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Irmão de jovem tatuada à força pelo ex diz que a encontrou sentada em calçada após fuga: 'Está caindo na realidade só agora'

Vídeo mostra momento em que homem é preso suspeito de torturar namorada em Itapetininga A mulher de 28 anos que foi torturada e tatuada à força pelo ex-comp...

Irmão de jovem tatuada à força pelo ex diz que a encontrou sentada em calçada após fuga: 'Está caindo na realidade só agora'
Irmão de jovem tatuada à força pelo ex diz que a encontrou sentada em calçada após fuga: 'Está caindo na realidade só agora' (Foto: Reprodução)

Vídeo mostra momento em que homem é preso suspeito de torturar namorada em Itapetininga A mulher de 28 anos que foi torturada e tatuada à força pelo ex-companheiro em Itapetininga (SP), foi encontrada pelo irmão sentada em uma calçada e levada à delegacia. O caso foi divulgado pela Polícia Civil em 22 de abril, quando o suspeito do crime foi preso. Ao g1, o irmão da vítima, que preferiu não ser identificado nesta reportagem, conta que a vítima e o suspeito se relacionavam há 11 anos. Após um término, os dois reataram em janeiro desse ano. O relacionamento era considerado conturbado pela família desde a volta. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Ele disse que já havia recebido ligações da irmã relatando agressões por parte do ex-companheiro, mas que esta foi a primeira vez em que ela o procurou dizendo que o homem ameaçava matá-la. Guilherme Henrique Amaral Andriolo, de 32 anos, foi encontrado pela polícia na casa onde mora, no Centro de Itapetininga (SP), e está preso preventivamente. "No primeiro momento, eu achei que era uma briga de casal. Ela não tinha relatado nada, até que eu questionei. Ela respondeu que havia sido torturada e que ele tinha tentado matá-la. Eu vi que a situação era muito mais grave do que eu imaginava, ela me mandou a localização do celular e eu fui correndo atrás dela", lembra. Ele diz que encontrou a irmã sentada em frente a um estabelecimento comercial, onde permanecia com a autorização do proprietário. Ele avalia, no entanto, que a jovem não recebeu o acolhimento adequado no local. "Ela chegou no lugar e disse que havia sido vítima de agressão. Perguntou se poderia ficar ali, sentada me esperando, e o dono disse que sim. Ela estava muito machucada e suja, então, provavelmente pensaram que ela era uma moradora de rua. Quando olhei para o rosto, ela estava toda desfigurada", continua. Depois de ter sido encaminhada à delegacia, a vítima passou por exames médicos. Neles, foram constatados que o pulso, o braço, a costela e o nariz estavam quebrados devido às agressões cometidas pelo suspeito. "Eu fiquei revoltado com a situação. Ela fugiu com a chave da casa e eu fui até a farmácia que o pai dele [suspeito] tem para devolver. Ele [o pai] ofereceu ajuda com toda e qualquer medicação que ela precisasse, mas, na verdade, ela precisava era de socorro", pontua. O irmão afirma que a intenção do ex-companheiro, depois das torturas, era matá-la. Ele dormiu por diversas vezes durante as sessões de tortura, e a vítima só conseguiu fugir após se soltar das amarras. "Ele falou que ia dormir e, só depois, mataria ela e depois tiraria a própria vida. Ele limpou todos os sangramentos dela e deu analgésico para as dores antes dele pegar no sono. A cada vez que ela se desamarrava, ele se mexia na cama, então, era um estado de choque muito grande", relata. Vítima foi tatuada à força Divulgação/Polícia Civil Mesmo com a irmã se relacionando com Guilherme por mais de uma década, o irmão o descreve como uma pessoa "fechada" e que "não se misturava muito com a família dele". "Ele nunca gostou muito de frequentar a casa da nossa família, então, não era uma pessoa que eu tinha qualquer tipo de intimidade. O Guilherme chegou a bater nela outras vezes e chegou a divulgar vídeos íntimos deles na internet, mas, infelizmente, a minha irmã retirou todas as queixas contra ele depois que reataram o relacionamento", revela. Desde que foi resgatada, a vítima precisou ser internada duas vezes e está com problemas respiratórios devido às fraturas na costela. "Minha irmã está passando por acompanhamento psicológico e não consegue dormir. Ela está visivelmente muito abalada com o que aconteceu. Além das partes do corpo quebradas, ela está com bastante inchaço e hematomas. Ela está caindo na realidade só agora", completa. Crime teria sido premeditado Vídeo mostra momento em que homem é preso suspeito de torturar namorada em Itapetininga O advogado José Ricardo Baracho Navas diz que a jovem e o companheiro ficaram um ano e meio separados e, durante o período, a vítima teria conhecido outra pessoa. “Eles voltaram em janeiro deste ano. No tempo que ficaram separados, ela conheceu outra pessoa e ele ficou com ciúmes desse outro relacionamento. Ele a ameaçava, dizendo que ia matá-la. Ela já tinha registrado um boletim de ocorrência contra o Guilherme e pedido uma medida protetiva, que foi revogada por eles terem reatado e sido ‘bonzinho’ com ela”, relata. O suspeito foi