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'Falso executivo': operação mira grupo que usava identidade de empresários para aplicar golpes em MT e RN

Operação Interface cumpriu mandados em Cuiabá e Várzea Grande Integrantes de um esquema de estelionato eletrônico conhecido como "golpe do falso executivo"...

'Falso executivo': operação mira grupo que usava identidade de empresários para aplicar golpes em MT e RN
'Falso executivo': operação mira grupo que usava identidade de empresários para aplicar golpes em MT e RN (Foto: Reprodução)

Operação Interface cumpriu mandados em Cuiabá e Várzea Grande Integrantes de um esquema de estelionato eletrônico conhecido como "golpe do falso executivo" foram alvos da Operação Interface, nesta terça-feira (9) em Mato Grosso e no Rio Grande do Norte. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos se passavam por executivos de grandes empresas para induzir funcionários dos setores financeiros a realizar transferências bancárias para contas controladas pelo grupo criminoso. Ao todo, são cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. As investigações começaram após uma assistente financeira de uma indústria realizar pagamentos a terceiros acreditando estar seguindo orientações do presidente da empresa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp De acordo com a polícia, a funcionária recebeu mensagens enviadas por um número de telefone que exibia a foto do executivo. Como ele estava em viagem e costumava solicitar pagamentos a fornecedores por meio de aplicativos de mensagens, ela não desconfiou da fraude. Seguindo as instruções recebidas, a assistente efetuou transferências para contas indicadas pelo suposto diretor. Os valores foram distribuídos entre diferentes destinatários. Segundo a polícia, a organização criminosa era dividida em três funções: Conteiros: cediam contas bancárias para receber valores provenientes dos golpes; Tripeiros: recrutavam pessoas dispostas a emprestar contas bancárias em troca de comissões; Gerentes: coordenavam e administravam a operação criminosa. Os investigadores também identificaram o executor e o articulador do golpe. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos possuem antecedentes por crimes semelhantes. Ainda conforme a investigação, o dinheiro era rapidamente transferido para dezenas de contas em diferentes estados do país. As investigações apontam que o grupo causou prejuízo superior a R$ 193 mil a uma empresa do setor industrial no Rio Grande do Sul. A Polícia Civil orienta empresas e profissionais do setor financeiro a adotarem protocolos rígidos de confirmação antes de realizar transferências bancárias, especialmente em casos de alteração de dados bancários, pedidos urgentes ou movimentações de valores elevados.

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