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Vereadora Tatiana Medeiros seguirá no cargo com salário superior aos R$ 25 mil até decisão definitiva, diz Câmara

Caso Tatiana Medeiros: Justiça condena a 19 anos de prisão e aplica multa Tatiana Medeiros, que foi condenada a 19 anos e 10 meses de prisão , não perderá ...

Vereadora Tatiana Medeiros seguirá no cargo com salário superior aos R$ 25 mil até decisão definitiva, diz Câmara
Vereadora Tatiana Medeiros seguirá no cargo com salário superior aos R$ 25 mil até decisão definitiva, diz Câmara (Foto: Reprodução)

Caso Tatiana Medeiros: Justiça condena a 19 anos de prisão e aplica multa Tatiana Medeiros, que foi condenada a 19 anos e 10 meses de prisão , não perderá o cargo de vereadora e seguirá com o salário de mais de R$ 25 mil até é a decisão definitiva da Justiça, segundo a Câmara Municipal de Teresina (CMT). LEIA TAMBÉM: Namorado, mãe de Tatiana Medeiros e mais 6 são condenados por corrupção eleitoral e outros crimes; veja as penas ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A parlamentar está presa desde abril de 2025, acusada de liderar um esquema de compra de votos nas eleições de 2024. Ela foi condenada pelos crimes de organização criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral, peculato e lavagem de dinheiro. Tatiana Medeiros, vereadora de Teresina pelo PSB Reprodução/Instagram O presidente da Câmara de Teresina, vereador Enzo Samuel, destacou que a Casa ainda não foi informada sobre a decisão da Justiça. A Justiça Eleitoral havia decretado a perda do mandato eletivo da parlamentar e a proibição do exercício de cargos ou funções públicas de qualquer natureza. "Ainda não fomos notificados sobre a decisão que ocorreu. Todo conhecimento que tivemos foi através da imprensa. O entendimento é que precisar acontecer o trânsito em julgado, é assim que funciona o processo legal. Ainda é passível de recursos e nós vamos seguir as determinações legais", destacou Enzo. "O salário da vereadora é um entendimento legal e da Constituição Federal. Ela está afastada do cargo, mas continua como vereadora. Até o trânsito em julgado ela tem o direito de comprovar ou não a sua inocência”, completou o presidente da CMT. Ao g1, a defesa da vereadora afirmou que a sentença é "absolutamente injusta" e que irá recorrer. O caso ainda deverá será levado para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A investigação Além de Tatiana Medeiros, foram condenadas mais sete pessoas, incluindo o namorado e familiares da parlamentar. A sentença indica que Tatiana era responsável por dar ordens ao grupo, distribuindo funções e estabelecendo critérios. Durante a investigação, arquivos encontrados nos celulares dos investigados contribuíram para a identificação de práticas como a compra de votos. Segundo a Justiça Eleitoral, mensagens com a exigência de comprovantes de votação e listas por zona e seção com anotações “pago/PIX/ok” foram apresentadas com prova. Tatiana Medeiros efetuou movimentações bancárias de que somam mais de R$ 2,1 milhões entre 2022 e 2024, segundo a Justiça Eleitoral. Mas declarou renda formal de pouco mais de R$ 33 mil no mesmo período. "A análise fiscal apontou, de forma convergente, a existência de créditos não declarados pela investigada [...] Um incremento de créditos superior a 300% justamente no ano eleitoral, resultando em mais de R$ 1 milhão em créditos desprovidos de lastro documental", diz trecho da decisão. A investigação concluiu ainda que o Instituto Vamos Juntos, que prestava serviço a comunidades carentes e recebia recursos de origem pública, foi utilizado como fachada eleitoral. No local, famílias supostamente beneficiárias eram recrutadas a votar em favor da candidatura de Tatiana. Foram condenados: Tatiana Teixeira Medeiros (vereadora de Teresina pelo PSB): organização criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral, peculato e lavagem de dinheiro. Alandilson Cardoso Passos (namorado da vereadora): condenado a 16 anos, 8 meses e 11 dias de prisão por organização criminosa, corrupção eleitoral, violação do sigilo do voto, agiotagem e lavagem de dinheiro; Stênio Ferreira Santos (padrasto da vereadora): condenado a 13 anos, 11 meses e 26 dias de prisão por organização criminosa, corrupção eleitoral, violação do sigilo do voto, peculato-desvio, apropriação indébita, agiotagem e lavagem de dinheiro; Maria Odélia de Aguiar Medeiros (mãe da vereadora): condenada a 14 anos, 2 meses e 5 dias de prisão por organização criminosa, corrupção eleitoral, apropriação indébita e lavagem de dinheiro; Emanuelly Pinho de Melo (assessora da vereadora): condenada a 7 anos, 9 meses e 26 dias de prisão por organização criminosa e corrupção eleitoral; Bianca dos Santos Teixeira Medeiros (irmã da vereadora): condenada a 7 anos, 9 meses e 26 dias de prisão por organização criminosa e corrupção eleitoral; Bruna Raquel Lima Sousa (funcionária da ONG Vamos Juntos): condenada a 6 anos, 11 meses e 30 dias de prisão por organização criminosa e corrupção eleitoral; Sávio de Carvalho França (funcionário da ONG Vamos Juntos): condenado a 9 anos, 5 meses e 27 dias de prisão por organização criminosa e corrupção eleitoral. Os sentenciados devem ainda pagar de multa no valor mínimo de R$ 1 milhão, por reparação de danos. Todos são responsáveis juntos pelo pagamento. Tatiana e o namorado Alandilson estão presos desde 3 de abril de 2025, ou seja, há 1 ano e 24 dias. O período será contabilizado como dias de pena cumprida. Lucas de Carvalho Dias Sena, cunhado da vereadora, foi absolvido das acusações de organização criminosa e corrupção eleitoral, por ausência de provas suficientes da autoria. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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