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Último dia de Rock in Rio tem potência das mulheres, muita chuva e Twenty One Pilots maduro; veja resumo

Josh Dun, do Twenty One Pilots, toca bateria no topo de estrutura no Rock in Rio O sétimo dia do Rock in Rio 2026 teve Twenty One Pilots mostrando seu amadurec...

Último dia de Rock in Rio tem potência das mulheres, muita chuva e Twenty One Pilots maduro; veja resumo
Último dia de Rock in Rio tem potência das mulheres, muita chuva e Twenty One Pilots maduro; veja resumo (Foto: Reprodução)

Josh Dun, do Twenty One Pilots, toca bateria no topo de estrutura no Rock in Rio O sétimo dia do Rock in Rio 2026 teve Twenty One Pilots mostrando seu amadurecimento após 10 anos de vindas ao Brasil. A banda fechou o dia marcado pela potência das mulheres, com shows de Lolla Young, Halsey e Zara Larsson. Todas as atrações do último dia do festival se apresentaram sob uma chuva ininterrupta, contrastando com shows solares de Ivete Sangalo, Joelma, Marina Sena e Zara Larsson. Ivete, aliás, cantou pela 20ª vez no Rock in Rio, mas conseguiu se reinventar e trazer um espetáculo "caliente". No Palco Sunset, Marina Sena rasgou um boneco de pano e, após o show, negou que fosse qualquer indireta ao ex-namorado, Juliano Floss, disse ao g1 estar "pegando as vísceras de todo o patriarcado". Marina foi uma das estrelas prejudicadas pelo som baixo das caixas do Sunset. A emissão sonora não estava tão consistente como nos últimos dias. Outras artistas que passaram por lá, como Zara Larsson e Joelma, foram afetadas pelo mesmo problema. Já no Palco Mundo, Halsey mostrou que superou uma infecção pesada no rosto que acometia nos últimos dias e fez um show potente. A programação do dia ainda teve Carol Biazin trazendo Joyce Alane para abrir o Palco Sunset. Para o segundo dia de festival, 100 mil ingressos foram postos à venda, mas não se esgotaram. O festival parece ter ficado mais vazio do que nos dias anteriores, já que a chuva insistente pode ter afugentado o público. Saiba como foram os shows do último dia de Rock in Rio 2026: Acompanhe a cobertura dos próximos dias em tempo real pelo g1 Veja fotos do último dia de festival Twenty One Pilots Vocalista do Twenty One Pilots canta em suporte em cima da plateia no Rock in Rio A estreia de Tyler Joseph e Josh Dun no Rock in Rio carregou o peso de uma trajetória de dez anos no Brasil. O Twenty One Pilots, definitivamente, deixou de ser encarado como uma novidade do rap rock para assumir o posto de headliner (quase) indiscutível de festivais. O encerramento desta noite deixou claro como a performance da dupla americana ganhou a complexidade e o estofo necessários para entreter a multidão do último dia de evento, já na madrugada de segunda-feira (14). Ok, foi o menor público para um headliner nesta edição, mas ainda assim a Cidade do Rock cheia pode intimidar os menos experientes. A organização não divulgou quantos dos 100 mil ingressos foram vendidos para esta noite. Eles seguem com as peraltices pelas quais ficaram famosos. Cinco minutos de show já é o suficiente para o vocalista Tyler usar e se despir de uma máscara, ajoelhar-se no chão como se o mundo estivesse acabando, flertar com a câmera, subir em um suporte em cima da plateia e girar loucamente seu microfone. Mas a dupla também se preocupa com a parte musical. E tudo é conduzido pelo baterista Josh: ele se alterna entre grooves dançantes, pegada R&B e um quê de disco music. Entre um truque e outro, Tyler se divide entre o teclado, o baixo, a guitarra e seus vocais rasgados e precisos. Leia mais sobre o show de Twenty One Pilots. Zara Larsson Zara Larsson convida fã para dançar 'Lush Life' no palco do Rock in Rio Este domingo (12) marcou a segunda vez seguida de Zara Larsson no Rock in Rio. Mesmo assim, ao