cover
Tocando Agora:

Visitantes

1 Online
683041 Visitas

A Rádio de todos os tempos

Operação Intrafortis: PF indicia ex-superintendente da instituição em MG e outras nove pessoas

Mineração Reprodução/TV Globo A Polícia Federal (PF) indiciou o delegado federal Rodrigo de Melo Teixeira, ex-superintendente da instituição em Minas Ge...

Operação Intrafortis: PF indicia ex-superintendente da instituição em MG e outras nove pessoas
Operação Intrafortis: PF indicia ex-superintendente da instituição em MG e outras nove pessoas (Foto: Reprodução)

Mineração Reprodução/TV Globo A Polícia Federal (PF) indiciou o delegado federal Rodrigo de Melo Teixeira, ex-superintendente da instituição em Minas Gerais, e outras nove pessoas, no inquérito relacionado à operação Intrafortis, desdobramento da Rejeito. O relatório final das investigações, concluído em agosto de 2026 e encaminhado à Justiça Federal, aponta Teixeira como um dos integrantes do núcleo central de uma organização criminosa que teria atuado em negociações de direitos minerários, corrupção e lavagem de capitais em Minas Gerais. O delegado foi indiciado por organização criminosa, tentativa de embaraço à investigação de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A investigação, segundo a própria PF, identificou elementos obtidos a partir de dados telemáticos, bancários, fiscais, telefônicos e documentais. O relatório sustenta que Teixeira teria mantido uma atuação oculta no mercado minerário enquanto exercia funções relevantes na Polícia Federal. Em nota, a defesa de Teixeira afirmou que o relatório "é carente de substrato probatório e só faz repetir a mendaz retórica que inaugurou essa famigerada operação". Agora no g1 Delegado teria atuado como sócio oculto Um dos principais pontos do relatório é a suposta utilização da empresa GMAIS Ambiental Ltda. como instrumento para participação de Teixeira em negócios de mineração. Segundo a investigação, a empresa foi formalmente constituída em nome de terceiros, entre eles a esposa do delegado, mas teria sido administrada de fato por ele e por Gilberto Henrique Horta de Carvalho. A PF afirma ter encontrado mensagens, e-mails e outros dados que indicariam que Teixeira participava diretamente das decisões estratégicas da empresa, convocando reuniões, tratando de contratos, definindo valores e orientando os demais envolvidos sobre questões societárias e bancárias. O relatório destaca ainda que o delegado teria enviado 557 mensagens, equivalentes a 37% das comunicações do grupo de WhatsApp denominado 'GMAIS", enquanto a sócia formal Daniela Wandeck teria participado de apenas 30 mensagens, ou 2,83% das interações. Para a PF, esses elementos reforçam a conclusão de que Teixeira seria o "sócio administrador oculto' da GMAIS. Direitos minerários de alto valor A investigação avançou também sobre a criação da Brava Mineração Ltda., empresa na qual a GMAIS passou a figurar formalmente como sócia, com 13,33% das cotas. Segundo o relatório, Teixeira teria se tornado sócio oculto da Brava por intermédio da GMAIS e recebido, sem pagamento, participação correspondente a 13,33% de dois direitos minerários, que chegaram a ser negociados por cerca de US$ 70 milhões. Em outro negócio envolvendo direitos minerários, a PF calculou que a exploração poderia gerar aproximadamente R$ 203 milhões para a Brava, dos quais cerca de R$ 27,1 milhões seriam destinados à GMAIS. Teixeira ocupava cargos estratégicos na PF De acordo com o relatório da PF, as tratativas envolvendo direitos minerários ocorreram quando Teixeira exercia o cargo de diretor de Polícia Administrativa da Polícia Federal. A PF também destacou que o delegado ocupou a Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais durante o período do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. Ainda segundo o relatório, um dos primeiros ativos minerários negociados por meio da estrutura empresarial atribuída a Teixeira estava relacionado à Topázio Imperial, empreendimento que possuía uma barragem em situação de emergência e apontada pelo Ministério Público Federal (MPF) como uma das estruturas de maior risco do país. Em uma mensagem analisada pela PF, o ex-deputado João Alberto Paixão Lages, também indiciado no inquérito, demonstrou preocupação com os possíveis impactos da barragem sobre o negócio e sugeriu que Teixeira conversasse com um advogado para buscar uma solução. Suspeita de utilização da estrutura policial Segundo a PF, há indícios de que o cargo ocupado por Teixeira tenha sido utilizado para favorecer interesses privados ligados aos negócios minerários. Em outro trecho, a investigação descreve uma possível articulação entre investigados e Rodrigo, então diretor da Polícia Federal, em torno de informações relacionadas a uma investigação sigilosa. Para os investigadores, o episódio poderia indicar tentativa de interferência na condução do inquérito. Outros indiciados Ursula Paula Deroma: organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro; Phillipe Westin Deroma Furtado: organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro; Marcos Arthur Mendonça: organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro; Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto: organização criminosa e lavagem de dinheiro; Gilberto Henrique Horta de Carvalho: organização criminosa, tentativa de embaraço à investigação de organização criminosa e lavagem de dinheiro; Luiz Fernando Vilela Leite: organização criminosa e lavagem de dinheiro; Daniela dos Santos Wandeck: organização criminosa e lavagem de dinheiro; João Alberto Paixão Lages: tentativa de embaraço à investigação de organização criminosa; Kelly Cristina de Castro Batista: violação de sigilo funcional e corrupção passiva privilegiada. O g1 tenta contato com a defesa dos demais indiciados. Vídeos mais vistos no g1 Minas:

Fale Conosco