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Escândalo do Banco Master: mensagens revelam que Daniel Vorcaro encomendou dossiê para atacar CEO do Itaú

Caso Master: PF faz operação pra investigar o publicitário Thiago Miranda, ligado a Vorcaro A Polícia Federal fez nesta quinta-feira (9) uma operação para...

Escândalo do Banco Master: mensagens revelam que Daniel Vorcaro encomendou dossiê para atacar CEO do Itaú
Escândalo do Banco Master: mensagens revelam que Daniel Vorcaro encomendou dossiê para atacar CEO do Itaú (Foto: Reprodução)

Caso Master: PF faz operação pra investigar o publicitário Thiago Miranda, ligado a Vorcaro A Polícia Federal fez nesta quinta-feira (9) uma operação para investigar Thiago Miranda, publicitário ligado a Daniel Vorcaro. Mensagens obtidas pela PF revelam que o ex-dono do Master encomendou a ele um crime: produzir um dossiê para atacar o CEO do banco Itaú. Os policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão contra o publicitário Thiago Miranda, fundador da agência MITI. A ação desta quinta-feira (9), a 10ª fase da operação Compliance Zero, teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República e foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF - Supremo Tribunal Federal. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Thiago Miranda é suspeito de fazer parte de uma organização criminosa ligada ao Grupo Master, que atuava para intimidar e obter informações sigilosas de jornalistas, concorrentes e pessoas ligadas ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A Polícia Federal já havia identificado o envolvimento de Thiago Miranda no chamado "Projeto DV", em referência ao dono do Master, Daniel Vorcaro. A estratégia desse projeto, de acordo com as investigações, era contratar influenciadores para lançar suspeitas nas redes sociais sobre o processo de liquidação do Master pelo Banco Central. Escândalo do Banco Master: mensagens revelam que Daniel Vorcaro encomendou dossiê para atacar CEO do Itaú Jornal Nacional/ Reprodução Segundo a Polícia Federal, Thiago Miranda coordenava ações em redes sociais para atingir pessoas escolhidas por Vorcaro. O banqueiro financiava o cometimento de crimes com recursos provenientes do esquema de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Vorcaro está preso desde março de 2026. A PF afirma que identificou a centralidade do papel exercido por Thiago Miranda em iniciativas voltadas ao recrutamento dos influenciadores, com o emprego de táticas que podem configurar práticas assemelhadas a assédio e intimidação. Na decisão que autorizou a operação desta quinta-feira (9), o ministro André Mendonça destacou a produção de informações do grupo criminoso para atingir o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho. A polícia cita uma mensagem enviada por Daniel Vorcaro para Thiago Miranda em que o banqueiro diz: "Estou precisando fazer um levantamento do Milton Maluhy. Está me causando muito problema. Me ajuda nisso?". No minuto seguinte, Thiago responde: "Deixa comigo". Segundo a Polícia Federal, eles compartilharam informações pessoais e patrimoniais de Milton Maluhy e da esposa, Camila. De acordo com os investigadores, o arquivo tinha o título "Família Maluhy - Relatório sobre Execução Fiscal - Caso Milton Maluhy Filho e Camila Moretti Maluhy", contendo expressamente o aviso de que se tratam de informações confidenciais. Em conversa posterior, Thiago informou a Daniel Vorcaro que estaria com tudo pronto sobre "Milton". A intenção era prejudicar o CEO. Daniel Vorcaro Jornal Nacional/ Reprodução A PF identificou também que a organização criminosa violou dados sigilosos e monitorou jornalistas, como a colunista de “O Globo”, Malu Gaspar. O objetivo era constranger a jornalista para que ela parasse de produzir reportagens que revelassem os golpes do Banco Master. A defesa de Thiago Miranda afirmou que ele sempre pautou a atuação profissional pela legalidade, respeito às instituições e a liberdade de expressão, e que ele não praticou qualquer ato criminoso ou participou de tentativa de intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de outras pessoas. Thiago Miranda agora passa a ser investigado. Ele pode responder por crimes contra o sistema financeiro, organização criminosa, embaraço à investigação e violação de dados sigilosos. Em nota, o jornal “O Globo” afirmou que repudia a devassa ordenada pelo investigado na vida da colunista Malu Gaspar, uma das mais respeitadas jornalistas do país; que a ação, como deixa claro a troca de mensagens, visava calar a voz da imprensa e revela o modus operandi do grupo criminoso, que já havia ameaçado de ato violento outro colunista do jornal; e que os envolvidos nessa trama de perseguição devem ser investigados com rigor. Por fim, declara que “O Globo” e seus jornalistas não se intimidarão, que seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Compliance Zero: PF faz operação contra publicitário ligado a Vorcaro suspeito de intimidar jornalistas e fazer ações contra o BC Compliance Zero: defesa diz que publicitário alvo de operação da PF não praticou 'ilegalidade'

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