Empresário é responsabilizado pela polícia por morte de trabalhador soterrado por grãos de milho em cerealista, no Paraná
Trabalhador morre soterrado por grãos de milho em fosso de sementes no PR PC/CBM A Polícia Civil divulgou, nesta segunda-feira (28), que finalizou o inquérit...
Trabalhador morre soterrado por grãos de milho em fosso de sementes no PR PC/CBM A Polícia Civil divulgou, nesta segunda-feira (28), que finalizou o inquérito que investigava a morte de um trabalhador de 43 anos que foi soterrado por grãos de milho em um fosso de sementes em uma empresa cerealista de Pitanga, cidade da região central do Paraná. O caso aconteceu em abril. Relembre detalhes mais abaixo. Segundo o delegado William Gama Assunção, o dono da empresa, um homem de 65 anos, foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Nem o nome dele e nem o da empresa foram divulgados. ✅ Clique aqui e siga o canal do g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp "A investigação demonstrou que a morte decorreu do descumprimento de normas de segurança do trabalho. A perícia constatou que o trabalhador caiu de uma altura de aproximadamente 3,60 metros por uma abertura que não tinha guarda-corpo, tampa ou qualquer proteção, e foi soterrado pelos grãos. Ele não usava equipamento de proteção contra quedas e estava sozinho, sem qualquer vigilância", explica o delegado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ele lembra que o trabalhador foi localizado sem sinais vitais dentro de um compartimento de uma máquina usada no processamento e na secagem de milho. De acordo com o delegado, o laudo de necropsia apontou que a morte foi causada por asfixia mecânica por soterramento. A equipe de investigação ouviu bombeiros militares que atenderam a ocorrência e empregados da empresa, e analisou documentos trabalhistas e de segurança do trabalho, e concluiu que a empresa já havia sido alertada por escrito sobre o risco do local. "O próprio programa de gerenciamento de riscos da empresa, em vigor desde novembro de 2025, já classificava como crítico o risco de acidentes em espaços confinados para a função exercida pela vítima e recomendava a instalação de proteções e a realização de treinamentos. As medidas recomendadas por escrito não foram adotadas. O risco não era apenas previsível: ele havia sido previsto e comunicado formalmente à empresa meses antes do acidente", afirma Assunção. Agora, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público para a promotoria analisar se formaliza, ou não, a denúncia criminal na Justiça. Leia também: Previsão do tempo: Paraná recebe alerta de tempestades fortes com granizo e ventos de até 100 km/h em 126 cidades; veja quais 2 toneladas de bolo: Bolo gigante com calda despejada com mangueiras e guindaste no Paraná foi inspirado no filme 'Matilda' Veja vídeo: Quintal parece coberto de neve após temporal de granizo com pedras do tamanho de ovos no Paraná Relembre o caso O caso aconteceu no dia 14 de abril de 2026. Segundo a Polícia Militar (PM-PR), o sistema de monitoramento da empresa registrou a última aparição da vítima às 15h55. Após perceberem o desaparecimento, os proprietários iniciaram buscas internas e localizaram o trabalhador sem vida, soterrado pelos grãos. As equipes de resgate foram acionadas e, após a confirmação do óbito e a verificação das condições de segurança do local, realizaram a retirada do corpo. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul