UFR desliga estudante após apuração de caso de capacitismo contra colega com deficiência em MT
Estudante que publicou vídeo com falas capacitistas é expulsa da UFR em MT A Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) desligou uma estudante do curso de En...
Estudante que publicou vídeo com falas capacitistas é expulsa da UFR em MT A Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) desligou uma estudante do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental após concluir um procedimento administrativo sobre um caso de capacitismo contra uma colega com deficiência. O caso ganhou repercussão após a circulação de um vídeo em que a estudante faz comentários ofensivos sobre a colega. No vídeo que circulou nas redes sociais, a estudante faz comentários depreciativos sobre a colega com deficiência, incluindo críticas à forma como ela se comunica e à sua aparência. Também afirma que evitava o contato com a colega e faz outras declarações ofensivas relacionadas à deficiência (veja vídeo acima). "Eu nem gosto de ficar perto dela porque ela fede demais. Eu e minha amiga, a gente nem fica perto dessa guria. Tenta evitar o máximo de contato possível. Ela vê a gente e vem ficar com a gente. Gente, me estressa. Não é por nada, eu não tenho preconceito com PCD, mas a gente tem que se tocar", diz trecho do vídeo", diz em alguns dos stories. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Nos vídeos publicados nas redes sociais, a ex-estudante também cita um trabalho em grupo onde a colega teria participado da apresentação, o que segundo ela, não era necessário. "No caso, só essa guria aí que é especial, essa PCD aí, ela é burra, burra. Gente, não é preconceito nem nada, mas a gente tem que se tocar. Sabe aquela pessoa que para a aula todinha pra falar óbvio? Então, é essa insuportável dessa PCD", diz em trecho dos vídeos. Segundo a UFR, a universidade tomou conhecimento dos fatos e adotou as providências necessárias para a apuração do caso. O procedimento garantiu o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, conforme as normas institucionais. Após a conclusão da investigação administrativa, a universidade informou que aplicou a penalidade cabível e determinou o desligamento da estudante do curso. A UFR afirmou ainda que o caso reforça o compromisso da instituição com a promoção dos direitos humanos, da inclusão, da acessibilidade, da diversidade e da convivência ética no ambiente acadêmico. A instituição informou ainda que não divulgará os nomes das pessoas envolvidas, documentos, informações pessoais ou outros detalhes do procedimento. Segundo a UFR, a decisão segue a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que estabelece regras para o tratamento de informações pessoais e dados sensíveis. O que é capacitismo? Capacitismo é a discriminação ou o preconceito contra pessoas com deficiência. A prática pode ocorrer por meio de ofensas, exclusão, constrangimento, tratamento desigual ou pela ideia de que uma pessoa com deficiência é inferior às demais. De acordo com o Ministério da Cidadania, são exemplos de capacitismo: expressões inadequadas; olhares de julgamento; invasão de privacidade; e ausência de pessoas com deficiência em diversos espaços. Segundo a UFR, a universidade tomou conhecimento dos fatos e adotou as providências necessárias para a apuração do caso. UFR