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Servidores da Prefeitura de Sinop (MT) são alvos de operação por suspeita de ligação com facção criminosa

Segundo a Gaeco, a investigação apura a possível influência da organização criminosa na administração pública do município. Reprodução Dois servidor...

Servidores da Prefeitura de Sinop (MT) são alvos de operação por suspeita de ligação com facção criminosa
Servidores da Prefeitura de Sinop (MT) são alvos de operação por suspeita de ligação com facção criminosa (Foto: Reprodução)

Segundo a Gaeco, a investigação apura a possível influência da organização criminosa na administração pública do município. Reprodução Dois servidores comissionados da Prefeitura de Sinop, a 503 km de Cuiabá, foram alvos da Operação Aliança Oculta, nesta terça-feira (2), por suspeita de ligação com a facção criminosa Comando Vermelho. Segundo o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), a investigação apura a possível influência da organização criminosa na administração pública do município. Em nota, a Prefeitura de Sinop informou que tomou conhecimento da operação quando uma pessoa vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social foi conduzida por agentes do órgão. Segundo o município, também foi informada sobre as buscas realizadas nas residências de dois servidores ligados à pasta. "Até o momento, o Município não foi formalmente comunicado sobre o teor, a extensão ou as circunstâncias das investigações em curso, que recaem sobre pessoas físicas. A Administração Municipal reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a transparência na gestão pública, não compactuando com quaisquer práticas irregulares", diz trecho da nota. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 Durante a operação, que contou com apoio do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Celulares, documentos e mídias digitais foram recolhidas e serão submetidas à perícia para auxiliar no andamento das investigações. Por fim, o município informou que está à disposição para colaborar com as autoridades e que acompanhará o andamento das investigações, adotando as medidas administrativas cabíveis com base nas informações oficiais repassadas pelos órgãos responsáveis. De acordo com o Gaeco, as apurações começaram após a apreensão de celulares de traficantes em operações anteriores. A análise dos aparelhos e de documentos recolhidos indicou que eventos populares estariam sendo financiados com recursos da facção criminosa. Segundo os investigadores, as festas eram apresentadas como atividades de entretenimento, mas serviriam para promover a organização criminosa, atrair jovens e ampliar sua influência nas comunidades. Os servidores investigados também teriam facilitado ações do grupo, inclusive com o uso da estrutura pública para obtenção de vantagens e expansão das atividades da facção. O caso segue sob investigação.

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