Eleições 2026: Confira como votou o seu bairro em Uberaba para presidente
Flávio Bolsonaro venceu em 43 bairros de Uberaba enquanto Lula liderou em 16 ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO O resultado do segundo turno das Ele...
Flávio Bolsonaro venceu em 43 bairros de Uberaba enquanto Lula liderou em 16 ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO O resultado do segundo turno das Eleições 2026 desenhou um novo mapa eleitoral em Uberaba. Enquanto Flávio Bolsonaro (PL) manteve vantagem em parte dos bairros tradicionais da cidade, Lula (PT) ampliou presença em diversas regiões e obteve algumas das vitórias mais expressivas registradas entre os bairros com locais de votação. O levantamento do g1 por bairro permite que o eleitor descubra como votou a região onde mora no segundo turno e identifique quais áreas concentraram os maiores percentuais para cada candidato na disputa presidencial. Além de mostrar ao eleitor ver a diferença entre o primeiro dia de votação. Confira o mapa mais abaixo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Apesar de não ter sido eleito presidente do Brasil, Flávio Bolsonoro foi o campeão de votos em Uberaba, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Confira no mapa abaixo como foi a votação, por bairro, nos dois turnos das eleições 2026 e os locais que apresentaram mudança de votos. Cidade dividida ao meio Dos 26 bairros de Uberaba com locais de votação, Lula venceu em 13 e Flávio Bolsonaro em outros 13. Apesar do equilíbrio numérico, os maiores percentuais foram registrados em redutos favoráveis ao petista. O bairro Santa Cecília - que abrange o Residencial Rio de Janeiro e outras áreas ainda não loteadas - foi deu a maior vantagem para Lula. Na região, o candidato alcançou 73,66% dos votos válidos, o maior percentual registrado entre todos os bairros da cidade. Outros principais redutos lulistas foram Grande Horizonte (65,22%), Jockey Park (64,91%) e Residencial 2000 (64,82%). Entre os bairros favoráveis a Flávio Bolsonaro, o melhor resultado foi registrado no Centro, onde o candidato recebeu 64,89% dos votos válidos. Na sequência aparecem São Benedito (61,69%), Mercês (61,40%) e Estados Unidos (61,02%). Bairros mais disputados Algumas regiões registraram diferenças pequenas entre os candidatos, sinalizando uma disputa bastante equilibrada. Foi o caso de: Parque das Américas, onde Lula liderou com 50,22%; Boa Vista, onde Flávio Bolsonaro venceu com 50,27%; Recreio dos Bandeirantes, com 51,09% para Flávio Bolsonaro; Abadia, com 51,45% para Flávio Bolsonaro; Parque Tecnológico, com 51,66% para Lula. Nesses bairros, uma pequena mudança no comportamento do eleitorado poderia ter alterado o resultado local. LEIA TAMBÉM: Lula reverte resultado em 7 bairros de Uberaba no 2º turno O voto que faltou: veja como mudou a abstenção entre 1º e 2º turnos em Uberaba ao longo de 24 anos O que explica as diferenças? Para Moacir de Freitas, a concentração da abstenção em determinados territórios pode estar associada a fatores socioeconômicos e de acesso, embora pesquisas específicas sejam necessárias para confirmar as causas. Segundo ele, historicamente os maiores índices costumam aparecer em regiões onde vivem pessoas com menor renda e escolaridade. O professor aponta que mudanças de endereço, pendências eleitorais e dificuldades de deslocamento frequentemente entram na equação. "Tudo isso provavelmente são fatores que vão influenciar. Pode acontecer de a pessoa morar hoje em um lugar diferente daquele onde está cadastrada e acabar não votando por causa do deslocamento ou por questões burocráticas", disse. De acordo com ele, a logística é um grande obstáculo, mesmo o transporte público sendo gratuito nos dias de eleições. Desinteresse e sensação de distância da política Além dos obstáculos práticos, o especialista avalia que parte da abstenção está relacionada ao afastamento dos eleitores do debate político. "Quanto mais pressionadas pelas dificuldades do dia a dia as pessoas estão, mais podem se desconectar da política. Muitas vezes chega-se à conclusão de que votar ou não votar não muda a rotina imediata, embora isso não seja verdade", afirmou. Para ele, existe uma dificuldade em associar decisões políticas aos impactos concretos na vida da população. "É difícil conectar a política com quem está preocupado em resolver problemas urgentes, como pagar contas ou sustentar a família. Mas a vida real e a política são uma coisa só". O que observar no segundo turno Na avaliação de Moacir, disputas equilibradas tendem a mobilizar mais eleitores, o que pode ajudar a reduzir a abstenção no segundo turno. "Quando a eleição está acirrada, as pessoas tendem a participar mais porque já tomaram partido e fazem questão de demonstrar essa escolha nas urnas", afirmou. O especialista pondera, porém, que a ausência de uma disputa estadual em segundo turno pode atuar no sentido contrário. "Como não haverá segundo turno para governador, isso reduz o volume da campanha. Algumas pessoas podem até esquecer que há votação. Ainda assim, a tendência é de uma participação semelhante à observada em eleições muito disputadas". O professor avalia que o cenário atual se assemelha ao observado em 2022, quando o segundo turno registrou maior engajamento do eleitorado em relação ao primeiro dia de votação. Abstenções em Uberaba em eleições gerais Entrevista exclusiva: Cleitinho fala sobre desafios do governo e formação da equipe VÍDEOS: Veja tudo sobre o Triângulo Mineiro