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Série Ouro aposta em ancestralidade, cultura popular e resistência no Carnaval 2026; veja os enredos

Desfile do Império Serrano João Gabriel/Riotur Em 2026, a Série Ouro abre os desfiles na Marquês de Sapucaí com enredos que destacam resistência, ancestra...

Série Ouro aposta em ancestralidade, cultura popular e resistência no Carnaval 2026; veja os enredos
Série Ouro aposta em ancestralidade, cultura popular e resistência no Carnaval 2026; veja os enredos (Foto: Reprodução)

Desfile do Império Serrano João Gabriel/Riotur Em 2026, a Série Ouro abre os desfiles na Marquês de Sapucaí com enredos que destacam resistência, ancestralidade e brasilidade. Ao todo, 15 escolas disputam uma vaga no Grupo Especial, prometendo emoções e muita criatividade na avenida. Entre os enredos, o Arranco pretende arrancar gargalhadas com a história do palhaço Xamego e da mulher que ousou desafiar preconceitos, Maria Eliza Alves dos Reis. A Botafogo Samba Clube floresce com as curvas e cores de Roberto Burle Marx, enquanto Em Cima da Hora reverencia as Pombagiras, símbolos de liberdade e poder. A Estácio de Sá celebra Tatá Tancredo, o “Papa Negro” que uniu samba e umbanda, e o Império Serrano mergulha nas escrevivências de Conceição Evaristo, voz potente da literatura negra. A diversidade cultural também ganha espaço com enredos que exaltam tradições e personagens históricos. A Inocentes de Belford Roxo dança nos frevos pernambucanos, e a Ilha convida a viver o agora, inspirada pelo brilho do Cometa Halley. A União de Maricá destaca os balangandãs como símbolos de resistência das mulheres negras, enquanto União do Parque Acari resgata o legado do grupo teatral Brasiliana. Unidos da Ponte transforma a avenida em um baile funk com “Tamborzão – O Rio é Baile! O poder é black!”, e Unidos de Bangu homenageia Leci Brandão, artista e ativista que fez da música um ato político. Já a Unidos de Padre Miguel traz a saga da guerreira indígena Clara Camarão, símbolo de coragem contra a invasão holandesa. Já a Unidos do Jacarezinho celebra um dos seus mais ilustres filhos: Xande de Pilares. Com “O ar que se respira agora inspira novos tempos”, a Rosa e Branco do Jacaré vai cantar a trajetória do compositor e cantor que fez da música um sopro de esperança e identidade para o mundo do samba. Entre as novidades, a Porto da Pedra vem com as “Das Mais Antigas da Vida, o Doce e Amargo Beijo da Noite”, exaltando as profissionais do sexo com acolhimento e respeito, enquanto a Acadêmicos de Vigário Geral aposta no fantástico com “Brasil Incógnico”, que revisita mitos e lendas criados pelos primeiros europeus, ressignificando figuras como símbolos de identidade e diversidade. O g1 resumiu cada enredo que será contado na Avenida por todas as escolas da Série Ouro. Dia e ordem dos desfiles - Série Ouro Sexta-feira (13 de fevereiro) Unidos do Jacarezinho Inocentes de Belford Roxo União do Parque Acari Unidos de Bangu Unidos de Padre Miguel União da Ilha do Governador Acadêmicos de Vigário Geral Sábado (14 de fevereiro) Botafogo Samba Clube Em Cima da Hora Arranco do Engenho de Dentro Império Serrano Estácio de Sá União de Maricá Porto da Pedra Unidos da Ponte Confira cada escola Unidos do Jacarezinho Unidos do Jacarezinho: 'O ar que se respira agora inspira novos tempos' Divulgação No dia 13 de fevereiro, o desfile será aberto pela Unidos do Jacarezinho, que volta à Marquês de Sapucaí após 13 anos. A escola da Zona Norte do Rio vai homenagear o cantor e compositor Xande de Pilares, um dos principais nomes do samba e do pagode. Ele integrou o grupo Revelação entre 2000 e 2012, quando decidiu seguir carreira solo. Com o enredo “O ar que se respira agora inspira novos tempos”, inspirado em um verso de um dos maiores sucessos do artista, a Jacarezinho quer incentivar a comunidade a mostrar que há muitos poetas e cantores com a mesma essência de Xande — que ganhou fama e levou o samba para o mundo. Fundação: 