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Atleta paralímpico de Itapetininga conquista ouro durante competição internacional de corrida com cadeiras: 'Meta é a paralimpíada', diz treinadora

Eduardo (à esquerda) e Eunice (à direita) Arquivo pessoal Cruzar a linha de chegada durante um campeonato não significa, necessariamente, apenas vencer uma c...

Atleta paralímpico de Itapetininga conquista ouro durante competição internacional de corrida com cadeiras: 'Meta é a paralimpíada', diz treinadora
Atleta paralímpico de Itapetininga conquista ouro durante competição internacional de corrida com cadeiras: 'Meta é a paralimpíada', diz treinadora (Foto: Reprodução)

Eduardo (à esquerda) e Eunice (à direita) Arquivo pessoal Cruzar a linha de chegada durante um campeonato não significa, necessariamente, apenas vencer uma competição. Por trás do esforço, existe muita preparação física, psicológica e barreiras a superar. Este é o caso do atleta paralímpico Eduardo Bento, de apenas 18 anos. Morador de Itapetininga (SP), o profissional em corridas com cadeiras conquistou a medalha de ouro no 4º Open da Província de Neuquén, na Argentina, durante o mês de março. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp A treinadora de Eduardo, Eunice Lima, conta que a paixão dele pelo esporte começou na infância, por volta dos nove anos. A vizinha dele, que também é paratleta, costumava praticar o esporte, enquanto Eduardo apenas observava. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Ela treinava comigo, evoluiu e nós sempre convidávamos ele para acompanhar as atividades na rua. Mas ele começou a treinar, mesmo, só quando tinha 13 anos. Eles tinham um convívio muito bom e isso serviu de incentivo", diz. Desde então, Eduardo passou a treinar na Escola Paralímpica de Itapetininga, projeto gratuito oferecido pela prefeitura. Apesar de ter começado ainda criança, o aluno já se destacava na instituição e, antes de viajar para a Argentina, competiu nos Jogos Parapan-Americanos. "Por conta da rapidez dele, ele foi convocado para o Parapan de jovens e para a Argentina. Nós fazemos um trabalho técnico, de fortalecimento e outro de mobilidade. Os treinos acontecem de manhã e à tarde", detalha a treinadora. LEIA TAMBÉM: Copa do Mundo da FIFA no videogame? Jogador de Avaré treina seleção brasileira de eFootball: 'Funciona como no futebol real' VÍDEO: vira-lata ganha 'casa própria' com telhado deslizante e etapas da obra viralizam nas redes sociais Atletas do interior de SP quebram recordes e conquistam medalhas no Campeonato Brasileiro Paralímpico Mas a preparação física não se resume aos treinos. Eunice destaca que, mesmo com a prática diária, manter uma alimentação equilibrada e garantir uma boa noite de sono são essenciais para alcançar o melhor desempenho possível. "Ele sai do primeiro treino de manhã, vai para casa, almoça e dorme por um bom período, para chegar às 18h recuperado. O 'recovery' dele é o sono e a alimentação. Nós estamos nos preparando para disputar campeonatos há bastante tempo, então, a rotina de treino faz com que ele melhore cada vez mais as marcas e é isso que estamos buscando", comenta. Eduardo conseguiu a medalha de ouro na Argentina Arquivo pessoal Nos períodos que antecedem os campeonatos, o treino de força é intensificado. O resultado apareceu: a medalha de ouro veio e, com ela, a surpresa de Eduardo, que afirma que não imaginava alcançar uma conquista desse nível. "O Eduardo achava que ia conseguir, no máximo, a medalha de bronze. Para mim, como treinadora, é a certeza de que o trabalho está dando certo. Temos que procurar cada vez mais informações para que a qualidade do treino melhore", celebra. Agora, a meta da dupla é fora da América Latina: eles têm treinado cada vez mais para participar das Paralimpíadas de Los Angeles, que acontecerão em 2028. Para a treinadora, o aluno é um símbolo de resiliência. "A meta é a paralimpíada. Eu vejo todos eles como pessoas comuns, como todas as outras. Ainda há muito preconceito e muitas dificuldades, ainda mais para nós que moramos no interior. O acesso à fisioterapia é difícil. Cada vez que eles conquistam algo, é uma melhora de vida", pontua. Eduardo é atleta de corrida em cadeiras Alessandra Cabral Escola Paralímpica de Itapetininga Criada há 13 anos, a escola, que é mantida pela Prefeitura de Itapetininga, é gratuita e é liderada por Eunice. Entre os primeiros nomes que frequentaram a escola como alunos, está a atleta Jéssica Giacomelli, vizinha de Eduardo, que hoje é atleta da seleção brasileira e esteve nas Paralimpíadas de Paris. Segundo a prefeitura, 60 crianças e adolescentes frequentam a escola atualmente e todas treinam modalidades paralímpicas. Os treinos acontecem no Espaço Cidadania, de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h, e também das 18h às 20h30. Nos sábados, as atividades acontecem das 14h30 às 17h. Para participar, os interessados devem comparecer diretamente no Espaço Cidadania, na Rua Alex Amadeu Belinato, e solicitar uma conversa com Eunice, que explicará a rotina de treinos e fará a integração na escola. “A oportunidade que a Escolinha Paralímpica oferece é uma mudança de vida todos os dias nas crianças, nos adultos, nos adolescentes, proporcionando uma vivência em busca de superação, conquista, mudança de hábitos, autonomia e saúde”, finaliza Eunice. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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