Pico da chuva de meteoros ocorre entre quinta e sexta; veja dicas para observar o fenômeno
Chuva de meteoros vista em 2023 Pronjeto Exoss Uma chuva de meteoros terá seu pico na madrugada de sexta-feira (31). Em condições favoráveis, será possíve...
Chuva de meteoros vista em 2023 Pronjeto Exoss Uma chuva de meteoros terá seu pico na madrugada de sexta-feira (31). Em condições favoráveis, será possível observar até 25 meteoros por hora, segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A Lua cheia deve reduzir a visibilidade dos meteoros mais fracos, mas o fenômeno ainda poderá ser observado a olho nu, sem necessidade de telescópios ou binóculos. É o que explica Marcelo De Cicco, astrônomo, membro da Sociedade Brasileira de Astronomia e coordenador do projeto comunitário Exoss, de detecção de meteoros. O melhor horário para acompanhar a chuva é entre 1h30 e 2h da madrugada. O ideal é procurar um local escuro, longe da iluminação das cidades, e observar uma ampla faixa do céu. Quem quiser fotografar o fenômeno deve apontar a câmera para uma região distante do brilho da Lua e utilizar exposições prolongadas, de cerca de 10 segundos, com ISO elevado. Delta Aquáridas do Sul será o principal espetáculo Segundo De Cicco, apesar da interferência da Lua, os meteoros mais brilhantes ainda deverão ser visíveis. As chuvas de meteoros, popularmente conhecidas como "estrelas cadentes", acontecem todos os anos, quando a Terra cruza regiões do espaço repletas de pequenos fragmentos deixados por cometas e, em alguns casos, por asteroides. No Hemisfério Sul, a principal chuva deste período é a Delta Aquáridas do Sul. Também será possível observar meteoros das chuvas Alfa Capricornídeos, conhecida por produzir meteoros mais lentos e, às vezes, com coloração perceptível, e Perseidas, cuja atividade já começa nesta época do ano. Outras chuvas ficam restritas ao Hemisfério Norte. Chuva de meteoros vista em 2023 Pronjeto Exoss Meteoros podem atingir até 260 mil km/h Os meteoros entram na atmosfera terrestre em velocidades que variam entre 40 mil km/h e 260 mil km/h (11 a 72 quilômetros por segundo), dependendo da trajetória em relação à Terra. É justamente essa velocidade extrema que faz com que partículas minúsculas, muitas vezes do tamanho de um grão de areia, se aqueçam intensamente ao atravessar a atmosfera e produzam o rastro luminoso visto da superfície. Na maioria dos casos, esse brilho dura apenas uma fração de segundo até cerca de um segundo (entre 0,2 s e 1 s). Já os meteoros excepcionalmente brilhantes — conhecidos como bólidos — ou aqueles que entram na atmosfera em um ângulo mais raso podem permanecer visíveis por vários segundos. Quando o brilho de um meteoro supera o do planeta Vênus, ele passa a ser classificado como um bólido. Lua cheia dificultará a observação Embora a Lua cheia torne o céu mais claro e reduza o contraste, De Cicco afirma que ainda há boas chances de observar os meteoros mais brilhantes. Como a atividade dessas chuvas varia naturalmente, o pico pode se estender entre as madrugadas de quinta para sexta e de sexta para sábado. "A observação de meteoros é amadora. Ela é vista a olho nu. Você precisa de uma cadeira confortável, um cobertorzinho para não passar frio, um chocolate quente e olhar para o céu", brinca o astrônomo. A próxima grande oportunidade para observar uma chuva de meteoros será em 12 de agosto, quando ocorre o pico das Perseidas. No Brasil, o fenômeno poderá ser visto principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Na mesma data, também está previsto um eclipse solar total, visível em partes da Europa. Agora no g1