16 de junho de 1966 Cores: Rosa e Branco Presidente: Mattheus Gonçalves Vice-presidente: Diego Aguiar Direção de carnaval: Aridio Oliveira e Luis Claudio Direção de harmonia: Jussara Roque e Wallace Irani Carnavalesco: Bruno Oliveira Intérpretes: Ailton Santos e Thiago Acacio Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Maycon Ferreira e Lorenna Brito Mestre de bateria: Mestre Pelezinho Coreógrafo da comissão de frente: Akia Almeida Inocentes de Belford Roxo Inocentes de Belford Roxo: “Um tal pagode russo, nos frevos do meu Pernambuco” Divulgação A segunda escola a entrar na avenida vem da Baixada Fluminense. A Inocentes de Belford Roxo aposta na força da cultura nordestina com o enredo “Sonho de um tal pagode russo nos frevos do meu Pernambuco”. A proposta é celebrar a riqueza cultural do estado, destacando ritmos como frevo e forró, que se misturam a influências estrangeiras, especialmente russas. Na Sapucaí, a escola promete um espetáculo colorido e vibrante, inspirado na tradição pernambucana e na lenda que conecta os passos do frevo à dança russa. O desfile vai exaltar a identidade cultural do Recife, com referências à música, à dança e à alegria do povo nordestino. Com essa fusão de ritmos e histórias, a Inocentes quer mostrar que o Brasil é feito de encontros e diversidade, transformando a avenida em um grande palco de celebração da cultura popular. Fundação: 11 de julho de 1993 Cores: Vermelha, Azul e Branca Presidente: Ícaro Ribeiro Vice-presidente: Tiago Gomes Presidente de Honra: Reginaldo Gomes e Rodrigo Gomes Direção de carnaval: Julinho Fonseca Direção de harmonia: Leonardo Brandão e Vitor Leite Carnavalesco: Edson Pereira Intérprete: Ito Melodia Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Thainá Teixeira e Vinicius Jesus Mestre de bateria: Washington Paz Coreógrafo da comissão de frente: Sérgio Lobato e Patrícia Salgado União do Parque Acari União do Parque Acari: “Brasiliana” Divulgação Com “Brasiliana”, a União do Parque Acari vai homenagear o primeiro grupo de teatro musical brasileiro, criado em 1949, que revolucionou a cena teatral ao incorporar práticas musicais e narrativas populares na dramaturgia. O enredo também ressalta o protagonismo de artistas negros na construção dessa história, que marcou uma nova forma de fazer teatro no país. Fundação: 25 de abril de 2018 Cores: Rosa, Amarelo e Branco Presidente: Carlos Eduardo Farias (Dudu) Presidente de Honra: Rogério Direção de carnaval: Yago Werneck e Cida Lima Direção de harmonia: Márvio Araújo, Yuri Maia e Jones Champoudry Carnavalesco: Guilherme Estevão Intérpretes: Leozinho Nunes e Tainara Martins Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Renan Oliveira e Amanda Poblete Mestre de bateria: Daniel Silva e Erik Castro Rainha de bateria: Luciana Picorelli Coreógrafo da comissão de frente: Fábio Batista Unidos de Bangu Unidos de Bangu: “Coisas que Mamãe me Ensinou” Divulgação Quarta a desfilar na sexta-feira (13) de Carnaval, a Unidos de Bangu chega com uma homenagem à cantora e compositora Leci Brandão. O enredo “Coisas que Mamãe me Ensinou” vai contar a trajetória de um dos maiores ícones da cultura popular brasileira, que também se destacou pela atuação política e pela defesa da igualdade e da justiça social. No desfile, a escola promete emocionar o público ao mostrar a força e a representatividade de Leci, símbolo de resistência e consciência da luta do povo preto. A narrativa vai passear pela ancestralidade, pela influência familiar, pela carreira musical e pelo papel da artista como voz ativa na política. Com cores, música e emoção, a Unidos de Bangu quer transformar a Sapucaí em um palco de celebração à vida e à luta de uma mulher que fez história. Fundação: 3 de novembro de 1952 Cores: Vermelho e Branco Presidente: Leandro Augusto Vice-presidente: Toninho do Trailler Direção de carnaval: Marcelo do Rap Direção de harmonia: Dinho Madeira e Jorge Alemão Carnavalesco: Lino Sales, Alexandre Costa e Marcus du Val