ao início 5. Como era a atuação dos suspeitos no esquema? Apesar de atuarem dentro da mesma estrutura, os quatro principais alvos teriam funções diferentes. Anderson Roberto Braghine (Fio): chefe da organização criminosa, responsável por comandar a captação de valores do tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro por meio de empresas e imóveis; Alexander Miguel da Silva (Gordão): um dos principais membros da organização, responsável por captar valores da venda de drogas em larga escala junto a integrantes do PCC, por meio de uma empresa "fantasma" e de imóveis por procuração; Leonildo Marinho de Andrade (Nenê): principal operador financeiro, responsável por introduzir dinheiro em espécie no sistema financeiro ("capitalização") e redistribuir às chefias; Ronaldo Yuzo Sekiya (Japonês): "homem de confiança" da organização, atuando como operador financeiro ligado diretamente a Alexander. Infográfico mostra como funcionava o esquema, segundo a Polícia Civil Arte/g1 Voltar ao início 6. Quem são os outros investigados? Além dos quatro alvos de mandados de prisão, a investigação do Deinter 6 apontou a participação de outras seis pessoas (cinco mulheres e um homem), que são investigadas por atuação na quadrilha. Uma das suspeitas é sócia de um quiosque em Praia Grande e teria declarado renda de R$ 3,3 mil, enquanto movimentou R$ 51,2 milhões. Segundo a investigação, ela é esposa de um dos chefes da organização e estaria fora do Brasil. Outras duas mulheres também são esposas dos integrantes do esquema, enquanto uma é ex-companheira de um deles. O núcleo ainda envolve pessoas jurídicas (quiosques e empresas) usadas como instrumento de integração. Voltar ao início 7. O que foi apreendido? Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu dinheiro em espécie, celulares, jóias, veículos e caminhões, além de documentos e escrituras relacionados aos imóveis investigados. Durante coletiva de imprensa na quinta-feira (3), o delegado Bruno Lázaro, da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE), informou que também foram encontrados ouro e outros bens que serão analisados no decorrer da investigação. A Justiça determinou ainda o bloqueio de mais de 30 imóveis ligados aos investigados. Voltar ao início 8. O que diz a prefeitura? Em nota, a Prefeitura de Praia Grande informou que não houve cumprimento de mandado de busca e apreensão nas dependências da administração municipal. "Um agente da Polícia Civil esteve na Prefeitura solicitando informações acerca de uma licitação específica para exploração de um único quiosque situado na orla", diz o posicionamento. Ainda segundo a prefeitura, a administração permanece à disposição das autoridades competentes para prestar todas as informações necessárias. Voltar ao início Operação Helmintos cumpre mandados em Praia Grande Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre Santos e Região

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