encerrar o palco Sunset, ela era aguardada como se fosse a primeira vez dela por aqui. De certa forma, foi mesmo. Nos últimos dois anos, ela foi de queridinha subestimada a uma popstar em plena ascensão. Tudo graças ao disco solar “Midnight Sun” (2025), que ela trouxe nesta noite chuvosa ao Rio de Janeiro. E ao inaugurar nesta noite com a faixa-título, Zara ganhou um coro que não tinha há anos. “Sei que está chovendo, mas vamos trazer o sol nesta noite”, disse sobre o repertório, que fala sobre a festa que é o verão sueco, um eterno sol da meia-noite. Em 2025, em entrevista ao g1, Zara explicou que o sucesso tinha a ver com ela finalmente ter controle criativo do que faz. “Acho que este álbum me ajudou a ir de uma boa performer para uma artista. Tipo, criar o meu próprio mundo”, definiu. Nem a chuva impediu esse mundo de estar presente na plateia: vários fãs estavam com blusas grafitadas ou looks tropicais anos 2000, a cara da “era” de Zara. Quando a gente vê fãs “vestidos” como a cantora, sabe que algo deu certo. Leia mais sobre o show de Zara Larsson. Halsey Halsey pede luzes do público e canta 'Without me' no Rock in Rio Dois dias depois de compartilhar com seus seguidores que estava com uma "infecção pesada no rosto" e "se entupindo de remédio", Halsey subiu ao Palco Mundo, do Rock in Rio, neste domingo (13), como se nada tivesse acontecido. Em cima do palco, a cantora americana não demonstrou qualquer indício de que teria ido parar no hospital nos dias anteriores. Nem deu sinais de vulnerabilidade ou fragilidade por suas inúmeras questões de saúde física e mental. A cantora, que já dividiu com seus fãs seus problemas com endometriose, câncer no sangue e até um aborto no palco, fez uma apresentação potente e agressiva em sua estreia no Rock in Rio, trazendo sua versão mais roqueira. Quando Ashley Nicolette Frangipane (seu nome de batismo) vira Halsey, ela supera -- e superou nesta apresentação -- qualquer adversidade, fazendo um show enérgico, forte, consistente. Ela gritou, brincou com fogo do cenário, subiu e desceu escadas que levavam até seu "castelo virtual", rolou pelos degraus, dominou o palco e convocou o público para pular o máximo possível. O completo oposto do visual "bonequinha" escolhido para o figurino, composto por um vestido branco de babados e corselet. Só sua bota "sangrenta" dava sinais do que viria ao longo de sua hora no palco. Leia mais sobre o show de Halsey. Marina Sena convida Céu Marina Sena e Céu cantam 'Malemolência' no Rock in Rio Marina Sena finalmente estreou no Rock in Rio, no Palco Sunset, neste domingo (13). A artista já tinha passado pelo festival como convidada de Luísa Sonza e até pelo The Town, para cantar Gal Costa; mas só agora, em 2026, ganhou um show para chamar de seu. Podendo mergulhar em seu próprio repertório, Marina aproveitou para expandir suas “Coisas Naturais”. O disco fala sobre raízes e identidade da cantora, natural de Taiobeiras, no norte de Minas. O que norteou o show, musical e visualmente, foi essa pegada orgânica: rabeca, violões e percussões soltas, roupas e elementos como se feitos à mão. Para tanto, ficou com Deus o álbum “Vício Inerente”, que a própria cantora já admitiu não amar. No lugar dele, entraram os singles “Taiobeiras (Folha Grande)” e “Carta de Maria”, parceria com Rubel. Leia mais sobre o show Marina Sena convida Céu. Lolla Young Lolla Young canta 'Messy' no Rock in Rio Debaixo de uma fina e insistente garoa, Lolla Young estreou no Brasil cantando para um público pequeno, levando em conta que ela estava no Palco Mundo e começou a cantar depois das 19h deste domingo (13). Ao vivo, a cantora inglesa não é muito diferente de como ela se porta em entrevistas ou se expõe nas letras de suas músicas. A performance tem um verniz teatral, mas essa camada fina não esconde