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Presa em MG antes de enganar família em SC, mulher de 37 anos, que fingia ter 12, disse que ‘tinha o costume de mentir’

Mulher de 37 anos finge ter 12 e é presa por estelionato 1 ano após ser adotada em SC Ao ser localizada pela Polícia Militar em Montes Claros, Norte de Minas...

Presa em MG antes de enganar família em SC, mulher de 37 anos, que fingia ter 12, disse que ‘tinha o costume de mentir’
Presa em MG antes de enganar família em SC, mulher de 37 anos, que fingia ter 12, disse que ‘tinha o costume de mentir’ (Foto: Reprodução)

Mulher de 37 anos finge ter 12 e é presa por estelionato 1 ano após ser adotada em SC Ao ser localizada pela Polícia Militar em Montes Claros, Norte de Minas Gerais, antes de enganar uma família de Joiville, a mulher de 37 anos que se passava por uma adolescente, de 12, disse “tinha o costume de mentir.” Amanda Maria Souza de Oliveira ficou por um tempo na cidade mineira, em 2024, até ser presa por falsidade ideológica. Ela morou na Casa de Acolhimento Rosa Mística, que presta assistência às pessoas em situação de vulnerabilidade. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp Segundo a responsável pela unidade, Mychelle Alencar, a golpista inventava histórias para comover quem convivia com ela. Da rodoviária de Montes Claros, ela foi encaminhada para o local, que presta assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Ela nos trouxe que foi adotada por um casal e que fazia parte de rituais de magia negra. Ela até mostrava no corpo muitas marcas de cigarros e agulhas que ele [pai adotivo] colocava no corpo dela. Também chorava muito, era uma história muito real e sensibilizou toda a casa.” Mulher de 37 anos 'adotada' após fingir ter 12 anos (Foto: Polícia Civil/Reprodução) Ao chegar na Casa de Acolhimento, Amanda disse que tinha 18 anos, mas, depois, passou a afirmar que teria 13. Por se tratar, em tese, de uma adolescente, a direção da unidade informou que iria acionar o Conselho Tutelar e providenciar atendimento médico para verificar como estava a saúde dela, além de ajudá-la a obter a segunda via de documentos, que ela alegava ter deixado para trás ao fugir dos pais. “Ela mencionou que queria ir embora, que não ia ficar, que estava sendo pressionada. Foi aí que começou a se desenrolar, de fato, essa história. Ela juntou imediatamente as roupas e disse que não ficaria, porque era uma criança e a gente não estava respeitando ela.” Durante uma troca de turno entre os funcionários, Amanda saiu correndo do local. “Ela tinha todos os trejeitos de criança, a voz doce e bem meiga. Até para comer, só queria coisas infantis”, detalhou Mychelle. Segundo a responsável, também fazia parte do comportamento pedir colo aos funcionários da unidade. Além disso, uma das acolhidas encontrou, na internet, uma reportagem em que Amanda aparecia. “Na verdade, a gente não esperava algo tão inusitado, mas já entendia que havia alguma coisa diferente com ela.” Infográfico - Falsa adolescente Arte/g1 "Tinha o costume de mentir" Com a suspeita de que havia algo errado, a responsável pela unidade acionou a Polícia Militar em 27 de dezembro de 2024, após Amanda sair do local. Os policiais fizeram buscas e a localizaram nas imediações da Casa. Após a identificação, os militares constataram que ela já possuía registros nos estados de Goiás e Rio de Janeiro por falsidade ideológica, estelionato e difamação. A PM ainda verificou que ela havia registrado um boletim de ocorrência alegando ter perdido os documentos, uma estratégia para omitir a verdadeira identidade. Durante os levantamentos, foi constatado ainda que a golpista já havia recebido ajuda de outras pessoas e instituições sensibilizadas com a história que contava, o que foi confirmado por ela mesma. Ao ser questionada, Amanda disse que “tinha o costume de mentir”. Ela afirmou ainda que não mantinha contato com parentes e que não desejava o apoio de profissionais de saúde. Na ocasião, ela foi presa em flagrante e levada para a delegacia da Polícia Civil. O que diz a defesa Fui nomeado defensor dativo da investigada, uma vez que a Defensoria Pública não atua perante o Juízo de Garantias da Comarca de Joinville. Após a análise dos autos e entrevista com a custodiada, a defesa identificou elementos que justificaram o pedido de realização de exame de sanidade mental. O requerimento foi acolhido pelo Juízo, que determinou a realização de perícia oficial para avaliação de sua condição psíquica. Neste momento, a investigada permanece à disposição da Justiça em razão da decisão que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva e da necessidade de realização do exame pericial já determinado. A defesa aguarda a conclusão da perícia técnica, que poderá contribuir para o adequado esclarecimento das circunstâncias relacionadas ao caso e para a adoção das medidas processuais cabíveis. LEIA TAMBÉM: Motociclista de 19 anos morre e garupa fica ferido em acidente no bairro São Judas em Montes Claros Quatro dos 12 criminosos mais procurados de MG atuam no Leste e Nordeste do estado Motociclista tenta fugir da PM, abandona mochila com mais de 600 papelotes de cocaína e é preso em Montes Claros Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

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