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Justiça Eleitoral suspende propaganda eleitoral de Lula que chama Flávio Bolsonaro de 'funcionário fantasma'

Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro Ricardo Stuckert/Presidência da República; Vittor Sales A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela ...

Justiça Eleitoral suspende propaganda eleitoral de Lula que chama Flávio Bolsonaro de 'funcionário fantasma'
Justiça Eleitoral suspende propaganda eleitoral de Lula que chama Flávio Bolsonaro de 'funcionário fantasma' (Foto: Reprodução)

Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro Ricardo Stuckert/Presidência da República; Vittor Sales A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, suspendeu a propaganda eleitoral veiculada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que afirma que o também candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), teria sido um "funcionário fantasma" durante sua passagem pela carreira de servidor público. Em sua decisão, Aranha afirma que o trecho da propaganda eleitoral em questão pode "induzir o eleitor em erro quanto à existência e ao significado dos fatos apresentados". "A propaganda não se limita à manifestação crítica acerca da trajetória pública do candidato. Ao contrário, apresenta ao eleitorado um suposto “currículo” do representante, elaborado com aparência documental e associado à narração das imputações veiculadas. A potencialidade lesiva não decorre apenas das frases isoladamente consideradas, mas da interação entre texto, imagem e contexto comunicacional da propaganda", disse. O g1 entrou em contato com as equipes de Flávio Bolsonaro e Lula, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem. A decisão é preliminar e o pedido ainda será analisado e julgado pelo plenário do TSE. Até lá, também fica proibida a divulgação da propaganda pelas emissoras de televisão que transmitem o horário eleitoral. A ação foi aberta pelo candidato do Partido Liberal, no sábado (29), mesmo dia em que a propaganda eleitoral foi veiculada pela primeira vez. Parte do programa eleitoral de Lula foi usado para atacar Flávio Bolsonaro, seu principal adversário. A propaganda apresenta um "currículo" com críticas ao adversário, com fatos como sua relação com o miliciano Adriano da Nóbrega e o pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro investigado por fraudes bilionárias no Banco Master, para financiar o filme "Dark Horse". Agora no g1 Na decisão, a ministra também pondera que a propaganda eleitoral do presidente Lula distorce fatos fatos sobre Flávio Bolsonaro ao dizer que ele teria sido denunciado por organização criminosa e por lavagem de dinheiro. "A propaganda parte de um fato verdadeiro, consistente na efetiva oferta de denúncia em desfavor do candidato. Não obstante, como noticiado pela própria parte representante, a denúncia foi arquivada, sem qualquer juízo condenatório proferido. A propaganda, portanto, passa ao eleitor a falsa informação no sentido de que o candidato estaria presentemente denunciado por crimes gravíssimos, situação que não corresponde com a realidade e que caracteriza grave descontextualização", pontuou.

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