Multas por álcool ao volante crescem 52% na região de Campinas
Região de Campinas registra aumento de 52% nas multas por embriaguez no volante As multas aplicadas por infrações relacionadas ao consumo de álcool ao volan...
Região de Campinas registra aumento de 52% nas multas por embriaguez no volante As multas aplicadas por infrações relacionadas ao consumo de álcool ao volante cresceram 52% na região de Campinas (SP) nos sete primeiros meses de 2026, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP). De janeiro a julho, foram registradas 829 autuações, contra 545 no mesmo período do ano passado. Do total de multas aplicadas em 2026, 789 ocorreram por recusa ao teste do bafômetro. Outros 35 motoristas foram autuados por dirigir sob influência de álcool, e cinco condutores responderam por crime de trânsito por embriaguez. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Segundo o advogado especialista em trânsito André Gomes Bertucci, o motorista pode se recusar a realizar exames para comprovação da embriaguez, mas a decisão não impede a aplicação de punições administrativas e, em determinadas situações, também pode haver responsabilização criminal. De acordo com o especialista, a penalidade administrativa para quem se recusa ao bafômetro ou é flagrado dirigindo após consumir álcool inclui multa de R$ 2.934 e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por 12 meses, além da obrigatoriedade de realizar curso de reciclagem. Já no caso de crime de trânsito por embriaguez, a pena pode variar de seis meses a três anos de prisão. Dor que permanece As adolescentes Lídia Moraes Aguiar e Maria Eduarda de Souza Almeida, de 15 anos, morreram após o carro em que estavam bater contra um poste no bairro Ipiranga, em Americana (SP). Reprodução/EPTV As adolescentes Lídia Moraes Aguiar e Maria Eduarda de Souza Almeida, ambas de 15 anos, morreram após o carro em que estavam bater contra um poste no bairro Ipiranga, em Americana (SP). As duas voltavam de uma festa quando aceitaram uma carona. Segundo a família, o motorista estava embriagado. "A minha filha Lídia e a sua melhor amiga Maria Eduarda estavam comemorando que elas passaram no Polivalente de Americana numa festa em Santa Bárbara. E no retorno elas pegaram uma carona e o condutor estava embriagado", afirmou a mãe de Lídia, Jéssica Moraes. Segundo ela, laudos produzidos durante a investigação apontaram excesso de velocidade no momento da colisão. "Parte do trajeto ele estava a mais de 100 km por hora", disse. Ela afirma que o motorista, de 40 anos, recusou inicialmente o teste do bafômetro, mas exames posteriores comprovaram o consumo de álcool. "A princípio ele recusou primeiro fazer o bafômetro, no segundo também ele pôde recusar fazer o exame de sangue, e no terceiro exame realizado pelo ML deu uma dosagem bem alterada", relatou. A mãe também critica a conduta do motorista após o acidente. "No dia nem socorro foi prestado. Dá para ver também nas filmagens, nos relatos. Quando ele desce e tenta arrumar o poste, ao invés dele ligar para a ambulância e pedir socorro para as meninas que estavam em estado de choque, ele fica sentado com a namorada na guia da calçada", afirmou. Segundo ela, a expectativa da família é que o caso seja levado a júri popular. "Todas as perícias já saíram a nosso favor, onde o processo da Maria Eduarda e da Lídia vai responder como dolo eventual. É o que a gente busca e espera para que o processo vá para júri popular", disse. Trânsito no centro de Campinas (SP). Reprodução/EPTV VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.