Intérpretes: Fredy Vianna e Pipa Brasey Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Leonardo Moreira e Bárbara Moura Mestre de bateria: Dinho Coreógrafo da comissão de frente: Fabio Costa Unidos de Padre Miguel Unidos de Padre Miguel: “Kunhã-Eté: O Sopro Sagrado da Jurema” Divulgação Outra representante da Zona Oeste, a Unidos de Padre Miguel será a quinta a desfilar na sexta-feira e entra na Sapucaí com a missão de voltar ao Grupo Especial após o polêmico rebaixamento em 2025. O enredo “Kunhã-Eté: O Sopro Sagrado da Jurema” dá continuidade às narrativas femininas e brasileiras que marcaram carnavais anteriores, desta vez exaltando a força indígena. A escola vai contar a história de Clara Camarão, guerreira potiguara que se destacou na resistência contra a invasão holandesa no século XVII. O desfile promete destacar a coragem e a espiritualidade afro-indígena, com referências à Jurema — planta sagrada — e à conexão com a ancestralidade e os encantados. Com cores, símbolos e emoção, a Unidos de Padre Miguel quer transformar a avenida em um ritual de celebração à força feminina e à cultura dos povos originários. Fundação: 12 de novembro de 1957 Cores: Vermelho e Branco Presidente: Lara Mara Vice-presidente: Willie Baracho Direção de carnaval: Cícero Costa Direção de harmonia: Marcelo Marques Carnavalesco: Lucas Milato Intérprete: Bruno Ribas Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Marcinho Siqueira e Cristiane Caldas Mestre de bateria: Laion Coreógrafo da comissão de frente: Andressa Marinho União da Ilha União da Ilha: “Viva o Hoje, o Amanhã Fica para Depois” Divulgação Sexta escola da primeira noite da Série Ouro, a União da Ilha do Governador aposta na leveza e na irreverência para conquistar a Sapucaí. Com o enredo “Viva o Hoje, o Amanhã Fica para Depois”, a agremiação revive a passagem do cometa Halley pela Terra, em 1986, para lembrar que a vida é rara e deve ser vivida intensamente. O desfile promete cores vibrantes e alegria, embalado pelo espírito carioca e pela ideia de aproveitar cada momento. A metáfora do cometa reforça a mensagem de que tudo é passageiro — por isso, é preciso celebrar o presente. Com criatividade e bom humor, a Ilha quer transformar a avenida em um convite para viver o agora, com brilho e irreverência. Fundação: 7 de março de 1953 Cores: Azul, Vermelho e Branco Presidente: Ney Filardi Vice-presidente: Donato Nunes Presidente de Honra: Sávio Neves Direção de carnaval: Junior Cabeça Direção de harmonia: Lucas Martins e Valber Frutuoso Carnavalesco: Marcus Ferreira Intérprete: Tem Tem Jr. Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: João Oliveira e Duda Martins Mestre de bateria: Marcelo Santos Rainha de bateria: Gracyanne Barbosa Coreógrafo da comissão de frente: Junior Scapin Acadêmicos de Vigário Geral Acadêmicos de Vigário Geral: “Brasil Incógnito: O que seus olhos não veem, a minha imaginação reinventa” Divulgação Encerrando a primeira noite da Série Ouro, a Acadêmicos de Vigário Geral quer manter o bom desempenho que surpreendeu no último Carnaval e seguir em ascensão. A escola da Zona Norte apresenta o enredo “Brasil Incógnito: O que seus olhos não veem, a minha imaginação reinventa”, uma proposta ousada que mistura história, cultura e fantasia. O desfile vai reimaginar o Brasil a partir das narrativas mitológicas e fantasiosas criadas pelos primeiros europeus que chegaram ao país, transformando criaturas lendárias e personagens míticos em símbolos de identidade e diversidade. A ideia é usar a imaginação para reinterpretar aspectos da história brasileira sob um olhar antropofágico e criativo. Com cores, lendas e muita inventividade, Vigário Geral promete levar para a Sapucaí um Brasil desconhecido, cheio de mistérios e encantos, para fechar a noite com impacto. Fundação: 13 de março de 1991 Cores: Azul, Vermelho e Branco Presidente: Elizabeth da Cunha (Betinha) Vice-presidente: João Bororó Presidente de Honra: Dionísio Lins Direção de carnaval: Ismar Silva, Renato Cosme e Ney Lopes Direção de harmonia: Ismar Silva, Renato Cosme e Ney Lopes Carnavalescos: Alex Carvalho e Caio Cidrini Intérprete: Danilo Cezar Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Johny Matos e Isabella Moura Mestre de bateria: Luygui Coreógrafo da comissão de frente: Handerson Big Botafogo Samba Clube Botafogo Samba Clube: “O Brasil que floresce em arte” Divulgação No sábado, 14 de fevereiro, a Marquês de Sapucaí recebe mais oito escolas da Série Ouro para a segunda noite de desfiles. Na disputa, está em jogo uma vaga no cobiçado Grupo Especial. A primeira a passar pela passarela do Samba será a Botafogo Samba Clube. A alvinegra leva para a Sapucaí um enredo que celebra a arte e a natureza brasileiras. Com “O Brasil que floresce em arte”, a escola do Catumbi presta homenagem ao legado de Roberto Burle Marx, paisagista que revolucionou a forma de olhar para os jardins e transformou curvas e cores em expressão cultural. O desfile vai percorrer as expedições do artista pelos biomas do país, destacando suas criações abstratas e o compromisso com a preservação ambiental. A proposta é mostrar como Burle Marx traduziu a alma brasileira em formas e sentimentos, unindo arte e natureza. Com um enredo marcado por beleza e brasilidade, a Botafogo Samba Clube promete levar para a avenida um espetáculo que exalta o homem, o artista e a força criativa que floresce em cada traço. Fundação: 20 de julho de 2018 Cores: Preto e Branco Presidente: Sandro Lima Vice-presidente: Altemir Lima Direção de carnaval: Comissão de harmonia Direção de harmonia: Luiz Carlos Amâncio Carnavalescos: Raphael Torres e Alexandre Rangel Intérprete: Nêgo Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Diego Moreira e Beatriz Paula Mestre de bateria: Bruno Marfim Rainha de bateria: Wenny Coreógrafo da comissão de frente: João Pedro Em Cima da Hora Em Cima da Hora: “Salve Todas as Marias – Laroyê, Pombagiras!” Divulgação A Azul e Branca de Cavalcanti será a segunda passar pelo Sambódromo. A escola vai apostar na força feminina e na espiritualidade para conquistar a Sapucaí. Com o enredo “Salve Todas as Marias – Laroyê, Pombagiras!”, a Em Cima da Hora vai celebrar a beleza, o mistério e o poder das Pombagiras, entidades que simbolizam liberdade e resistência. O desfile promete mostrar como essas figuras desafiaram estigmas e preconceitos ao longo dos séculos, afirmando-se como mulheres empoderadas e transgressoras. A narrativa será uma reverência à presença das Pombagiras nas ruas e encruzilhadas, espaços onde a intolerância tentou silenciá-las, mas onde permanecem vivas, acolhendo pedidos e aconselhando quem busca ajuda. Com cores, magia e ancestralidade, a Em Cima da Hora quer emocionar o público e reafirmar a força dessas entidades na cultura popular brasileira. Fundação: 15 de novembro de 1959 Cores: Azul e Branco Presidente: Heitor Fernandes Vice-presidente: Marcelo Chaves Presidente de Honra: Vinicius Drumond Direção de carnaval: Jurandir Baptista e Thiago Gomes Direção de harmonia: Alcides Kenga Conká Carnavalesco: Rodrigo Almeida Intérprete: Igor Pitta Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Marlon Flôres e Winnie Lopes Mestre de bateria: Léo Capoeira Rainha de bateria: Maryanne Hipólito Coreógrafo da comissão de frente: Márcio Moura Arranco Arranco: “A Gargalhada é o Xamego da Vida!” Divulgação A Arranco vem em seguida. A escola do Engenho de Dentro promete levar alegria e resistência para a passarela do samba com o enredo “A Gargalhada é o Xamego da Vida!”