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Eleições no DF: disputa para deputado distrital tem o menor número de candidatos em décadas

As eleições deste ano no Distrito Federal registram o menor número de candidatos ao cargo de deputado distrital no das últimas décadas. A disputa passou d...

Eleições no DF: disputa para deputado distrital tem o menor número de candidatos em décadas
Eleições no DF: disputa para deputado distrital tem o menor número de candidatos em décadas (Foto: Reprodução)

As eleições deste ano no Distrito Federal registram o menor número de candidatos ao cargo de deputado distrital no das últimas décadas. A disputa passou de 610 concorrentes, no último pleito, para 427, uma queda de 30%. 👉 O cenário se aproxima ao de 1990, primeira vez em que o cargo foi disputado, quando houve 406 registros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp Embora os números ainda possam mudar devido ao processamento e possível indeferimento de candidaturas, a quantidade de opções para outros cargos na capital também diminuiu. Só o Senado se manteve com o mesmo número em relação ao último pleito, com 13 candidaturas. Queda aparece em outras disputas Governador: caiu de 12 (em 2022) para 11 candidatos; Deputado federal: reduziu de 216 para 167, o menor número desde 2014; O movimento de queda não é exclusivo do DF, e acompanha uma tendência de todo o Brasil. Eleições 2026 têm 8 candidatos 'Lulas' e 20 'Bolsonaros' sem parentesco com os políticos Novas regras eleitorais De acordo com o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) Lúcio Rennó, a diminuição geral de candidaturas é consequência de uma série de regras criadas nos últimos anos. Ele destaca a cláusula de desempenho, que é uma meta exigida para os partidos terem acesso ao fundo partidário, além de um limite de indicações. "Teve uma mudança na regra do número de candidatos que partidos ou federações podem nomear. No passado, era um número bem maior do que é hoje. Duas medidas voltadas a reduzir o número de partidos, e uma a reduzir de fato o número de candidatos estão tendo efeito", explica o cientista político. Rennó avalia que a mudança facilita o acompanhamento do eleitor, mas faz uma ressalva. "Por outro lado, uma crítica possível é que você torna o sistema um pouco mais concentrado e elitizado. São menos pessoas com acesso à disputa do cargo e isso, do ponto de vista democrático, pode ser criticado sim", analisa. Nas ruas, a redução agradou a cuidadora Rosana de Araújo. "Eu acho que é melhor ter menos. Com muitos candidatos você fica sem saber em quem votar", diz. Cabine de votação com a logo da Justiça Eleitoral Jornal Nacional/ Reprodução Perfil do eleitorado Assim como o total de candidatos, o número de eleitores jovens também caiu no DF. Neste ano, serão 19.194 adolescentes entre 16 e 17 anos, faixa etária em que o título pode ser tirado voluntariamente. Em 2022, eram mais de 31 mil, o que representa uma queda de 38%. Já entre os cidadãos com mais de 70 anos, que também não são obrigados a votar, o eleitorado aumentou. O DF passou de 154.327 idosos aptos para o voto no último pleito para 203.409 neste ano. O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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