'Não posso obrigar uma mulher a ser vice', diz Haddad em sabatina
Fernando Haddad participa de sabatina dos jornais O Globo e Valor Econômico e da rádio CBN. Reprodução/YouTube O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT)...
Fernando Haddad participa de sabatina dos jornais O Globo e Valor Econômico e da rádio CBN. Reprodução/YouTube O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou que tentou escolher uma mulher para ser sua vice na disputa pelo governo de São Paulo, mas disse que não poderia "obrigar uma mulher a ser vice". O petista participou, nesta quarta-feira (19), de uma sabatina ao vivo promovida pelos jornais O Globo e Valor Econômico e pela rádio CBN. "Eu tentei ter, sim. Tentei ter, mas não posso obrigar uma mulher a ser vice. Eu tentei muito ter", disse Haddad. Questionado sobre a ausência de uma mulher em sua chapa, Haddad afirmou que escolheu Márcio França (PSB) por considerar que a experiência do ex-governador, ex-vice-governador e ex-secretário do estado poderia contribuir para sua eventual gestão. Segundo Haddad, França e as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) chegaram a se colocar à disposição para ocupar a vaga de vice. O petista disse, porém, que avaliou que as duas ex-senadoras teriam uma contribuição mais relevante no Senado. "As duas já foram senadoras e voltar para o Senado era muito relevante. Então, foi uma decisão que eu tomei sozinho depois de uma reunião com os três e entendi que esse era o melhor arranjo para o estado de São Paulo", afirmou. LEIA TAMBÉM: Tarcísio e Haddad gastaram ao menos R$ 2,2 milhões em anúncios no Instagram e no Facebook em 2026, mesmo antes do início da campanha Em sabatina, Haddad defende 'privatização bem feita' e critica modelos de Tarcísio em SP Haddad também rebateu a crítica de que sua chapa não tem uma mulher como vice e afirmou que a composição de sua aliança é paritária, com dois homens e duas mulheres, ao citar França, Marina Silva, Simone Tebet e ele próprio. Durante a sabatina, Haddad lembrou ainda que já teve mulheres como candidatas a vice em outras eleições. Em 2022, na disputa pelo governo de São Paulo, sua vice foi Lúcia França (PSB). Em 2018, quando concorreu à Presidência da República, teve Manuela d'Ávila (PCdoB) como vice. Privatizações Haddad também disse que, caso seja eleito em outubro, vai rever os contratos de concessão e privatizações da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele admitiu, entretanto, que é a favor de concessões de setores não estratégicos em São Paulo, como rodovias e transportes, mas que setores essenciais como gás, água e energia, por exemplo, essas ações "precisam ser mais bem feita ou revistas". Na sabatina, Haddad afirmou, contudo, que reestatizar a Sabesp — que foi recentemente privatizada pelo governo Tarcísio e é motivo de críticas por parte da população — é "muito difícil" e um "imbróglio jurídico medonho". “Já vi pesquisa que 54, 55% dos paulistas são a favor da reestatização da Sabesp. Sei desse clamor e eu vou estudar com muito carinho todas as possibilidades. Mas antecipo que reestatizar uma empresa recém-privatizada é um imbróglio jurídico medonho. Então, o que nós vamos de boa-fé é ir à mesa, negociar, rever salvaguardas para a população, inclusive a fórmula de reajuste da conta e a questão do abastecimento”, declarou o petista.