Guerra no Irã deixou cerca de 140 soldados dos EUA feridos, diz Pentágono
Trump diz que guerra no Irã está perto do fim Cerca de 140 militares dos Estados Unidos ficaram feridos até agora na guerra com o Irã, segundo comunicado di...
Trump diz que guerra no Irã está perto do fim Cerca de 140 militares dos Estados Unidos ficaram feridos até agora na guerra com o Irã, segundo comunicado divulgado pelo Pentágono nesta terça-feira (10). Segundo o governo Trump, no entanto, "a grande maioria dos ferimentos dos EUA na guerra com o Irã foram leves e 108 militares já retornaram ao serviço". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O novo balanço veio depois que a agência de notícias Reuters procurou o Departamento de Guerra dos EUA para comentar os números revelados por duas pessoas familiarizadas com o assunto. Elas falaram à reportagem, sob condição de anonimato, que pelo menos 150 soldados haviam sido vítimas de ataques. Anteriormente, o Pentágono havia falado em apenas 8 militares americanos gravemente feridos. O governo Trump confirmou também a morte de sete militares. Hegseth fala em 'desespero' do Irã e anuncia ataques intensos Pete Hegseth e Dan Caine REUTERS Mais cedo, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse à imprensa que esta terça-feira (10) será o dia mais intenso de ataques contra o Irã até o momento, durante uma coletiva para falar sobre a situação da ofensiva americana. Após o presidente Donald Trump anunciar, no dia anterior, que a guerra está perto do fim, Hegseth disse que Trump decide quando a ofensiva irá terminar e que o objetivo é destruir toda a infraestrutura de Defesa de Teerã. "O Irã está desesperado e em apuros. Está sozinho e perdendo feio, cometeu um grande erro ao atacar seus vizinhos. Hoje será o dia de ataques mais intenso e o Irã disparou o menor número de mísseis nas últimas 24 horas", vibrou. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, falou sobre os planos de ataque ao lado do secretário. Revelou que os EUA realizaram ataques contra mais de 5 mil alvos, entre eles mais de 50 navios de guerra, nos primeiros 10 dias e que tem como alvo agora "navios lançadores de minas e instalações de armazenamento". Questionado sobre declarações do Irã, que garante que não irá se render e que apenas Teerã determinará quando a guerra acabou, Caine ponderou: "Acho que eles estão lutando, e respeito isso, mas não acho que sejam mais formidáveis do que pensávamos". Nesta terça, o chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, um dos mais altos cargos do país, ameaçou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Larijani disse não ter medo do que chamou de "ameaças vazias" do norte-americano e disse que Trump deve tomar cuidado "para não ser eliminado". O povo de Ashura, no Irã, não teme suas ameaças vazias. Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar a nação iraniana. Cuidado para não ser eliminado!", escreveu Larijani, que era um dos nomes considerados para suceder o aioatolá Ali Khamenei. O recado foi uma resposta à ameaça que Trump teceu nesta segunda-feira (9) em um post na rede Truth Social. Disse que iria atacar o Irã com ofensiva "20 vezes mais forte" caso Teerã siga bloqueando o Estreito de Ormuz, e, com isso, criando uma crise no preço e abastecimento de petróleo no mundo. Trump ameaça Irã com ataque “20 vezes maior” se Estreito de Ormuz for fechado A fala de Larijani abastece também as indicações do Irã de que o país está disposto a continuar o conflito com Estados Unidos e Israel, que entrou no 11º dia nesta terça. Na segunda-feira (9), apesar das ameaças, Trump disse que a guerra está "quase concluída". No entanto, a Guarda Revolucionária iraniana — braço das Forças Armadas ligadas ao líder supremo — respondeu que o conflito só terminará quando o Irã determinar. Nesta terça, o governo de Israel também se mostrou disposto a seguir no conflito. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que "ainda não terminamos" ao se referir às ofensivas no Irã. “Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última instância, isso depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda não terminamos”, declarou. Veja os vídeos que estão em alta no g1