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Mulher de homem que morreu após esperar duas horas por ambulância não conseguiu ver vídeo do marido pedindo socorro a moradores: ‘Dor e revolta’

Homem que morreu em rua de Catalão implorou por ajuda de moradores Passada uma semana após a morte do marido, a enfermeira Keila Silva, de 48 anos, ainda lida...

Mulher de homem que morreu após esperar duas horas por ambulância não conseguiu ver vídeo do marido pedindo socorro a moradores: ‘Dor e revolta’
Mulher de homem que morreu após esperar duas horas por ambulância não conseguiu ver vídeo do marido pedindo socorro a moradores: ‘Dor e revolta’ (Foto: Reprodução)

Homem que morreu em rua de Catalão implorou por ajuda de moradores Passada uma semana após a morte do marido, a enfermeira Keila Silva, de 48 anos, ainda lida com o abalo emocional da perda de Rafael Vinicius Silva de Souza, de 35 anos. O caso ganhou repercussão nacional depois que imagens de câmeras de segurança de uma rua de Catalão, no sudeste de Goiás, registraram os últimos momentos do caldeireiro. A esposa não conseguiu assistir ao vídeo. Nas imagens, Rafael aparece caminhando devagar e gritando por socorro, batendo de porta em porta, na vizinhança. A ambulância só chegou duas horas depois, embora moradores afirmem que pediram ajuda várias vezes ao Corpo de Bombeiros. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em entrevista ao g1, Keila destacou que o marido era uma pessoa bondosa, sempre disposta a ajudar os outros, e um pai exemplar. Diante do trauma pela forma como o esposo morreu, sem receber socorro, agora ela busca apoio psicológico para si e para a filha do casal, de 5 anos. "O meu sentimento é de dor, é de revolta... é de angústia, de tristeza. Porque a vida toda Rafael ajudou as pessoas. E no dia que ele mais precisou, ninguém o estendeu a mão", afirmou. O casal estava junto havia 8 anos. Naquela noite do dia 20 de julho, Keila havia chegado do trabalho, por volta das 19h, e ficou em casa com a filha. Rafael não estava. Tentou falar com ele várias vezes, mas ele recusava as ligações. Ela conta que soube da morte por um vizinho. "Eu perguntei se ele tinha visto o Rafael: 'Você viu o Rafael?'. Ele simplesmente falou assim: 'Morreu'", relatou. Assim como a família do marido, que deseja que o caso seja investigado, Keila também busca respostas. Ela afirma que não recebeu nenhum contato ou apoio do poder público. "Mas eu não tive apoio de prefeitura, não tive apoio de polícia, não tive apoio de ninguém, ninguém bateu na minha porta para falar algo, entendeu?", desabafou. Rafael Vinícius pediu ajuda de moradores antes de cair na rua Reprodução/TV Anhanguera LEIA TAMBÉM: Homem que morreu em rua após esperar duas horas por ambulância implorou por ajuda de moradores e bateu de porta em porta Filha de 5 anos de homem que morreu após esperar duas horas por ambulância em rua 'pergunta pelo pai a todo momento', desabafa tia Morte de homem que esperou duas horas por ambulância: morador diz que vizinhos tentaram pedir socorro e 'ligaram dezenas de vezes' Pai amoroso Keila conta que Rafael era um pai presente, amoroso, que "fazia tudo pela filha". Segundo uma tia paterna dele, Keila Melo, a menina pergunta o tempo todo pelo pai. "Muito difícil olhar para a minha filha agora, sabe? Porque tudo me lembra ele... assim, do bom pai que ele era, sabe? Do bom esposo. Só quem viveu com o Rafael sabe realmente quem ele era", disse. Ao contrário do que aconteceu com ele na última noite de vida, Rafael foi descrito pela esposa como uma pessoa solícita, que gostava de ajudar o próximo. "De ver alguém caído, por exemplo. Ele parava o carro, ia lá, ajudava a pessoa, falava 'Ô, você quer que eu te deixe em casa?", descreveu. Keila conta que outra ocasião em que ele se dispôs a ajudar foi quando um senhor enfartou dentro da igreja. "Ele foi o primeiro a pegar o senhorzinho, ajudar o filho. Ele colocou dentro do carro dele e levou no hospital mais próximo", detalhou. Assim como a família do marido, que acompanha o caso do Pará, a enfermeira deseja que as circunstâncias da morte de Rafael sejam investigadas. Ao g1, o Ministério Público de Goiás disse que a 6ª Promotoria de Justiça de Catalão instaurou um procedimento para apurar os fatos e que solicitou informações tanto ao Corpo de Bombeiros quanto ao Samu de Catalão. "Sendo assim, aguarda o recebimento dessas informações para, então, definir qual o encaminhamento será dado ao caso" , disse o MPGO, em nota.  📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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