Trump diz que Irã deve escolher entre 'acordo' ou 'rendição total'
Presidente dos EUA, Donald Trump, e presidente do Irã, Masoud Pezeshkian Evelyn Hockstein/Reuters e Angelina Katsanis/AP Photo O presidente dos Estados Unidos,...
Presidente dos EUA, Donald Trump, e presidente do Irã, Masoud Pezeshkian Evelyn Hockstein/Reuters e Angelina Katsanis/AP Photo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou nesta segunda-feira (3) que a liderança iraniana de "inacreditavelmente" confusa e afirmou que Teerã deve escolher entre um "acordo" ou a "rendição total". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "A liderança iraniana é inacreditavelmente dúbia! Eles pedem uma reunião —alguns diriam que 'imploram'— as conversas começam, com outras já marcadas para o futuro imediato, e então dizem de forma aberta e orgulhosa que não estão tendo nenhuma discussão, que nada está sendo tratado, e que estão lidando apenas com 'Omã'", afirmou Trump em uma publicação em sua rede social Truth Social. Em seguida, Trump disse que o Estreito de Ormuz está "completamente" sob o controle da Marinha norte-americana e que "nada [em termos comerciais] chega ao Irã a menos que queiramos, e nada chegará, a menos que um acordo ou uma rendição total seja alcançado". Agora no g1 A fala de Trump nesta segunda é uma mudança da retórica adotada nos últimos dias sobre a guerra no Irã. No final de semana, o líder norte-americano adotou um tom mais ameno ao afirmar que "os termos de um acordo [de paz] foram definidos" —o que motivou a cancelar ataques contra a infraestrutura elétrica iraniana— e que as negociações com Teerã seriam retomadas já nesta segunda. O regime iraniano, no entanto, negou que haja tratativas em andamento com os EUA e afirmou que está se aproximando de um acordo com o Omã para uma nova rota de trânsito de navios comerciais em Ormuz. Enquanto o impasse segue, no final de semana a guerra entre EUA e Irã no Oriente Médio completou cinco meses sem perspectiva de terminar. A navegação comercial segue ameaçada, com o trânsito nos estreitos de Ormuz e de Bab El-Mandeb estrangulados. Ao mesmo tempo, países árabes e europeus estão em tratativas para criar uma coalizão internacional de segurança marítima.