O que se sabe sobre caso de pastores evangélicos suspeitos de abusar de meninas em Roraima
Casal investigado por estuprar meninas usava religião para manipular vítimas em RR Os pastores evangélicos Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, e Arielly Kam...
Casal investigado por estuprar meninas usava religião para manipular vítimas em RR Os pastores evangélicos Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, e Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24 anos, são procurados pela Polícia Civil por suspeita de estuprar ao menos seis meninas em Boa Vista. Eles lideravam uma igreja no bairro Cinturão Verde e, segundo as investigações, usavam a posição de liderança religiosa para manipular as vítimas e cometer os abusos sexuais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp De acordo com a polícia, após descobrirem o início das investigações em abril deste ano, os suspeitos fugiram para Manaus (AM) com o dinheiro dos dízimos e ofertas da congregação. As informações constam no inquérito conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), ao qual o g1 teve acesso. Com os mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça, eles são considerados foragidos e respondem por crimes como estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual pela destruição de provas. Em nota ao g1, a defesa do casal informou que eles são inocentes, primários, têm bons antecedentes e nunca responderam a processos criminais. Veja abaixo o que se sabe sobre o caso: Quem são os pastores investigados em Roraima? Quais são os crimes investigados pela polícia? Quem são as vítimas dos abusos sexuais? Onde está o casal de pastores agora? Como os pastores destruíram as provas dos crimes? Os abusos continuaram mesmo com os suspeitos foragidos? Houve desvio de dinheiro da congregação? O que diz a defesa dos investigados? 1. Quem são os pastores investigados em Roraima? Os pastores evangélicos Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamila Moraes de Souza lideravam uma igreja em Boa Vista há cinco anos. Eles usavam a influência religiosa e um estatuto da congregação, que punia "rebeldia", para manipular fiéis e evitar denúncias contra a conduta do casal. Casal de pastores evangélicos Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamila Moraes de Souza Arquivo pessoal 2. Quais são os crimes investigados pela polícia? Wenderson é investigado por estupro de vulnerável, importunação sexual, favorecimento da exploração sexual, registro não autorizado de intimidade, fraude processual e falsidade ideológica. Arielly responde por estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual. Eles convenciam as vítimas de que os abusos tinham "propósito espiritual". 3. Quem são as vítimas dos abusos sexuais? A Polícia Civil identificou oficialmente seis vítimas, com idades entre 12 e 18 anos, que frequentavam a igreja do casal. Outras cinco meninas mostraram indícios de abusos, mas optaram por não dar depoimento. Em situação de vulnerabilidade, as vítimas sofreram coerção psicológica e chantagem dos pastores. Delegada explica como atuava casal de pastores que abusava de meninas em Roraima 4. Onde está o casal de pastores agora? O casal é considerado foragido. Eles foram de ônibus para Manaus em 27 de abril, logo após descobrirem que foram denunciados. A polícia identificou possíveis endereços na capital amazonense e fez buscas, mas os pastores fugiram antes da chegada de agentes, segundo a secretária de Segurança Pública de Roraima. 5. Como os pastores destruíram as provas dos crimes? Durante a fuga, Wenderson ordenou que duas jovens e a tesoureira da igreja destruíssem um celular. Elas cumpriram a ordem e quebraram o aparelho a marretadas. A polícia suspeita que o dispositivo continha provas. A pastora Arielly também exigiu que uma das vítimas excluísse uma conta de e-mail que armazenava cerca de 14 mil arquivos e vídeos. VÍDEO: vítima e tesoureira de igreja quebram celular com provas a mando de pastores 6. Os abusos continuaram mesmo à distância? Sim. Segundo a investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), mesmo em Manaus, o pastor Wenderson manteve contato com as vítimas. Ele continuou a cometer abusos contra uma delas por meio de videochamadas, onde se exibia e exigia que a jovem fizesse o mesmo. 7. Houve desvio de dinheiro da congregação? Sim. Em depoimento à polícia, uma das vítimas revelou que a tesoureira da igreja, Raquel Barros Lira da Silva, relatou que as finanças da instituição eram direcionadas às contas pessoais de Wenderson e Arielly, e que, após saírem de Roraima, eles levaram o dinheiro arrecadado dos fiéis. 8. O que diz a defesa dos investigados? Em nota ao g1, a defesa do casal informou que eles são inocentes, primários, têm bons antecedentes e nunca responderam a processos criminais. Os advogados relataram também que tentam obter acesso aos autos do inquérito para se manifestarem sobre os pedidos de prisão. A defesa de Raquel Barros não deu retorno até a última atualização desta reportagem. Raquel Barros Lira da Silva e os pastores investigados. Reprodução/Facebook Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.