toda a crueza dela. Com ela, uma certa estranheza vira doçura. “Ouvi tantas coisas boas desse país e todas eram verdades. Ouvi dizer que vocês são a melhor plateia do mundo”, disse, depois de enfrentar alguns problemas técnicos que atrapalharam o começo do show. Acompanhada por uma banda de cinco integrantes, Lolla canta (muito, um vocal rasgado) ao som de arranjos que passam perto do gospel e do soul. Outro bom recurso do show é um cinegrafista que fica rodeando a cantora, com ângulos pouco comuns. A dinâmica entre ela e a câmera combina com o jeitão desajeitado dela. Leia mais sobre o show de Lola Young. Joelma convida Viviane Batidão Joelma canta “A Lua Me Traiu” Aos 50 anos, Joelma chegou ao Palco Sunset neste domingo (13) para sua estreia no Rock in Rio, depois de mais de três décadas de carreira. A cantora paraense subiu ao palco com um figurino verde, amarelo e azul, com penas coladas nos ombros e nas botas, e cantando um dos maiores sucessos da Banda Calypso, “Dançando Calypso” (1999). Depois, engatou “Anjo”, “A Lua Me Traiu”, “Passe de Mágica”, “Xonou Xonou” e “Voando pro Pará”. Nas redes sociais, Joelma havia se gabado de estar com os cabelos soltos para conseguir “bater muito cabelo” no Rock in Rio. Ela revelou que alongou os cabelos especialmente para o show. E assim fez, em momentos como “Juras de amor” e “Tchau pra você”. Após 25 minutos de apresentação, Joelma recebeu Viviane Batidão para cantar “Balanço do Norte” e “Vem Meu Amor”. “Faz barulho pra rainha Joelma”, pediu Vivi, enquanto fazia o movimento de “dar o sal” com as mãos. Leia mais sobre o show Joelma convida Viviane Batidão. Ivete Sangalo Ivete Sangalo canta 'Macetando' no Rock in Rio “São tantos anos dessa união, Rock in Rio. Tenho mais de 32 anos de carreira e não me acostumo”, tratou de dizer Ivete Sangalo em seu 20º show no Rock in Rio, no fim da tarde deste domingo (13). A cantora baiana surgiu no Palco Mundo por volta das 17h, em cima de uma plataforma. Seu figurino longo, rendado e todo cravejado de pedras vermelhas foi revelado depois que dançarinos abaixaram folhagens também vermelhas. Pouco depois, ela tirou a cauda e ficou apenas com um vestidinho curto. O espetáculo, batizado de “A La Sangalo”, em espanhol, foi divulgado como um resgate à latinidade de Ivete. Ela explicou no palco: “Sou latina, sou baiana, sou louca, sou o que eu quiser ser”. A cenografia apostou em escadarias vermelhas, enquanto as projeções do telão mostravam flores da mesma cor e animais como uma onça. Leia mais sobre o show de Ivete Sangalo. Carol Biazin convida Joyce Alane Carol Biazin e Joyce Alane cantam "Tudo Com Você" Após levar seu repertório ao Rock in Rio Lisboa em 2026, Carol Biazin reencontrou o festival em solo brasileiro. A recepção do público já indicava o tamanho da expectativa em torno da apresentação: ainda no início da programação deste domingo (13), fãs da cantora ocupavam o Palco Sunset para prestigiar uma das vozes mais populares da nova geração do pop nacional. Carol foi apresentada ao grande público ao chegar à final do The Voice Brasil em 2017. Desde então, construiu uma trajetória marcada pela mistura de pop, R&B, rap e MPB. Ao longo dos anos, também desenvolveu uma forte conexão com a comunidade LGBTQIA+, especialmente por abordar relacionamentos entre mulheres em suas canções. Ao som de leques, as fãs aguardavam a entrada da artista e vibraram quando ela abriu o show com "Dilemas da Vida Moderna" e, na sequência, emendou "Low Profile". A relação construída por Carol com seu público ficou evidente no Sunset. Em diversos momentos, bastava apontar o microfone para a plateia para ouvir os versos serem devolvidos em coro, como aconteceu em "Sou do Mundo". Leia mais sobre de Carol Biazin convida Joyce Alane.

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