Investigação mira em propina de R$ 3 milhões paga em estacionamento de prefeitura de Blumenau e mercados
Nova operação do Gaeco apura esquema de fraudes em licitações na prefeitura de Blumenau O Gaeco deflagrou nesta quinta-feira (7) uma operação contra um es...
Nova operação do Gaeco apura esquema de fraudes em licitações na prefeitura de Blumenau O Gaeco deflagrou nesta quinta-feira (7) uma operação contra um esquema de fraude na merenda escolar em Blumenau, terceira cidade mais populosa de Santa Catarina. Segundo a investigação, o pagamento de propina ultrapassou R$ 3,6 milhões e era feito na residência de investigados, no estacionamento da prefeitura e em supermercados. Foram cumpridos 9 mandados de busca e apreensão em Blumenau, Indaial e em Araucária, no Paraná, onde fica a sede da empresa empresa vencedora através de manobras jurídicas e acesso antecipado a informações sigilosas. O nome do local não foi informado. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A ação é a segunda deflagrada pelo Gaeco nesta manhã contra corrupção na prefeitura de Blumenau e a terceira em dois dias. Durante a manhã, o órgão mirou a contratação de segurança e vigilância após o ataque com mortos em uma creche de Blumenau. Na quarta (6), uma ação foi deflagrada para apurar licitação irregular em obras dos terminais do município. Em nota, a prefeitura disse que as duas ações nesta quinta investigam contratos firmados pela gestão anterior e a atual gestão colabora com as investigações (íntegra no fim do texto). LEIA TAMBÉM: Contratação de segurança após ataque em creche é alvo de operação Investigação mira em propina de R$ 3 milhões paga em estacionamento de prefeitura de Blumenau e mercados Gaeco/Divulgação Fraude na merenda escolar Batizada de Operação 'Arbóreo', em alusão ao ingrediente principal da merenda, a ação revelou um esquema estável entre agentes públicos do primeiro e segundo escalão municipal e representantes de uma grande empresa do setor alimentício. O contrato investigado foi firmado em abril de 2022. Em janeiro deste ano, o município rescindiu o contrato. "As apurações demonstram que o repasse de vantagens indevidas era sistemático e os investigados aplicavam invariavelmente o percentual de 3% sobre cada empenho pago pela prefeitura à empresa", disse o Gaeco. O método usado pelos investigados incluía o monitoramento em tempo real dos pagamentos, segundo o Ministério Público. Assim que as faturas eram pagas, um dos operadores do esquema viajava até a sede da empresa no Paraná para coletar os valores ilícitos em espécie. Depois recolherem os valores recebidos, os responsáveis se encontravam e redistribuíam o dinheiro buscando discrição. Para o Gaeco, os crimes apurados são o de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e organização criminosa. O que disse a prefeitura de Blumenau A Prefeitura de Blumenau reforça que as duas operações realizadas pelo Gaeco nesta quinta-feira, dia 7, investigam contratos firmados pela gestão anterior, encerrada em 2024. A atual administração está à disposição das autoridades e colabora de forma transparente com as investigações, reafirmando seu compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias