Preço do petróleo dispara após rebeldes do Iêmen tomarem porto no Mar Vermelho e ameaçarem atacar navios da Arábia Saudita
Crise no Oriente Médio faz preço do petróleo disparar Rebeldes do Iêmen tomaram um porto estratégico no Mar Vermelho e ameaçaram atacar navios da Arábia ...
Crise no Oriente Médio faz preço do petróleo disparar Rebeldes do Iêmen tomaram um porto estratégico no Mar Vermelho e ameaçaram atacar navios da Arábia Saudita. Essa notícia e o prolongamento do conflito entre Estados Unidos e Irã fizeram o preço do petróleo disparar nesta quinta-feira (10). Os momentos mais críticos da guerra no Oriente Médio aparecem no gráfico do preço do petróleo e, nesta quinta-feira (10), foi mais um dia de tensão. O barril disparou, fechou acima de US$ 107. Um valor que não se via desde maio de 2026, quando bateu os US$ 114. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Com as ações da Petrobras em destaque, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo fechou no maior patamar em mais de quatro meses. A principal explicação para a alta do petróleo vem do Iêmen, país que faz fronteira com a Arábia Saudita. Nesta quinta-feira (10), o grupo rebelde Houthis, aliado do Irã, tomou a cidade portuária de Moca, que fica bem perto do Estreito de Bab-al-Mandeb. Isso aumenta a ameaça sobre a passagem marítima que vinha sendo usada pela Arábia Saudita como alternativa ao Estreito de Ormuz. Preço do petróleo dispara após rebeldes do Iêmen tomarem porto no Mar Vermelho e ameaçarem atacar navios da Arábia Saudita Jornal Nacional/ Reprodução Além disso, os Houthis intensificaram os ataques contra a infraestrutura de energia do país. É uma pressão enorme sobre a maior exportadora de petróleo do mundo, dizem os analistas. “Em um conflito como esse, a prioridade acaba sendo a segurança nacional em detrimento da produção econômica. A última produção da Arábia Saudita foi uma produção muito ruim, a pior produção desde o início dos anos 90. Então, de fato, a gente já começa a ter um reflexo, um efeito colateral do conflito ali no Oriente Médio no estoque de petróleo da região”, diz Hugo Garbe, professor doutor de economia. Os especialistas argumentam que essa é a principal diferença entre o que aconteceu no início da guerra, quando o barril superou os US$ 100, e o que se viu nesta quinta-feira (10). Meses atrás, os estoques ajudaram a estabilizar um pouco o preço. Agora, as reservas baixaram e a guerra já ameaça a oferta. “Você entra em um problema de preço sendo proveniente de uma crise de oferta, e essa aí demora bastante tempo para você poder estabilizar. Você acaba inflacionando de forma indireta o preço de praticamente tudo: desde o alimento que chega até as gôndolas do mercado ao preço do frete como um todo”, explica Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Petróleo dispara, fecha a US$ 107 e atinge maior nível desde maio