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Enquanto jogam a Copa, atletas fecham contratos milionários com novos clubes; distração preocupa treinadores

Víctor Muñoz, Ismael Saibari, Elliot Anderson e Ibrahima Konaté AFP e Reuters É sabido que a Copa do Mundo é uma vitrine inigualável para que jogadores ga...

Enquanto jogam a Copa, atletas fecham contratos milionários com novos clubes; distração preocupa treinadores
Enquanto jogam a Copa, atletas fecham contratos milionários com novos clubes; distração preocupa treinadores (Foto: Reprodução)

Víctor Muñoz, Ismael Saibari, Elliot Anderson e Ibrahima Konaté AFP e Reuters É sabido que a Copa do Mundo é uma vitrine inigualável para que jogadores garantam contratos lucrativos ao fim da competição. No entanto, vários participantes do torneio optaram por definir o futuro de suas carreiras em clubes enquanto ainda estão concentrados com suas seleções. O lateral-esquerdo Marc Cucurella foi anunciado oficialmente como jogador do Real Madrid poucas horas antes de entrar em campo pela seleção da Espanha, que iniciou sua campanha com um surpreendente empate sem gols contra Cabo Verde, estreante em Mundiais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Poucos dias depois, o Liverpool venceu a disputa pela contratação de outro espanhol, o atacante Víctor Muñoz, em uma operação avaliada em 40 milhões de euros (R$ 235 milhões, na cotação atual). Também na ‘Roja’, Alex Grimaldo está prestes a trocar o Bayer Leverkusen pelo Atlético de Madrid, enquanto Pedro Porro renovou contrato com o Tottenham após o início do torneio. Essa onda de negociações, somada a um começo decepcionante no Mundial, levantou na Espanha dúvidas sobre se a equipe teria se deixado distrair pelo mercado — algo que o técnico Luis de la Fuente negou categoricamente. “Comemoramos as boas notícias, seja para Cucurella ou para qualquer outro companheiro durante o torneio porque, se é bom para eles, é bom para todo o elenco”, declarou De la Fuente. “Tudo o que traz felicidade aos meus jogadores me deixa tão feliz quanto eles”, acrescentou. Agora no g1 Cucurella trocou o Chelsea pelo Real Madrid, que chegou a um acordo de 55 milhões de euros (R$ 323 milhões) com o clube londrino, fechado em “um dia e meio” para permitir que o jogador se concentrasse na Copa do Mundo. De fato, ele foi o destaque de uma atuação apagada da seleção espanhola contra Cabo Verde. Acompanhe a Copa do Mundo 2026 no ge: Simulador da Copa do Mundo 2026 Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de jogos RESULTADOS: confira a tabela da Copa do Mundo Mercado aberto Cerimônia de abertura da Copa no México YURI CORTEZ / AFP A Espanha não é a única seleção impactada pelo mercado de transferências. Na semana passada, o Real Madrid também anunciou as contratações do zagueiro francês Ibrahima Konaté e do meio-campista português Bernardo Silva a custo zero. Ambos estão atualmente com suas seleções na Copa do Mundo. Segundo a imprensa, o Bayern de Munique chegou a um acordo com o PSV Eindhoven para contratar o meio-campista marroquino Ismael Saibari, cujos dois gols em dois jogos o transformaram em uma das principais revelações do torneio, por 55 milhões de euros. O zagueiro holandês Jan Paul van Hecke deixou o Brighton e assinou com o Tottenham por cerca de 52 milhões de libras esterlinas (R$ 354 milhões), no intervalo entre os dois primeiros jogos da ‘Oranje’ na fase de grupos, contra Japão e Suécia. “É importante para mim. O técnico me deu tempo para focar nessa transferência. Sou grato por isso, pois representa um grande passo na minha carreira”, disse Van Hecke em entrevista coletiva antes da vitória por 5 a 1 sobre a Suécia. 'Questão de bom senso' Thomas Tuchel afirmou antes da Copa que tentar impedir transferências durante o torneio não é realista, JUAN MABROMATA / AFP É provável que Elliott Anderson se torne o jogador inglês mais caro da história enquanto defende o ‘Three Lions’ nos Estados Unidos. O Manchester City está perto de contratar o meio-campista do Nottingham Forest, e especula-se que a negociação pelo jogador de 23 anos possa ultrapassar 120 milhões de libras (R$ 816 milhões). O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, tem vasta experiência no outro lado do eterno debate entre clubes e seleções. Tuchel, que já comandou Paris Saint-Germain, Chelsea e Bayern de Munique, afirmou antes da Copa que tentar impedir transferências durante o torneio não é realista, embora haja limites para o que os jogadores podem fazer. “É uma questão de bom senso. Eu não gostaria que isso acontecesse na véspera ou no dia de um jogo. Essa é a regra”, afirmou o treinador alemão. “Se for feito de forma privada, eficiente e discreta, estaremos sempre dispostos a ajudar. É importante ter clareza sobre a situação de cada jogador. Se alguém tiver a oportunidade de mudar de clube, não seremos um obstáculo”, acrescentou. “O ideal seria não haver transferências, mas a realidade é diferente. A questão é até que ponto devemos nos preocupar. Mesmo que eu dissesse aos jogadores para não pensarem nisso agora, seus telefones continuariam tocando sem parar. Como controlar isso?”, questionou Tuchel. Para outros, a Copa do Mundo segue sendo a vitrine ideal para ampliar a visibilidade e viabilizar uma grande transferência. Jogadores como o americano Folarin Balogun, o neozelandês Elijah Just e o atacante suíço Johan Manzambi despertaram interesse após marcarem dois gols, enquanto o marroquino Ayyoub Bouaddi entrou no radar de grandes clubes da Europa por sua atuação de destaque contra o Brasil. “É motivador”, comentou o australiano Alessandro Circati, cujo nome vem sendo ligado a clubes como Atlético de Madrid e Newcastle. “Isso faz você se sentir melhor consigo mesmo. Dá a sensação de que está no caminho certo”, concluiu Circati.

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