. A escola vai contar a história do palhaço Xamego e revelar a mulher por trás da máscara: Maria Eliza Alves dos Reis, que desafiou preconceitos em uma época em que mulheres não podiam ser palhaças. Entre 1948 e 1958, Maria brilhou no picadeiro do Circo Teatro Guarany, vestida como palhaço homem, arrancando risos sem nunca revelar sua identidade. A narrativa celebra a coragem e a ousadia dessa artista, que enfrentou racismo e machismo para fazer da gargalhada um ato de resistência. Com humor, emoção e crítica social, o Arranco quer transformar a avenida em um grande picadeiro, mostrando que rir também é uma forma de lutar. Fundação: 21 de março de 1973 Cores: Azul e Branco Presidente: Diná Costa Vice-presidente: Tatiana Santos Presidente de Honra: Antônio Carlos Júnior Vice-presidente de carnaval: Alex Sandro Direção de carnaval: Cosme Márcio e Múcio Travassos Direção de harmonia: Fabiano Al-Alam, Fábio Rodrigues e Miguel Júnior Carnavalesca: Annik Salmon Intérpretes: Pâmela Falcão e Rodrigo Tinoco Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Diego Falcão e Denadir Garcia Mestra de bateria: Laísa Coreógrafos da comissão de frente: Lipe Rodrigues e Márcio Dellawegah Império Serrano Império Serrano: “Ponciá Evaristo Flor do Mulungu” Divulgação O Reizinho de Madureira será a quarta agremiação a desfilar no sábado de Carnaval. O Império Serrano vai apostar na força da literatura para emocionar a Marquês de Sapucaí. Com o enredo “Ponciá Evaristo Flor do Mulungu”, a escola vai homenagear Conceição Evaristo, referência da literatura negra brasileira e criadora do conceito de “escrevivências”, que une escrita e vivências das mulheres negras. O desfile promete um conto poético que mistura personagens marcantes da autora com elementos biográficos, ressaltando a potência da sua obra na luta contra o racismo, as desigualdades sociais e a violência de gênero. A verde e branco de Madureira quer transformar a avenida em páginas vivas de resistência e sensibilidade. Com poesia, ancestralidade e emoção, o Império Serrano busca reafirmar a importância da palavra como instrumento de transformação social. Fundação: 23 de março de 1947 Cores: Verde e Branco Presidente: Flávio França Vice-presidente: José Luiz Escafura Direção de carnaval: Jeferson Carlos Direção de harmonia: Paulo Dimitri Carnavalesco: Renato Esteves Intérprete: Vitor Cunha Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Matheus Machado e Maura Luiza Mestre de bateria: Felipe Santo Rainha de bateria: Quitéria Chagas Coreógrafo da comissão de frente: Marlon Cruz Estácio de Sá Estácio de Sá: “Tatá Tancredo: O Papa Negro no Terreiro do Estácio” Divulgação Quinta escola a desfilar no sábado, a Estácio de Sá apostará na força da tradição e na fé para emocionar a Sapucaí. Com o enredo “Tatá Tancredo: O Papa Negro no Terreiro do Estácio”, a Vermelho e Branco vai contar a trajetória de Tancredo da Silva Pinto, escritor, compositor, colunista e líder religioso que marcou a história do samba e da umbanda. Um dos fundadores da “Deixa Falar”, considerada a primeira escola de samba, Tancredo foi defensor da umbanda omolokô e transformou a fé em resistência cultural. Seu legado ecoa até hoje nos terreiros, nas ruas e na própria Avenida, onde a Estácio promete um desfile cheio de ancestralidade e identidade afro-brasileira. Com cores fortes e referências à espiritualidade, a escola do Estácio quer reafirmar sua história e mostrar que samba e fé caminham juntos na luta e na celebração da cultura popular. Fundação: 27 de fevereiro de 1955 Cores: Vermelho e Branco Presidente: Edson Marinho Vice-presidente: Jorge Xavier Direção de carnaval: Edvaldo Fonseca, Mario Mattos e Alexandre Moraes Direção de harmonia: Valmir Cerillo, Ricardo, Almeida, Eugenio Felipe Carnavalesco: Marcus Paulo Intérprete: Tiganá e Serginho do Porto Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Feliciano Junior e Raphaela Caboclo Mestre de bateria: Chuvisco Rainha de bateria: Vivi Winkler Coreógrafo da comissão de frente: Junior Barbosa União de Maricá União de Maricá: “Berenguendéns e Balangandãs” Divulgação Da Região Metropolitana do Rio, a União de Maricá também apostará na força da ancestralidade para emocionar o sambódromo. Com o enredo “Berenguendéns e Balangandãs”, a escola, quinta sexta a desfilar no sábado, vai celebrar a resistência e a beleza das mulheres negras por meio da simbologia dos balangandãs — joias-amuletos carregadas de significados, usadas como instrumentos de proteção, fé e identidade. O desfile propõe uma leitura afrocentrada e afirmativa da história brasileira, destacando a sofisticação da joalheria negra e a sabedoria ancestral que transformou ornamentos em símbolos de liberdade e poder. A narrativa promete unir estética, cultura e luta em um espetáculo cheio de cores e representatividade. Com esse enredo, a União de Maricá quer mostrar que cada balangandã carrega histórias de resistência e empoderamento, reafirmando a importância da cultura afro-brasileira na construção da identidade nacional. Fundação: 26 de maio 2015 Cores: Vermelho, Amarelo Ouro, Azul e Branco Presidente: Matheus Santos Vice-presidente: William Maturana Presidente de Honra: Washington Quaquá Direção de carnaval: Wilsinho Alves Direção de harmonia: Mauro Amorim Carnavalesco: Leandro Vieira Intérprete: Zé Paulo Sierra Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Fabrício Pires e Giovanna Justo Mestre de bateria: Paulinho Steves Rainha de bateria: Raiane Dumont Coreógrafo da comissão de frente: Patrick Carvalho Porto da Pedra Porto da Pedra: “Das Mais antigas da Vida, o Doce e Amargo Beijo da noite” Divulgação Penúltima a desfilar pela Série Ouro no sábado de Carnaval, o Tigre de São Gonçalo posta em um enredo polêmico e cheio de sensibilidade para emocionar. Com “Das Mais Antigas da Vida, o Doce e Amargo Beijo da Noite”, a escola vai dar voz às profissionais do sexo, revisitando um tema guardado por anos pelo carnavalesco Mauro Quintaes, agora sem estereótipos ou preconceitos. O desfile promete mostrar essas personagens não pelo julgamento, mas pelo acolhimento, exaltando a força e a dignidade da mais antiga das profissões. A narrativa vai transitar entre o sagrado e o profano, o luxo e a pobreza, pedindo licença às “donas da magia”, todas as Marias que abrem caminhos e carregam histórias. Com coragem e poesia, a Porto da Pedra quer transformar a avenida em um espaço de reflexão e celebração, mostrando que por trás do brilho da noite existe resistência e humanidade. Fundação: 8 de março de 1978 Cores: Vermelha e Branca Presidente: Fabrício Montibelo Presidente de Honra: Fábio Montibelo Direção de carnaval: Aluízio Mendonça Direção de harmonia: Luiz Borges e Carolina Daumas Carnavalesco: Mauro Quintaes Intérprete: Wantuir Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Rodrigo França e Joyce Santos Mestre de bateria: Mestre Pablo Rainha de Bateria: Andrea de Andrade Coreógrafo da comissão de frente: Aline Kelly Unidos da Ponte Unidos da Ponte: “Tamborzão – O Rio é Baile! O poder é black!” Divulgação Encerrando a última noite de desfiles da Série Ouro, a Unidos da Ponte promete transformar a Marquês de Sapucaí em um grande baile de resistência e celebração. Com o enredo “Tamborzão – O Rio é Baile! O poder é black!”, a azul e branco de São João de Meriti vai exaltar as raízes negras e periféricas do Rio de Janeiro, destacando o som que nasce nas favelas e ecoa ancestralidade, luta e alegria. O desfile será embalado pelo ritmo do tamborzão, a 150 BPM, e vai mostrar a importância dos bailes para o fortalecimento cultural e social das comunidades. A narrativa aposta na dança e no canto como formas de expressão política, empoderamento e pertencimento. Com energia, identidade e muito ritmo, a Unidos da Ponte quer transformar a avenida em um manifesto pela cultura negra e pela força da periferia. Fundação: 3 de novembro de 1952 Cores: Azul e Branco Presidente: Tião Pinheiro Direção de carnaval: Camarão Netto Direção de harmonia: Xande Dias Carnavalesco: Nicolas Gonçalves Intérpretes: Thiago Brito e Matheus Gaúcho Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Thiaguinho Mendonça e Jéssica Ferreira Mestre de bateria: Mestre Alex Vieira e Mestre Junior Rainha de bateria: Thalita Zampirolli Coreógrafo da comissão de frente: Juliane Frathane Veja os vídeos que estão em alta no g1

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