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Bugio-vermelho: espécie que desapareceu durante surto de febre amarela volta a ser registrada em SC; VÍDEO

Bugio-vermelho: espécie que desapareceu durante surto de febre amarela volta a ser registr Um bugio-vermelho (Alouatta guariba clamitans) foi visto na área ur...

Bugio-vermelho: espécie que desapareceu durante surto de febre amarela volta a ser registrada em SC; VÍDEO
Bugio-vermelho: espécie que desapareceu durante surto de febre amarela volta a ser registrada em SC; VÍDEO (Foto: Reprodução)

Bugio-vermelho: espécie que desapareceu durante surto de febre amarela volta a ser registr Um bugio-vermelho (Alouatta guariba clamitans) foi visto na área urbana de Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, em um registro considerado raro, segundo o biólogo Gilberto Ademar Duwe, diretor da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama). De acordo com Duwe, este pode ser o primeiro avistamento confirmado do primata na cidade desde 2020, ano em que a febre amarela reduziu drasticamente a população de bugios na região. “Eu não lembro de outro registro de bugio na área urbana desde 2020. Depois da epidemia de febre amarela, as populações aqui da região reduziram drasticamente. Antes disso, eu chegava a ver cinco ou seis bandos em diferentes trechos das estradas do interior. Após o surto, o cenário mudou e eu mesmo não vi mais bugios. Houve apenas alguns relatos isolados, mas sem confirmação", disse. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp ‘Corona’ e ‘Covid’: quem são filhotes de bugio que nasceram durante a pandemia O vídeo foi gravado no domingo (15), por volta do meio-dia, por moradores no bairro Ilha da Figueira. Nas imagens, o macho aparece sobre a cerca de uma casa. Ele olha para os dois lados, caminha pelo muro, desce e continua andando pela calçada (assista acima). Os Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul acompanharam a ocorrência para garantir a segurança dos moradores e do primata. O bugio voltou sozinho para a mata. 🦧🔍O bugio-vermelho é um primata da Mata Atlântica conhecido pela vocalização potente que pode ser ouvida a quilômetros de distância. A espécie está entre as mais ameaçadas do mundo e passou mais de dois séculos extinta na Ilha de Santa Catarina (leia mais no final da matéria). Bugio-vermelho volta a ser registrado em SC Reprodução/Redes sociais O biólogo ainda explica que antes do surto de febre amarela, os resgates eram frequentes, principalmente envolvendo machos afastados dos bandos após disputas territoriais. Esses deslocamentos muitas vezes resultavam em acidentes, como atropelamentos e choques na rede elétrica. "Antes de 2020, os resgates eram frequentes, principalmente de machos expulsos dos bandos após disputas. Esses animais entravam na cidade em busca de alimento e acabavam atropelados, subindo em redes de alta tensão ou invadindo casas. De 2020 para cá, nenhum caso assim voltou a ocorrer", explicou. LEIA MAIS: Bugios liberam secreção colorida que deixa o pelo vermelho ‘Corona’ e ‘Covid’: filhotes de bugio nascem durante a pandemia e podem mudar futuro da espécie Espécie ficou mais de 260 extinta da Ilha de Santa Catarina Em 2024, três bugios-ruivos foram reintroduzidos na Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, após mais de 260 anos de extinção local. A espécie, uma das 25 mais ameaçadas do mundo, voltou a ocupar a parte insular da capital. Os animais continuam sendo monitorados por pesquisadores do Programa Silvestre SC. Os bugios-ruivos são endêmicos da Mata Atlântica e estavam extintos na ilha desde 1763. Os pesquisadores consideram o retorno da espécie um passo importante para a restauração ecológica da região. Bugio-ruivo volta a ilha de Santa Catarina após 260 anos de extinção local 🎤Famosos pela voz Os bugios são considerados primatas pouco ativos Ronaldo Cardoso/ Arquivo Pessoal Esses primatas podem pesar até 7 quilos e pertencem ao gênero Alouatta, que possui a maior distribuição geográfica entre os macacos das Américas, indo do México ao Sul da América do Sul. Também conhecidos como guaribas, barbudo e macaco roncador, os bugios apresentam pelagem que varia do marrom escuro ao ruivo. Eles são especialmente conhecidos pela vocalização intensa, emitida principalmente ao amanhecer e ao entardecer, mas também durante o dia para se comunicar e marcar território. O “ronco” característico ecoa pela mata e pode ser ouvido a até cinco quilômetros de distância. Essa potência vocal é possível graças a características anatômicas da espécie: os bugios possuem mandíbula profunda, laringe larga e um aparelho hioide que funciona como uma câmara de ressonância. Bugio-vermelho reaparece em cidade de SC anos após surto de febre amarela Reprodução/Redes sociais VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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