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Após morte de professora em Nova Friburgo, projeto de lei propõe punições mais rígidas para prática de 'grau'

Personal trainer morre após ser atingida por moto que fazia manobras perigosas em Friburgo A morte da personal trainer e professora Ariana Severo, de 37 anos, ...

Após morte de professora em Nova Friburgo, projeto de lei propõe punições mais rígidas para prática de 'grau'
Após morte de professora em Nova Friburgo, projeto de lei propõe punições mais rígidas para prática de 'grau' (Foto: Reprodução)

Personal trainer morre após ser atingida por moto que fazia manobras perigosas em Friburgo A morte da personal trainer e professora Ariana Severo, de 37 anos, atropelada por um motociclista que realizava manobras perigosas em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, motivou a apresentação de um projeto de lei que endurece as punições para a prática conhecida como "grau". A proposta prevê multas mais severas, suspensão e cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além do aumento de penas em ocorrências com vítimas feridas ou mortas. O Projeto de Lei 3.537/2026 foi apresentado pelo deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ) após o acidente ocorrido em 29 de junho, em Nova Friburgo. Segundo testemunhas, Ariana foi atingida por um motociclista que fazia manobras em alta velocidade e perdeu o controle da moto. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. O caso gerou comoção na cidade e motivou a criação da proposta, que busca ampliar as penalidades para condutores flagrados realizando malabarismos com motocicletas em vias públicas. “A 'Lei do Grau' é uma resposta proporcional a uma prática que tem se tornado uma verdadeira epidemia nas ruas brasileiras. Precisamos proteger motoristas, pedestres, ciclistas e os demais motociclistas dos que estão dispostos a colocar a vida de todos em perigo com condutas irresponsáveis”, afirmou Hugo Leal. Pela proposta, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) passaria a prever multa multiplicada por dez para quem for flagrado realizando manobras do tipo. O texto também estabelece suspensão do direito de dirigir por 12 meses e remoção imediata do veículo para depósito. Em caso de reincidência dentro de um período de 12 meses, a multa seria aplicada em dobro e o condutor teria a CNH cassada. O projeto ainda prevê a responsabilização do proprietário do veículo quando ele for utilizado por um terceiro reincidente na infração. Na esfera penal, a proposta aumenta de um terço à metade as penas para condutas de malabarismo ou equilíbrio sobre uma roda quando houver lesão corporal ou morte. Com a mudança, penas que atualmente variam de três a seis anos de reclusão poderão chegar a até nove anos. O texto também prevê a criação de campanhas permanentes de conscientização sobre os riscos da prática. Na justificativa do projeto, são citados dados que apontam que motocicletas, motonetas e ciclomotores já respondem por quase 40% das mortes no trânsito brasileiro, percentual superior aos cerca de 3% registrados no fim da década de 1990. Os números também indicam que acidentes com motos representam aproximadamente 60% das internações por acidentes de trânsito no Sistema Único de Saúde (SUS). Ao defender a proposta, Hugo Leal afirmou que o objetivo é evitar novas tragédias provocadas por condutas imprudentes no trânsito. “Cada vida perdida dessa forma é uma vida que poderia ter sido poupada com regras mais rígidas e fiscalização efetiva. É isso que buscamos com esse projeto”, concluiu o parlamentar. Momento do acidente e Ariana Severo, de 32 anos Reprodução

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