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Operação contra agiotagem cumpre mandados no AM após denúncia de cobranças com ameaças

MPAM faz nova fase de operação contra agiotagem no Amazonas Divulgação/MPAM O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) cumpre, na manhã desta sext...

Operação contra agiotagem cumpre mandados no AM após denúncia de cobranças com ameaças
Operação contra agiotagem cumpre mandados no AM após denúncia de cobranças com ameaças (Foto: Reprodução)

MPAM faz nova fase de operação contra agiotagem no Amazonas Divulgação/MPAM O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) cumpre, na manhã desta sexta-feira (31), oito mandados de busca e apreensão em Manaus e no município de Benjamin Constant, no interior do estado. A ação faz parte da segunda fase da Operação Usura, que investiga um grupo suspeito de conceder empréstimos informais com cobrança de juros abusivos. Batizada de "Usura 2 – Juros Sobre Juros", a operação ocorre quatro dias após a primeira fase da investigação, que resultou na prisão de três suspeitos. Segundo o MPAM, os juros cobrados chegavam a 70% ao mês e as principais vítimas eram servidores do Poder Judiciário. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a investigação começou após uma vítima denunciar cobranças acompanhadas de ameaças. A pessoa relatou ter recorrido a empréstimos fora do sistema financeiro e enfrentado dificuldades para quitar a dívida devido aos juros exigidos. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A análise de conversas, comprovantes de transferências bancárias e outros documentos apontou a possível participação de pessoas responsáveis pela concessão dos empréstimos, pela cobrança das dívidas e pelo recebimento dos valores em contas de terceiros. Agora no g1 "A apuração reuniu indícios da prática dos crimes de usura pecuniária, conhecida como agiotagem, extorsão e lavagem de capitais, apontando que contas bancárias de pessoas interpostas teriam sido utilizadas para receber pagamentos e ocultar os verdadeiros beneficiários dos valores", informou o MPAM. O Ministério Público não divulgou a identidade dos alvos. Imagens registradas durante a operação mostram notas de moeda estrangeira e aparelhos celulares entre os materiais apreendidos. O que foi apreendido Segundo o MPAM, os mandados buscam recolher celulares, computadores, documentos, contratos, promissórias, comprovantes de transações financeiras, mídias eletrônicas, armas e valores sem origem comprovada. O objetivo é reunir provas para esclarecer o caso e identificar possíveis vítimas e outros envolvidos. O órgão informou que as investigações seguem sob sigilo. Também ressaltou que todos os investigados têm assegurados os direitos previstos na Constituição Federal, incluindo a presunção de inocência. Entenda a investigação Material apreendido na primeira fase da operação Divulgação/MPAM A Operação Usura foi deflagrada na segunda-feira (27) para investigar um grupo suspeito de praticar agiotagem e extorsão em Manaus. Segundo o Gaeco, o esquema oferecia empréstimos de até R$ 200 mil e utilizava intimidação psicológica para cobrar as dívidas. Na primeira fase da operação, três pessoas foram presas. Um policial militar suspeito de integrar o grupo já havia sido detido durante diligências anteriores. Outros dois investigados foram presos em flagrante, sendo um deles por desacato. As investigações apontam que o grupo é formado por 24 pessoas físicas e jurídicas. Entre os investigados estão três advogados, cujos escritórios também foram alvo de buscas por suspeita de ligação com o esquema. Durante a primeira fase da operação, foram apreendidos cerca de R$ 160 mil em dinheiro, além de dois veículos, joias, documentos e celulares. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados. Segundo o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Leonardo Tupinambá, as investigações continuam para identificar a extensão da atuação do grupo e os prejuízos causados às vítimas.

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