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Norte Fluminense lidera voos de apoio à indústria de petróleo e gás

Norte Fluminense lidera voos de apoio à indústria de petróleo e gás Divulgação O Norte Fluminense concentra uma das principais bases da logística aérea ...

Norte Fluminense lidera voos de apoio à indústria de petróleo e gás
Norte Fluminense lidera voos de apoio à indústria de petróleo e gás (Foto: Reprodução)

Norte Fluminense lidera voos de apoio à indústria de petróleo e gás Divulgação O Norte Fluminense concentra uma das principais bases da logística aérea que sustenta a indústria de petróleo e gás no país. Dados do Programa Macrorregional de Caracterização do Tráfego de Aeronaves (PMCTA) mostram que o estado do Rio de Janeiro respondeu por 92,2% dos voos de apoio às bacias de Santos, Campos e Espírito Santo entre 2022 e 2024. A região do litoral Sul-Sudeste, onde está o Norte Fluminense, foi responsável por 94,5% de toda a produção nacional de petróleo e gás em 2024. Nesse contexto, a infraestrutura aérea tem papel fundamental no transporte de trabalhadores e no suporte às operações offshore. Segundo o levantamento, apenas em 2024 foram realizados 45.960 voos de apoio na região, sendo mais de 42 mil com origem ou destino em aeroportos fluminenses. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Campos lidera operações Dentro do estado, o destaque é Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Somando as operações do Heliporto do Farol de São Tomé e do Aeroporto Bartolomeu Lisandro, o município concentrou 36,2% de toda a logística aérea offshore do Sul e Sudeste em 2024, com 16.660 voos. No recorte de três anos analisados, o heliporto do Farol de São Tomé lidera com folga, com mais de 39 mil voos, o equivalente a 28,8% do total registrado na pesquisa. Só em 2024, foram mais de 16 mil operações, consolidando a unidade como a principal base do país para esse tipo de atividade. Alta dependência da indústria Os dados também mostram o peso da indústria de petróleo nas operações aeroportuárias da região. No heliporto do Farol de São Tomé, quase metade dos voos (46,7%) está ligada ao transporte de trabalhadores para plataformas. Essa presença também é significativa em outros municípios do litoral fluminense, como Cabo Frio, onde os voos offshore representam 28,3% do total, e Macaé, com 26,7% das operações. Mudanças na logística O levantamento indica ainda uma reconfiguração na distribuição dos voos. Enquanto o Farol de São Tomé apresentou crescimento contínuo nos últimos anos, outras bases tradicionais registraram queda. O aeroporto de Jacarepaguá, por exemplo, reduziu o número de operações entre 2022 e 2024. Já Macaé teve pico em 2023, seguido de queda no ano seguinte. Por outro lado, o aeroporto de Maricá apresentou crescimento expressivo, triplicando o número de voos no período analisado. O estudo foi realizado com base em mais de 137 mil voos e integra o processo de licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama, com financiamento da Petrobras.

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