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Famílias denunciam atrasos de mais de um ano na entrega de apartamentos em Niterói

Atrasos na entrega deixam famílias de Niterói sem casa própria há mais de um ano Famílias que compraram apartamentos na planta em um condomínio no bairro ...

Famílias denunciam atrasos de mais de um ano na entrega de apartamentos em Niterói
Famílias denunciam atrasos de mais de um ano na entrega de apartamentos em Niterói (Foto: Reprodução)

Atrasos na entrega deixam famílias de Niterói sem casa própria há mais de um ano Famílias que compraram apartamentos na planta em um condomínio no bairro Largo da Batalha, em Niterói, denunciam atrasos sucessivos na entrega das unidades e afirmam que esperam há mais de um ano além do prazo inicial. Enquanto isso, alguns compradores dizem viver de favor ou pagar aluguel sem previsão concreta de quando poderão se mudar. O condomínio Pendotiba 3, com 224 apartamentos, começou a ser comercializado em 2020 pela MP Construtora e Incorporadora. Na época do lançamento, um apartamento de três quartos custava cerca de R$ 270 mil, enquanto as coberturas chegavam a R$ 500 mil. A promessa era de que as obras seriam concluídas até o fim de 2024. No entanto, seis anos depois do início das vendas, os compradores afirmam que ainda não receberam as chaves e acumulam uma sequência de datas frustradas. Segundo os moradores, a entrega já foi adiada para novembro de 2024, depois para maio e novembro de 2025, e agora para março de 2026. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça “A gente deu uma entrada grande no investimento, ficou zerado, e está aguardando há mais de um ano e dois meses de atraso”, afirma o analista de sistemas Harrison Pepezio. A estudante Gabriela Oliveira relata a insegurança vivida pelas famílias. “A gente fica sem saber o futuro, ninguém fala nada, a construtora não dá sinal de vida pra gente”, diz. Entre os compradores está Lorrany da Silva, que investiu mais de R$ 300 mil junto com o marido pensando no futuro da família. Ela conta que chegou a marcar o casamento acreditando que já estaria morando no apartamento. “A gente marcou o nosso casamento achando que ia dar tempo de entrar no apartamento. Casamos e estamos morando de favor na casa da minha mãe, eu, ele e minha filha. É uma tristeza, porque ela pergunta: ‘Mãe, quando a gente vai se mudar? Vou ter meu quartinho, minhas coisas?’", relata. Diante da situação, os futuros moradores criaram uma comissão para acompanhar o andamento das obras e manter diálogo com a construtora e com a Caixa Econômica Federal, responsável pelo financiamento do empreendimento. Para Camilla dos Reis, representante da Comissão de Moradores, o novo prazo não reflete a realidade da obra. “Não vai ficar pronto porque nem as vistorias foram iniciadas. Em alguns blocos, nem guarda-corpo tem”, afirma. Harrison destaca que o atraso mudou completamente os planos da família. “Quando comprei, minha filha tinha acabado de nascer. Hoje já tenho outra filha e continuo morando de aluguel, sem saber quando vai ser entregue.” Os compradores afirmam que, apesar de a construtora dizer que a obra está quase concluída, ainda faltam itens básicos. “Não tem gesso, acabamento, portas, louças, metais. Já tivemos vazamento de gás”, conta Camilla. Lorrany reforça as queixas sobre a qualidade do serviço. “Teve uma época em que as portas das varandas estavam todas tortas. A gente vê que falta muita coisa pra fazer”, diz. Em nota, a MP Construtora informou que eventuais atrasos ocorreram devido ao aumento expressivo nos custos da construção civil, que, segundo a empresa, praticamente dobraram desde o lançamento do projeto, sem atualização pelo agente financeiro. A construtora afirma que as reprogramações de cronograma foram necessárias, transparentes e aprovadas pela Caixa Econômica Federal, com acompanhamento da Comissão de Moradores. Ainda segundo a empresa, o empreendimento está em fase final de execução, com 95,35% das obras concluídas, e passa por tratativas internas que serão enviadas à Caixa para viabilizar a conclusão o mais breve possível. Já a Caixa Econômica Federal confirmou que a construtora não conseguiu cumprir o prazo inicial por dificuldades financeiras. O banco informou que a nova previsão de entrega é março de 2026 e que acompanha tecnicamente a execução da obra, mantendo contato com a construtora e com representantes dos compradores. Compradores denunciam atrasos sucessivos na entrega de condomínio em Niterói, que ainda não teve as obras concluídas Reprodução/TV Globo

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