Tarifaço: Alckmin diz que Brasil foi o 'país mais beneficiado do mundo' com novas medidas de Trump
O vice-presidente, Geraldo Alckmin, durante cerimônia de assinatura de medida provisória que concede isenção da taxa de serviço metrológico para verifica...
O vice-presidente, Geraldo Alckmin, durante cerimônia de assinatura de medida provisória que concede isenção da taxa de serviço metrológico para verificação de taxímetros. Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (23) que o Brasil foi o país mais beneficiado com as mudanças nas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita em São Paulo, durante evento na Fiesp, e se refere à nova tarifa global de 15% sobre produtos importados pelos EUA, que passa a valer nesta terça-feira (24) — acompanhada de uma ampla lista de itens isentos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A medida foi adotada por Trump após a Suprema Corte derrubar parte do tarifaço aplicado com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). "Essa decisão de 15% não tem problema, porque 15% vale para nós e para o mundo inteiro. O país mais beneficiado foi o Brasil, porque ninguém tinha 50% a mais. Somos o país mais beneficiado com essa decisão", afirmou Alckmin. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 💡 O Brasil chegou a enfrentar sobretaxas de 50% impostas pelos EUA — apesar de contar com uma ampla lista de itens isentos. Por isso, a redução dessas alíquotas beneficia diretamente os produtos brasileiros. Além de, na prática, representar uma redução geral das taxas, as novas medidas ampliam a lista de isenções para produtos industriais, destacou Alckmin. Conforme documento publicado na última sexta-feira (20) pela Casa Branca, além de petróleo, carne bovina, suco de laranja, café e outros itens, também estão na lista de imposto zerado produtos tecnológicos, como semicondutores e eletrônicos. "Abre-se aí uma avenida para voltarmos a ter um comércio exterior relevante com os EUA", disse. ENTENDA AS MUDANÇAS E COMO FICAM AS COBRANÇAS PARA O BRASIL: Relação estratégica O presidente em exercício também destacou a importância estratégia dos EUA para a balança comercial brasileira. "O maior comprador do Brasil é a China. O segundo é a União Europeia. O terceiro são os Estados Unidos. Mas, embora estejam em terceiro lugar, são primeiríssimos quando se trata de produto industrial manufaturado", afirmou. Ele acrescentou que "a China compra muita commodity, incluindo petróleo bruto, minério de ferro, soja, café, carne e milho, e quem compra produto industrial são os EUA, adquirindo avião, máquina, motor e equipamento". "Então, as tarifas de 10% mais 40% eram um problemão", disse. Brasil e China são os mais beneficiados Conforme publicou o g1, um estudo da Global Trade Alert — organização independente que monitora políticas de comércio internacional — aponta o Brasil e a China como os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas anunciadas por Trump. Relatório da entidade aponta que o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias — incluindo as já vigentes —, com queda de 13,6 pontos percentuais. Em seguida vêm China, com recuo de 7,1 pontos, e Índia, com diminuição de 5,6 pontos. Com a reconfiguração das tarifas, aliados importantes dos EUA, como Reino Unido (+2,1 pontos), União Europeia (+0,8 ponto) e Japão (+0,4 ponto), passarão a enfrentar encargos mais altos com a nova alíquota, segundo a Global Trade Alert. Veja abaixo: Brasil e China são os mais beneficiados com derrubada de tarifaço pela Suprema Corte e nova alíquota global de Trump, diz estudo. Arte/g1
Fonte da Reprodução:
https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/02/23/alckmin-evento-fiesp.ghtml