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Homem é preso por envolvimento na morte de jovem 'condenada' pelo PCC por ligação com CV, diz polícia

Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, fazia menções ao Comando Vermelho em publicações nas redes sociais Reprodução Um homem foi preso suspeito de ...

Homem é preso por envolvimento na morte de jovem 'condenada' pelo PCC por ligação com CV, diz polícia
Homem é preso por envolvimento na morte de jovem 'condenada' pelo PCC por ligação com CV, diz polícia (Foto: Reprodução)

Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, fazia menções ao Comando Vermelho em publicações nas redes sociais Reprodução Um homem foi preso suspeito de envolvimento no desaparecimento de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, após o réveillon em Guarujá, no litoral de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, a vítima teria sido executada em um tribunal do crime do Primeiro Comando da Capital (PCC). Maria Eduarda sumiu no dia 2 de janeiro, mas a polícia só confirmou a morte dela em 19 de fevereiro, quando quatro pessoas foram presas por participação no crime. A corporação acredita que a vítima tenha sido 'condenada à morte' por suspeita de integrar uma facção rival, o Comando Vermelho (CV). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O delegado Thiago Nemi Bonametti, da 3ª Delegacia de Homicídios, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos, explicou ao g1 que o modus operandi, o sinal do celular da vítima e os relatos de testemunhas confirmaram a morte de Maria Eduarda. As investigações continuam para localizar o corpo. Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, estava desaparecida em Guarujá, SP Arquivo Pessoal Nova prisão Policiais militares cumpriram o mandado de prisão preventiva contra Alexandre Barros Neves, de 50 anos, na tarde de sexta-feira (24), na Alameda dos Lírios, no bairro Vila Santo Antônio, em Guarujá. A defesa dele não foi localizada até a última atualização desta reportagem. De acordo com a corporação, os agentes realizavam uma operação para prevenção de roubos, quando abordaram o suspeito e constataram que ele estava sendo procurado pela Justiça. Alexandre estava acompanhado de um homem, que foi liberado e não teve a identidade divulgada. Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Alexandre e outros dois homens que já foram presos por participação no crime exerciam funções ativas na organização criminosa, atuando na fiscalização, arrebatamento e execução de possíveis rivais no chamado 'tribunal do crime'. Conforme apurado pela Polícia Civil, Alexandre teria sido o responsável por iniciar a caçada atrás de Maria Eduarda e do namorado, que acabou sendo liberado após ser sequestrado com a vítima. As investigações apontaram que o suspeito enviou uma foto da jovem e pediu informações sobre a localização dela em um grupo com integrantes da organização criminosa. Demais presos Operação da Polícia Civil prende quarto pessoas por desaparecimento de jovem em Guarujá As investigações apontaram que a vítima foi arrebatada e morta por integrantes do crime organizado da região, com apoio de um motorista de aplicativo e de um casal. Além de Alexandre, outras cinco pessoas foram presas. Veja abaixo a participação de cada uma delas: ➡️Um homem e uma mulher, cujos nomes não foram divulgados, eram amigos da vítima e estavam em um churrasco quando os criminosos chegaram à procura da jovem. No dia seguinte, eles foram até a casa de Maria Eduarda para descartar os pertences dela — ação que dificultaria o desdobramento e elucidação do caso, de acordo com a Polícia Civil. ➡️Anthony Francisco Dias Moreira, apontado como integrante da facção criminosa e envolvido na execução de Maria Eduarda. ➡️Um motorista de aplicativo, que não teve a identidade divulgada pela corporação, realizou o transporte de envolvidos no crime ao Estado do Paraná. O motivo da viagem ainda é investigado. ➡️Adadilton Candido da Silva, de 33 anos, conhecido como DA7, cumpria a função de 'carrasco' do PCC e teria participado do julgamento da vítima no 'tribunal do crime'. Motivação Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, fazia menções ao Comando Vermelho em publicações nas redes sociais Reprodução O g1 teve acesso aos conteúdos publicados por Maria Eduarda há aproximadamente um ano. A jovem ostentava armas de fogo, usava símbolos e fazia menções ao CV. "Isso [publicações] chamou atenção do próprio crime organizado rival na região. Ela estava morando aqui agora e [...] eles começaram a tentar identificar onde ela estaria, já que fazia várias menções a essa facção criminosa rival", afirmou o delegado na ocasião. Na época do desaparecimento, a mãe de Maria Eduarda, a balconista Claudieli Natali Cordeiro, de 34 anos, contou ao g1 que a filha se mudou de Curitiba (PR) para Guarujá com o namorado, aproximadamente três meses antes de sumir. Claudieli também disse ter sido informada pelo namorado da filha que a jovem havia sido sequestrada sob a acusação de integrar o CV. A mãe afirmou que Maria Eduarda tinha antecedentes por tráfico de drogas de quando ainda era adolescente, mas ressaltou que, até onde sabia, a jovem estava trabalhando na praia e não tinha mais envolvimento com o crime. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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