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Queda em brincadeira leva a descoberta de câncer raro no cérebro em menino de 8 anos: 'bendito acidente', diz mãe

Menino de 8 anos é diagnosticado com câncer raro no cérebro após queda no PI Os pais de Felipe Ferreira, de 8 anos, usaram as redes sociais para relembrar q...

Queda em brincadeira leva a descoberta de câncer raro no cérebro em menino de 8 anos: 'bendito acidente', diz mãe
Queda em brincadeira leva a descoberta de câncer raro no cérebro em menino de 8 anos: 'bendito acidente', diz mãe (Foto: Reprodução)

Menino de 8 anos é diagnosticado com câncer raro no cérebro após queda no PI Os pais de Felipe Ferreira, de 8 anos, usaram as redes sociais para relembrar que, há um ano, uma queda durante brincadeiras com outras crianças permitiu que eles descobrissem que o filho tinha um tipo raro de câncer cerebral, em Teresina. O garoto foi diagnosticado com glioma de alto grau, passou por procedimento cirúrgico e continua em tratamento, com medicações e terapias. 🧬 De acordo com o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc), os gliomas são tumores do sistema nervoso central que acometem principalmente o cérebro em crianças e podem apresentar diferentes graus de agressividade e comportamentos biológicos. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Segundo a mãe, Lízia Rachel Ferreira, o acidente aconteceu em abril do ano passado em uma quadra de vôlei na casa de um amigo da família. “Tinha chovido, e eles estavam brincando de jogar bola e escorregar. Em uma dessas escorregadas, ele bateu a lateral do pescoço na rede, que o jogou para o outro lado. A raladura foi do lado esquerdo, e a batida na cabeça, do lado direito”, relatou Lízia. Apesar do susto, o garoto não apresentou hematomas na cabeça, apenas uma raladura no pescoço. Felipe chegou a ser examinado rapidamente por um médico que estava no local, que não identificou sinais alarmantes naquele momento. Segundo Lízia, a preocupação começou no dia seguinte, quando Felipe disse que não conseguia mastigar normalmente. A criança foi atendida por um otorrinolaringologista, que constatou uma pequena quantidade de sangue na região da garganta. Nesse momento, o profissional afirmou que poderia se tratar de uma pequena fratura craniana e encaminhou o menino para novo atendimento. No local, a criança passou por novos exames. Os resultados foram um choque pra família e para os profissionais de saúde que acompanhavam o caso. “Eu nunca vou esquecer a expressão do enfermeiro após o resultado do exame. Na hora, eu não achei que fosse algo grave. Todos me olhavam assustados. Lembro do médico pular da cadeira quando uma das médicas falou com ele, mas eu e meu esposo ainda acreditávamos que era só a fratura”, contou Lízia. 'Me desliguei do mundo', descreve a mãe “O médico me explicou que a tomografia também havia identificado [além de uma fratura craniana pequena] um achado e que um neurocirurgião estava a caminho. Nessa hora, eu me desliguei do mundo, parecia que estava flutuando”, relatou. O neurocirurgião explicou a Lízia e a André Ferreira, pai de Felipe, que o tumor cerebral identificado na tomografia era extenso e estava causando microcefalia. O caso exigia acompanhamento especializado. Após o diagnóstico, Felipe ficou internado por uma semana, mas sem apresentar sintomas, recebeu alta médica e retornou à escola. Nesse período, os pais já procuravam por opções de tratamento e descobriram que o procedimento era delicado e só poderia ser realizado em São Paulo. Durante a busca por um médico, descobriram que a cirurgia custava cerca de R$ 200 mil. Segundo Lízia, o valor foi arrecadado com a ajuda de amigos da Igreja Nossa Senhora de Fátima, onde o casal participa de atividades religiosas, na Zona Leste da capital. “Já estávamos prontos para vender o que fosse necessário quando eles se ofereceram para ajudar. Equipes foram montadas para arrecadar o dinheiro. Foi ali que eu entendi o verdadeiro sentido de comunidade”, contou. Criança de 8 anos é diagnosticada com câncer raro após queda no PI; mãe chama acidente de “bendito” Reprodução/Arquivo pessoal Em São Paulo, devido à ausência de convulsões, dores de cabeça e outros sintomas, Felipe recebeu um tratamento menos invasivo, para evitar riscos de sequelas. Os médicos optaram por colocar uma válvula cerebral, que drenaria o tumor. "No caso de Felipe, embora o tumor tenha sido classificado inicialmente como de alto grau, sua evolução clínica tem se mostrado mais lenta, com características semelhantes às observadas em gliomas de baixo grau. Essa distinção é fundamental e só é possível a partir de uma avaliação aprofundada e contínua do paciente" , explicou em nota o Hospital do Graacc. 🧬 O câncer de baixo grau é caracterizado por células menos agressivas e com crescimento mais lento, quando comparado aos tumores de alto grau. De acordo com a mãe, após os resultados, Felipe não precisou fazer quimioterapia. O menino foi operado no Hospital Santa Catarina - Paulista e passa por tratamento oncológico no Hospital do Graacc, ambos na cidade de São Paulo. Em nota enviada ao g1, o Hospital do Graacc afirmou que o quadro de saúde do Felipe, apresenta "respostas satisfatórias e perspectivas clínicas positivas". Lízia contou que, durante todo o processo, Felipe esteve acompanhado do urso de pelúcia apelidado de “Geraldo”. Após a cirurgia, o brinquedo chegou a ganhar uma faixa na cabeça, parecida com a que o menino usava (foto acima). Lola, a cachorrinha golden retriever da família que tem 10 anos, também acompanhou todo o tratamento de Felipe e é figurinha repetida nas fotos e vídeos divulgados pela família. Criança de 8 anos é diagnosticada com câncer raro após queda no PI; mãe chama acidente de “bendito” Reprodução/Arquivo pessoal A fé e o tratamento “O que todo mundo chamou de raro, eu chamo de milagre. O Felipe foi colocado em muitas orações, e havia pessoas rezando por ele até de madrugada. Deus me preparou para aguentar tudo isso, desde a Quaresma, e eu confio Nele”, afirmou. A mãe contou que, desde o início do tratamento, Felipe recebeu diversos presentes com símbolos religiosos e passou a manter um pequeno altar em casa. Lízia afirmou que tenta explicar a existência do tumor e o tratamento de forma leve para o filho, respeitando a idade da criança. “Ele faz o tratamento, e a nossa luta é para que esse tumor não aumente, porque, se isso acontecer, o Felipe terá que passar por outra cirurgia. Ele recebe acompanhamento psicológico e psicopedagógico e também faz judô e futebol, atividades que foram liberadas pelos médicos. Nós cremos que vai dar tudo certo", relatou Na publicação feita nas redes sociais, em que recordou um ano da queda que levou ao diagnóstico, Lízia descreve o acidente como “bendito” e “abençoado”. "A santa queda que nos revelou algo que vinha crescendo silenciosamente dentro da sua cabeça. Uma queda na medida certa, que não te prejudicou em nada, mas que nos revelasse algo que estava escondido. Esse glioma nos revelou não uma doença, mas o amor de Cristo por nos e o poder da oração", escreveu. Menino de 8 anos é diagnosticado com câncer raro no cérebro após queda no PI: 'bendito acidente', diz mãe Reprodução/Arquivo pessoal *Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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