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Guarda de Indaiatuba preso por sequestro se apresentou como policial e apontou arma para influenciador, aponta investigação

Operação do MP e polícia mira sequestradores de operador de criptoativos O guarda municipal de Indaiatuba (SP) Álvaro Augusto Barbosa dos Santos Ribeiro, de...

Guarda de Indaiatuba preso por sequestro se apresentou como policial e apontou arma para influenciador, aponta investigação
Guarda de Indaiatuba preso por sequestro se apresentou como policial e apontou arma para influenciador, aponta investigação (Foto: Reprodução)

Operação do MP e polícia mira sequestradores de operador de criptoativos O guarda municipal de Indaiatuba (SP) Álvaro Augusto Barbosa dos Santos Ribeiro, de 34 anos, preso suspeito de integrar uma quadrilha especializada em extorsão e sequestro, teria se apresentado como policial para intimidar o operador de criptomoedas e influenciador digital Gabriel Spalone, em sequestro ocorrido em fevereiro de 2025. Ribeiro foi um dos alvos presos na operação chamada de “Criptonita”, um desdobramento de uma investigação do 34º Distrito Policial (Morumbi), na Zona Sul da capital, que começou após o sequestro de Spalone. A investigação apontou que o influenciador afirmou que Álvaro, após se apresentar como policial, sacou uma arma e chegou a dizer que a situação dele seria resolvida de uma forma ou outra. Ainda segundo a investigação, Spalone teria recebido valores para comprar criptomoedas e realizar movimentações financeiras para o grupo criminoso. No entanto, as transações acabaram bloqueadas por instituições financeiras, o que motivou o sequestro - entenda o caso abaixo. Provas técnicas também atestaram a presença do guarda no mesmo ambiente que o influenciador no dia do sequestro - a geolocalização apontou que o aparelho de Álvaro esteve no mesmo endereço e horário que o influenciador. Venda de armas De acordo com as investigações, Álvaro é ligado a facções criminosas e à venda de armas. Mensagens interceptadas pela Polícia Civil indicam que o guarda participou de negociações de armamentos, incluindo revólveres calibre .38 e pistolas 9 mm. Em uma das conversas, há também a tratativa para a venda de um fuzil calibre 556. No celular dele, os investigadores encontraram ainda mensagens com comunicados de facções criminosas como PCC e Comando Vermelho, incluindo conteúdo que menciona uma possível aliança entre os grupos. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de Indaiatuba informou que "está em andamento a solicitação de afastamento do agente envolvido pelo período de 60 dias". Além disso, afirmou estar "à disposição das autoridades para colaborar com as investigações". O que diz a defesa do guarda? A advogada Tânia Sousa, que integra os representantes de Álvaro, explicou que o caso segue em segredo de Justiça, e que a defesa busca acesso às informações da investigação do trabalho conduzido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. "Eu vejo que a mídia sabe em parte das coisas, alguns pontos, e aí acaba fazendo um personagem, criando personagens que de fato não tiveram aquela atuação", pontuou. Segundo Tânia, a equipe ainda aguarda para saber se seguirá na defesa do guarda municipal. Guarda municipal Álvaro Augusto Barbosa dos Santos Ribeiro, de 34 anos, foi preso nesta terça-feira Reprodução/Instagram O crime O infuencer havia sido sequestrado em fevereiro de 2025, quando foi abordado pelos criminosos no Shopping Cidade Jardim, na Zona Sul da capital paulista. Eles o levaram para um cativeiro num sítio em Santa Isabel, na Grande São Paulo, onde foi agredido e ameaçado para conseguir reaver a quantia milionária. Spalone foi libertado por policiais depois que a namorada dele pediu ajuda. A vítima havia enviado mensagens de celular para ela avisando do sequestro. À época, os sequestradores foram presos em flagrante, mas depois acabaram liberados. Operação contra quadrilha especializada em extorsão e sequestro cumrpriu mandados no RN Polícia Civil/Divulgação Prisões por 30 dias Quatro alvos foram presos até a última atualização desta reportagem. Uma das prisões ocorreu em Natal, capital do Rio Grande do Norte. A polícia e o MP pediram as prisões dos alvos por 30 dias por entender que são medidas necessárias para a continuidade das investigações. As ações ocorrem na capital paulista, Grande São Paulo, e regiões de Campinas e Sorocaba, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Ao todo, 54 policiais civis foram mobilizados, incluindo equipes especializadas do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e do Grupo Especial de Reação (GER), da Polícia Civil. Também participam agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. Veículos esportivos de luxo Há ainda outros 13 mandados de busca e apreensão para serem cumpridos nos endereços dos investigados. Foram apreendidos três veículos esportivos de luxo: um carro Porsche, uma picape Nissan Frontier e uma moto Kawasaki. Também foram recolhidos celulares, notebook e máquina de contar dinheiro. O poder judiciário ainda autorizou a quebra do sigilo de mensagens telefônicas para identificar a estrutura completa da organização. Os criminosos simularam a venda de um site de apostas para justificar as transferências e coagiram o operador a fornecer senhas bancárias e de seus aparelhos celulares. De acordo com a investigação, os suspeitos mencionaram ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Informações obtidas nos celulares apreendidos revelam o planejamento prévio do crime, incluindo mensagens sobre o monitoramento do corretor. A troca de mensagens detalha o uso de veículos de luxo e o ajuste para "dar um pau" na vítima. O chefe do grupo já foi alvo de operações da Polícia Federal (PF) e do CyberGaeco do MP por fraudes eletrônicas semelhantes. O que diz a Prefeitura de Indaiatuba "A Secretaria de Segurança Pública de Indaiatuba informa que tomou conhecimento, na manhã desta segunda-feira (7/4), da operação conduzida pelo Gaeco e pela Polícia Civil. Informa ainda que está em andamento a solicitação de afastamento do agente envolvido pelo período de 60 dias, como medida administrativa para garantir a lisura dos procedimentos e o pleno andamento das apurações. A pasta permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações". VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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