preso pela Polícia Civil em 22 de abril, mesma data em que a jovem conseguiu fugir da casa. O vídeo que mostra Guilherme sendo preso foi obtido pela TV TEM. É possível ver os policiais erguendo o portão e entrando na casa do suspeito. Os agentes de segurança sobem pela escada, seguem em direção aos cômodos e encontram Guilherme deitado em um quarto (veja acima). O g1 tenta contato com a defesa dele. Vídeo mostra momento em que homem suspeito de agredir namorada é localizado deitado em Itapetininga Reprodução O advogado da vítima afirma ainda que a tortura foi premeditada pelo homem. As primeiras agressões aconteceram diretamente no rosto da jovem, que precisou ser novamente internada nesta sexta-feira (24) em uma unidade de saúde com problemas respiratórios, desfigurada e com hematomas de grande porte na face. “Ela levou três socos no nariz enquanto estava dormindo e ele arrancou um piercing dela com o alicate. Rasgou a boca e sangrou muito. Depois disso, ele amarrou ela e começou uma tortura terrível, que durou horas. Ele mesmo disse a ela que tinha premeditado tudo isso há muito tempo e que, naquele dia, só tinha decidido executar o plano”, conta. De acordo com a Polícia Civil, em informações repassadas à TV TEM, as tatuagens feitas no corpo da vítima não teriam significado específico. Já o advogado afirma que os escritos estão ligados a um relacionamento anterior da jovem, o que, segundo ele, indica que o suspeito agiu por ciúmes. “As iniciais são do ex dela e mostram o ciúme doentio que ele tinha pelo outro rapaz. Como ele é dono de uma farmácia, ele tinha muitas seringas e agulhas. O corpo dela foi perfurado muitas vezes enquanto ela estava imobilizada e, inclusive, rasgado com um bisturi”, pontua o advogado. LEIA TAMBÉM: Menina morta pela mãe e padrasto no interior de SP foi enterrada viva, aponta laudo do IML Câmara de Itapetininga instaura CEI para investigar possíveis irregularidades no atendimento do HLOB Justiça condena mulher a 10 anos e 6 meses de prisão por tentativa de homicídio contra adolescente durante o Carnaval em Piraju O defensor da jovem também diz que a data de outubro de 2022 corresponde ao dia em que o namoro entre ela e Guilherme acabou. Além das agressões físicas, o advogado revela que a mulher foi vítima de tortura psicológica. O homem comprou pizzas e forçou a vítima a observá-lo comendo enquanto estava amarrada, por estar com fome e desidratada. “Ele pegou uma gravata e amarrou ela até desmaiar. O Guilherme acreditou que tinha matado ela, pois, quando ela voltou à consciência, ficou quieta para ver se ele parava com as agressões. Foi aí que ele introduziu o objeto metálico na região anal e puxava ela por isso. Ele tomou remédios para dormir e, toda vez que acordava, continuava as torturas”, compartilha. O advogado conta que ela fugiu assim que conseguiu se soltar. Ela passou por psiquiatra e, atualmente, está na segunda internação clínica, por suspeita de fraturas nas costelas. “Felizmente, ela está sendo muito bem acolhida pela família e está na luta por Justiça”, declara o profissional. Relembre o caso Plantão Policial de Itapetininga (SP) Eraldo Camargo/TV TEM De acordo com o delegado responsável pelo caso, Franco Augusto Costa Ferreira, a vítima, de 28 anos, foi levada à delegacia pelo irmão, que a encontrou com sinais de violência. No imóvel, localizado na Rua João Adolfo, no Centro da cidade, os agentes encontraram diversos estimulantes sexuais, que teriam sido utilizados pelo homem. A perícia técnica feita no local apontou que o homem também amarrava a mulher com frequência. A cama onde a vítima ficava foi encontrada ensanguentada. "Pediram para fazer uma perícia técnica no local e, lá, encontramos a cama com sangue, a corda que ele usou para amarrar ela. Tem muitos objetos que apreendemos lá, como estimulantes injetáveis de uso proibido", informa o delegado. Ainda de acordo com o delegado, a vítima foi mutilada pelo companheiro com o uso de um aparelho de barbear descartável. Ela foi encontrada com lesões graves e permanentes, incluindo lacerações na região anal. "Ele introduziu um objeto metálico parecido com um gancho no ânus dela. No Instituto Médico Legal (IML), houve a constatação de anemia e das lesões, inclusive uma laceração", explica o delegado. O período em que os crimes ocorreram ainda não foi determinado pela polícia. O caso pode ser investigado como violência doméstica e como uma forma de estupro não convencional, por envolver ato libidinoso. "É um estupro não convencional, já que se não trata de conjunção carnal de fato. Como não existe legislação em cima disso, se configura como estupro. Ela sofreu violência doméstica e estava catatônica. Ela conseguiu se desvencilhar do suspeito e veio à delegacia com o irmão", pontua. O suspeito passou por audiência de custódia na quinta-feira (23), quando a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Ele foi transferido para a Penitenciária II, em Sorocaba (SP). Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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