Último denunciado por assassinato de ativista político é preso após 5 anos foragido no ES
Denunciado por morte de ativista em Linhares é preso em Cariacica O último dos quatro denunciados por participação no assassinato do ativista político Jona...
Denunciado por morte de ativista em Linhares é preso em Cariacica O último dos quatro denunciados por participação no assassinato do ativista político Jonas da Silva Soprani foi preso nesta quinta-feira (30), após cinco anos foragido. Cosme Damasceno, de 50 anos, foi localizado em uma casa no bairro Vila Prudêncio, em Cariacica, na Grande Vitória. Os policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram recebidos pelo próprio suspeito, que não resitiu à prisão. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Jonas Soprani foi morto a tiros em um bar de Linhares, no Norte do Espírito Santo, em junho de 2021. Ele era conhecido pela atuação política e pelo trabalho de fiscalização de agentes públicos. Uma segunda vítima também foi baleada, mas sobreviveu. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Cosme atuou como intermediário do crime, responsável por fazer a ligação entre o mandante e os executores. Ele também é acusado de dirigir o veículo usado para levar os executores ao local do crime e dar apoio à fuga após os disparos. O g1 não conseguiu localizar a defesa do denunciado. Cosme Damasceno, de 50 anos, foi denunciado por suspeita de envolvimento no assassinato do ativista político Jonas da Silva Soprani em 2021, em Linhares, no Norte do Espírito Santo Reprodução LEIA TAMBÉM: VILA VELHA: Duas pernas humanas são encontradas dentro de sacola em valão durante limpeza DENTRO DO PRÓPRIO CARRO: Jovem desaparecido é encontrado morto com ajuda de drone da família no ES Participação dos outros quatro acusados Os outros envolvidos na morte do ativista político, segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público são o ex-vereador Waldeir de Freitas Lopes; Genebaldo Carlos da Fonseca Júnior; e José Natalino Santos Mendes. Apenas Genebaldo Carlos da Fonseca Júnior, de 30 anos, foi submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri até o momento. Ele foi condenado a 59 anos e 6 meses de detenção pela participação no assassinato e também está preso. Waldeir de Freitas Reprodução TV Gazeta O ex-vereador Waldeir de Freitas Lopes é apontado pela acusação como autor intelectual e mandante do crime. Segundo o MPES, o assassinato teria sido motivado pela atuação política e pelo trabalho de fiscalização realizado por Jonas. Waldeir está preso. E José Natalino Santos Mendes, conhecido como 'Bahiano', é apontado como um dos autores dos disparos, também está preso. Houve ainda um quinto denunciado, Jhulian Harlei Alves de Souza, conhecido como 'Dudu', que morreu antes da conclusão do processo. Por isso, o Ministério Público pediu a extinção da punibilidade dele. O g1 não conseguiu localizar a defesa dos outros acusados. Primeira condenação do caso aconteceu em junho No dia 16 de junho, Genebaldo Carlos da Fonseca Júnior, de 30 anos, foi condenado a 59 anos e 6 meses de prisão pela participação no assassinato do ativista político Jonas da Silva Soprani. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri e determina o cumprimento da pena, inicialmente, em regime fechado. A decisão seguiu a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que apontou Genebaldo como um dos responsáveis por indicar os executores do assassinato e ajudar a ocultar provas após o crime. Primeiro réu pela morte de Jonas Soprani é condenado a 59 anos de prisão em Linhares Genebaldo foi condenado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, com emprego de meio cruel ou que possa resultar perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, além de porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa. Ele também foi condenado por tentativa de homicídio triplamente qualificado contra a segunda vítima. Jonas Soprani, de 48 anos, foi assassinado a tiros em Linhares, no Norte do Espírito Santo Reprodução/Rede social Quem era Jonas Soprani Jonas Soprani foi candidato a vereador de Linhares nas eleições de 2020, mas não se elegeu. Conhecido como ativista político na cidade, ele costumava postar vídeos em suas redes sociais, nos quais dizia fiscalizar as ações da Prefeitura e da Câmara da cidade. Também foi o autor de denúncias entregues à Câmara. O ativista foi assassinado a tiros, aos 48 anos, no dia 23 de junho, enquanto estava em um bar da cidade, no bairro Novo Horizonte. Segundo a investigação, o crime teria sido motivado pela atuação política de Jonas e pelas críticas que fazia a agentes públicos da cidade. Tiros que atingiram Jonas Soprani foram disparados em bar em Linhares, ES Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo