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Polícia investiga desaparecimento de bebê em Lagoa Santa após versões contraditórias dadas pelos pais

Polícia Civil de Lagoa Santa, na Grande BH, investiga desaparecimento de bebê. Polícia Civil A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) divulgou, nesta terça-f...

Polícia investiga desaparecimento de bebê em Lagoa Santa após versões contraditórias dadas pelos pais
Polícia investiga desaparecimento de bebê em Lagoa Santa após versões contraditórias dadas pelos pais (Foto: Reprodução)

Polícia Civil de Lagoa Santa, na Grande BH, investiga desaparecimento de bebê. Polícia Civil A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) divulgou, nesta terça-feira (2) que abriu investigação sobre o desaparecimento de um bebê de 8 meses em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso foi registrado em 27 de maio, após pessoas próximas à mãe acionarem a Polícia Militar ao receberem mensagens em que ela afirmava que o filho havia morrido. A mãe da criança relatou versões divergentes sobre a suposta morte do bebê a essas pessoas. A PM foi até um endereço do pai e mãe da criança, indicado pelas pessoas que registraram o boletim de ocorrência. Lá, o casal apresentou outras três histórias contraditórias sobre o desaparecimento e morte. A polícia ainda não localizou a criança. (veja abaixo as versões apresentadas no caso). Em nota divulgada, a polícia informou que o caso é apurado pela Delegacia de Polícia Civil de Lagoa Santa. Segundo a PCMG, os envolvidos foram ouvidos, mas acabaram liberados porque não havia situação de flagrante do crime . A polícia informou ainda que os trabalhos têm como objetivo localizar a criança e esclarecer completamente os fatos. Novas informações serão divulgadas apenas no decorrer das investigações. Agora no g1 As versões do caso O desaparecimento foi registrado no dia 27 de maio, após solicitantes (não explicadas quem seriam pela PM) procurarem a polícia relatando que haviam recebido mensagens da mãe da criança informando que o filho estaria morto. As solicitantes do boletim de ocorrência De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe da criança contou às solicitantes versões diferentes para explicar o suposto desaparecimento do bebê. Em uma delas, afirmou que a criança teria morrido após uma agressão praticada por um credor de dívida. Em outro relato, disse que o companheiro teria agredido o menino. Diante da denúncia, policiais foram até a residência do casal, no bairro Shalimar, em Lagoa Santa. No imóvel, os militares encontraram um ambiente com sinais de desordem, grande quantidade de lixo, garrafas de bebidas alcoólicas, objetos quebrados e pinos vazios de cocaína. Segundo a polícia, os pais admitiram ser usuários de drogas e apresentavam sinais de alteração como alteração de humor e dificuldade de organizar ideias. Ao serem questionados sobre o paradeiro da criança, os dois apresentaram novas versões contraditórias. As versões da mãe para PM A mãe afirmou que passou a ser ameaçada por traficantes após colaborar com uma investigação policial relacionada ao tráfico de drogas no bairro Caiçara, em Belo Horizonte. Por causa das ameaças, ela e o companheiro teriam passado a mudar constantemente de endereço, hospedando-se em imóveis alugados por aplicativos. A mulher relatou ainda que uma conhecida identificada como Adriana passou a ajudar nos cuidados com o bebê. Em uma das versões, ela afirmou que Adriana teria matado a criança entre os dias 18 e 19 de novembro do ano passado, em Ipatinga, como represália pela colaboração prestada à polícia. Posteriormente, porém, apresentou outro relato. Segundo ela, o bebê dormia na mesma cama que o casal e, ao acordar, ela percebeu que a criança estava com os lábios roxos e sem sinais vitais. No boletim de ocorrência só não ficou claro se o local teria sido Ipatinga. Ainda de acordo com essa versão, Adriana teria pegado o menino e deixado o local, sem informar o destino. A versão do pai para a PM Em depoimento à Polícia Militar, o pai da criança afirmou que ele e a companheira conheceram uma mulher identificada como Adriana, que teria se aproximado da família oferecendo ajuda nos cuidados com o bebê sob a alegação de que a mãe enfrentava depressão pós-parto. Segundo ele, a mulher passou a frequentar a residência do casal e a oferecer drogas aos dois, o que teria levado ambos ao uso contínuo de entorpecentes. O homem relatou ainda que passou a sofrer ameaças após uma operação policial que resultou na prisão de traficantes e que, por isso, o casal deixou Belo Horizonte e se mudou para Ipatinga, onde se hospedava em imóveis alugados por aplicativos. Adriana também teria sido levada para a cidade para auxiliar nos cuidados da criança. Segundo o relato, após um desentendimento entre a mãe do bebê e Adriana, a mulher foi dormir em um quarto separado, enquanto ele, a companheira e a criança passaram a noite em um colchão na sala. O pai afirmou que a mãe costumava administrar clonazepam (medicamento para crises de ansiedade) ao filho para fazê-lo dormir e que, naquela ocasião, teria exagerado na dosagem. Ainda de acordo com o depoimento, ao acordarem, o bebê estava com os lábios roxos e sem sinais vitais. O homem disse aos policiais que, com medo das consequências, ele e a companheira entregaram o corpo da criança a Adriana, que teria embrulhado o cadáver e o descartado em um rio próximo ao local onde estavam hospedados. O trabalho da PM na residência em Lagoa Santa Durante as buscas no imóvel, os policiais encontraram documentos da criança, como certidão de nascimento e papéis de alta hospitalar. No entanto, não localizaram o bebê e nem vestígios que confirmassem as versões apresentadas. O casal foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos e foram liberados porque não houve flagrante.

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