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Familiares denunciam precariedade no atendimento no Hospital Santa Marcelina de Itaquera, Zona Leste de SP

Familiares denunciam precariedade no atendimento no Hospital Santa Marcelina de Itaquera Familiares de pacientes internados no Hospital Santa Marcelina de Itaqu...

Familiares denunciam precariedade no atendimento no Hospital Santa Marcelina de Itaquera, Zona Leste de SP
Familiares denunciam precariedade no atendimento no Hospital Santa Marcelina de Itaquera, Zona Leste de SP (Foto: Reprodução)

Familiares denunciam precariedade no atendimento no Hospital Santa Marcelina de Itaquera Familiares de pacientes internados no Hospital Santa Marcelina de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, denunciam problemas no atendimento. Eles relatam falta de leitos e de profissionais, o que tem levado pacientes graves a permanecerem em áreas improvisadas, sem as condições ideais de assistência. Maria Clara, de quase cinco meses, vive sob os cuidados da avó. A mãe da bebê, Larissa, segue internada desde o parto. Segundo a família, ela teve uma gestação tranquila e saudável, mas passou mal depois de voltar para casa. Ao retornar ao hospital, descobriu que o intestino tinha uma perfuração, que os parentes acreditam ter ocorrido durante a cesariana. Entre idas e vindas, Larissa ficou 16 dias na UTI. Depois, foi transferida para uma ala onde os pacientes aguardam a liberação de leitos, a chamada “sala verde” do Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, o mesmo onde a filha nasceu. Amanda Fidelis, mãe de Larissa, diz que a filha não consegue conviver com a bebê desde o nascimento. “Ela não tem contato com a bebê e nem bebê com ela, a bebê é apegada em mim e na minha mãe, nem conhece a Larissa direito e a Larissa não tem contato nenhum com a filha", disse Amanda Fidelis, mãe da Larissa A expectativa da família era que Larissa se recuperasse rapidamente e voltasse para casa com a filha. “A gente esperava o que? Que ela tivesse tido a bebê dela, voltado pra casa e que hoje em dia nós estivéssemos felizes e comemorando, mas não é. A vida dela parou, automaticamente a nossa parou também, de todo mundo parou". Na semana passada, familiares registraram o que chamam de precariedade: dezenas de pacientes debilitados no mesmo espaço, macas sujas e quebradas no lugar de camas hospitalares e falta de assistência. Outras famílias relataram problemas semelhantes. Kátia Santos, mãe de uma paciente de 38 anos com problemas nos rins e em tratamento oncológico, diz que a filha ficou horas em uma maca do Samu no corredor do pronto-socorro. “Ela entrou, ela foi medicada, então, logo ela foi medicada, mandaram voltar pro corredor, pra entrada do pronto-socorro, e ela ficou na maca, ela ficou 13 horas em cima de uma maca, essa maca do SAMU, ela ficou 13 horas em cima dessa maca (...) nenhuma cama, nem um colchão digno pra deitar não tem", relatou Kátia Santos, mãe de paciente Tânia Leal, mãe de um jovem de 19 anos que faz tratamento contra o câncer, também relata ter vivido uma angústia parecida. O filho dela ficou na sala verde aguardando uma cirurgia. “A imunidade dele é baixa, e lá dentro eu vou te falar, tem de tudo, lá tem todo tipo de paciente", disse Tânia. Durante a entrevista, uma enfermeira avisou que o jovem iria para o centro cirúrgico. Meia hora depois, a cirurgia foi cancelada. O motivo, segundo a família, foi a falta de médico anestesista. “Ele falou que agora no período da tarde o quadro de anestesistas foi reduzido e por conta disso, tanto a cirurgia do Gabriel, como de mais três ou quatro pacientes, tão urgente quanto o do Gabriel foram remanejadas pra amanhã, porque não em como operar, porque o quadro de anestesistas reduziu", disse a mãe do paciente. Familiares denunciam precariedade no atendimento no Hospital Santa Marcelina de Itaquera TV Globo O Hospital Santa Marcelina de Itaquera foi fundado em 1961. É uma instituição filantrópica e privada, administrada pela Congregação das Irmãs de Santa Marcelina. Desde 1998, um contrato foi firmado com o governo do estado para atendimento público. Atualmente, quase 90% dos atendimentos são pelo SUS. Desde 2023, a unidade recebe anualmente R$ 156 milhões do governo do estado, em parcelas de R$ 13 milhões mensais para atendimentos de pacientes do SUS. Além disso, recebe recursos da Tabela SUS Paulista, programa criado em 2024 para complementar verbas federais. No ano passado, de janeiro a outubro, foram mais de R$ 600 mil. Para quem segue à espera de atendimento, a luta é por uma saúde mais digna. Amanda Fidelis diz que só quer ver a filha em casa novamente. “Ela é a minha filha, ela é mãe, ela é irmã, ela é neta, ela é alguém, ela não é só um número, ela é alguém. E é por isso a minha indignação, porque o que eu mais quero na minha vida, é a minha filha, é a minha filha dentro de casa, é o que eu peço. Eu quero a minha filha, com a saúde dela restituída, do jeito que ela foi um dia", disse Amanda Fidelis, mãe da Larissa Em nota, o Hospital Santa Marcelina de Itaquera informou que a paciente Larissa Cristina Fidelis realizou parto cesárea na unidade sem intercorrências e que não houve falha na assistência. Segundo o hospital, as complicações apresentadas posteriormente foram tratadas e o caso segue em acompanhamento. A direção da unidade afirmou ainda que recebe, mensalmente, mais de 350 pacientes encaminhados sem aviso prévio, o que acaba sobrecarregando o atendimento. O hospital esclareceu também que o isolamento de pacientes oncológicos é indicado apenas em situações específicas e que as equipes trabalham dentro da capacidade contratada, mesmo diante da alta demanda. Familiares denunciam precariedade no atendimento no Hospital Santa Marcelina de Itaquera TV Globo

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