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'Nosso guerreiro', diz mãe de bebê que apresentou sinais vitais 2 horas após ser dado como morto

Bebê dado como morto apresenta sinais vitais em SP: 'Verdadeiro milagre', diz hospital A mãe do bebê Noah Gabriel da Cruz Santos, de um mês, que apresentou ...

'Nosso guerreiro', diz mãe de bebê que apresentou sinais vitais 2 horas após ser dado como morto
'Nosso guerreiro', diz mãe de bebê que apresentou sinais vitais 2 horas após ser dado como morto (Foto: Reprodução)

Bebê dado como morto apresenta sinais vitais em SP: 'Verdadeiro milagre', diz hospital A mãe do bebê Noah Gabriel da Cruz Santos, de um mês, que apresentou sinais vitais cerca de 2 horas após ser dado como morto na Santa Casa de Rio Claro (SP), afirmou que o filho segue lutando para ficar bem e que acredita que o ocorrido foi um milagre. O recém-nascido foi transferido para um hospital especializado para tratamento de uma malformação congênita. Letícia Cristina da Cruz Santos confirmou ao g1 que uma funcionária da funerária - que havia ido até a Santa Casa para recolher o corpo do bebê para encaminhá-lo aos procedimentos de velório e sepultamento - identificou que o filho dela apresentava sinais vitais e acionou a equipe médica. A Santa Casa informou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos e que não identificou qualquer falha assistencial ou procedimento que pudesse ser revisto diante das evidências existentes no momento da constatação da morte. (Leia mais abaixo). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram A mãe relatou que ela e o marido presenciaram o ocorrido, chegando a ver o filho sem vida e com a coloração roxa. "Nós [estamos] contemplando a grandeza de Deus e admirando nosso guerreiro que continua lutando para ficar bem. Cremos no nosso milagre por completo [...] milagre não se explica, se vive", disse ela. Foto que os pais tiraram com o Noah após eles serem chamados para retornar ao hospital porque ele apresentou sinais vitais Arquivo Pessoal Mais notícias da região: HOMICÍDIO: Adolescente de 17 anos é morta a tiros e corpo é encontrado em mata no interior de SP IGREJA CENTENÁRIA: Fiéis buscam R$ 200 mil para salvar igreja que corria risco de desabar no interior de SP TECNOLOGIA: Empresário com doença crônica passa por 1ª cirurgia robótica feita em hospital do interior de SP: 'Espero ficar bem' Sensação ao receber a notícia Letícia contou que após a constatação da morte do filho, ela e o marido permaneceram aproximadamente uma hora com Noah. Horas depois, o casal já estava em casa, quando recebeu uma ligação do hospital solicitando que retornassem à instituição - sem informar o motivo. "Meu esposo falou umas três vezes: 'Moça, já estamos sabendo do acontecido, já fizemos todos os procedimentos', mas ela insistiu para irmos, isso às 21h40. Chegando lá, entramos novamente na UTI e elas nos contaram sobre o nosso milagre. Só consegui dizer 'Glória a Deus' e chorar", relembrou. O ocorrido foi justamente na data em que Noah deveria nascer, de acordo com a mãe. "Uma coisa bem marcante é que foi no dia 15, que era para ele nascer se não tivesse nascido prematuro e estava completando um mês que nasceu". Noah nasceu prematuro e com fenda palatina, que é uma malformação congênita caracterizada por uma abertura no céu da boca, que ocorre quando os tecidos não se unem nas primeiras semanas de gestação. Ela afeta a amamentação, a fala, a audição e o desenvolvimento dentário. 'Em êxtase e anestesiada' Em um vídeo, compartilhado nas redes sociais, Letícia contou que está em êxtase e anestesiada. "Às vezes eu acho que a gente está sonhando, não só eu, mas eu estava conversando com meu esposo agora há pouco lá dentro do hospital, olhando para ele [Noah] e ele ali se mexendo, batendo as perninhas, de olhos abertos. A gente fica maravilhado". Ela disse, ainda, que Noah foi bem atendido durante os 32 dias em que esteve internado na Santa Casa e que não houve negligência médica. "Eu vi, inclusive, a hora do acontecido, como a doutora ficou, o quanto ela lutou para tentar reanimar ele". Noah, de um mês, apresentou sinais vitais cerca de 2 horas após ser dado como morto em Rio Claro, SP Arquivo Pessoal Entenda o caso Noah foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal logo após o nascimento, em 15 de junho. Como precisava passar por uma cirurgia em um hospital especializado fora de Rio Claro, ele aguardava transferência, mas, de acordo com a Santa Casa, apresentou uma piora no estado de saúde e sofreu uma parada cardiorrespiratória, na última quarta-feira (15), quando completava um mês de vida. O hospital disse que todas as manobras de reanimação cardiopulmonar foram iniciadas imediatamente e conduzidas por aproximadamente 45 minutos, seguindo os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Após as tentativas de reanimação, o óbito foi constatado no fim da tarde. Santa Casa de Rio Claro (SP) Wesley Almeida/EPTV Conforme o hospital, após a constatação do óbito, o bebê permaneceu por cerca de uma hora na UTI Neonatal para os procedimentos legais e acolhimento aos pais. Em seguida, foi encaminhado a outro setor para aguardar a retirada do corpo pela instituição escolhida pela família. A Santa Casa não descreveu quais critérios foram adotados para a declaração do óbito do bebê. Cerca de duas horas após a constatação do óbito, a funcionária da funerária percebeu a presença de sinais vitais e acionou a equipe hospitalar. O recém-nascido foi reavaliado, readmitido na UTI Neonatal e voltou a receber cuidados intensivos. Não foi divulgado quais os sinais vitais foram identificados pela funcionária da funerária. Na manhã de sexta-feira (17), o bebê foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da Universidade de São Paulo (USP), conhecido como Centrinho, em Bauru (SP), utilizando uma vaga pela qual já aguardava para continuidade do tratamento. Noah, de um mês, apresentou sinais vitais cerca de 2 horas após ser dado como morto em Rio Claro, SP Arquivo Pessoal O que diz a Santa Casa A Santa Casa de Rio Claro afirmou, em nota, que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos. A instituição declarou não ter identificado qualquer falha assistencial ou procedimento que pudesse ser revisto diante das evidências existentes no momento da constatação da morte. "O protocolo brasileiro para constatação de óbito é reconhecido por seu elevado rigor e segurança", disse a nota. O hospital destacou que a UTI Neonatal conta com estrutura especializada e equipe capacitada, incluindo a médica responsável pelo atendimento, que possui 14 anos de atuação em neonatologia. A Santa Casa afirmou que respeita as diferentes interpretações sobre o episódio e reconheceu o impacto do caso entre familiares e profissionais de saúde. O hospital encerrou a nota reafirmando o compromisso com a ciência, a ética e a transparência, ao mesmo tempo em que classificou o episódio como um acontecimento extraordinário que marcou profundamente todos os envolvidos. REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

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