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Em post, secretário de Saúde do Rio chama de 'meia dúzia de idiotas' médicos e enfermeiros que protestaram no Centro

Declaração foi feita no Instagram do secretário, com foto tirada pela janela do prédio Reprodução Médicos e enfermeiros da Secretaria Municipal de Saúde...

Em post, secretário de Saúde do Rio chama de 'meia dúzia de idiotas' médicos e enfermeiros que protestaram no Centro
Em post, secretário de Saúde do Rio chama de 'meia dúzia de idiotas' médicos e enfermeiros que protestaram no Centro (Foto: Reprodução)

Declaração foi feita no Instagram do secretário, com foto tirada pela janela do prédio Reprodução Médicos e enfermeiros da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) fizeram uma manifestação em frente à Prefeitura do Rio, no Centro, na manhã desta terça-feira (10). O grupo cobra reajuste salarial e o cumprimento de acordos firmados com a gestão municipal, além de reclamar de suposto desabastecimento de remédios e da insegurança nas unidades. A reação do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, gerou indignação entre os profissionais. Em uma publicação nas redes sociais, Soranz chamou parte dos manifestantes de “idiotas”: “Uma meia dúzia de idiotas, sem empatia alguma, que desconsideram a necessidade de cuidado do território após uma chuva terrível.” De acordo com Pedro Varjão, médico e diretor de comunicação do Sindicato dos Médicos, não é a primeira vez que Soranz ofende a categoria. "Sempre que vamos a uma reunião, ele nos ofende — nos chama de ‘idiotas’, ‘vagabundos’ e usa palavras de baixo calão", disse, em entrevista ao g1. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ele estima que cerca de 100 profissionais estiveram no ato desta terça. O que diz o secretário O g1 procurou o secretário, que afirmou que não há que não há como fazer um reajuste salarial nesse momento. “O que eles querem é aumentar o salário. Fazem uma manifestação num dia que as pessoas perderam tudo. É desumano.” “Nós estamos falando de médicos de família, cerca de 30 profissionais envolvidos (na manifestação). E o Sindicato dos Médicos insiste nessa pauta como se a categoria inteira estivesse paralisada. Isso é coisa de política", acrescentou. “A situação é que todo mundo está trabalhando. Os serviços estão funcionando, e não há justificativa para esse tipo de pressão.” Soranz não falou sobre a publicação. Procurada, a Secretaria de Saúde também não se manifestou até a publicação desta matéria. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Funcionária segura cartaz criticando precariedade das clínicas Reprodução Greve e paralisações As mobilizações acontecem em meio a uma série de paralisações: Enfermeiros iniciaram greve na segunda-feira (2), com duração de dois dias e 70% do efetivo mantido. Médicos também começaram uma paralisação no mesmo dia, com previsão de nove dias de greve, mantendo 50% do atendimento até 11 de fevereiro. De acordo com médico do sindicato, cerca de 100 profissionais estiveram no último ato Reprodução Reivindicações Segundo o sindicato, entre as principais demandas, os profissionais cobram o cumprimento de acordos firmados anteriormente pela prefeitura e medidas mais efetivas para enfrentar a crise na Atenção Primária, apontada por eles como a principal porta de entrada do SUS. Segundo médicos e enfermeiros, a situação atual afeta diretamente a qualidade do atendimento e as condições de trabalho, que vêm se deteriorando. Pedro Varjão diz que os médicos ficam sobrecarregados: "Cada equipe deveria ter, no máximo, 3 mil pessoas cadastradas, mas 70% das equipes atendem mais de 4 mil, o que compromete totalmente o serviço". “Na parte salarial, estamos há seis anos sem reajuste, acumulando mais de 40% de defasagem inflacionária. Além disso, uma parte do salário é variável e depende do cumprimento de metas — metas que não são pagas há três anos", disse. "Em setembro do ano passado, tivemos uma reunião com o secretário Daniel Soranz, que se comprometeu a pagar a parte variável até 31 de dezembro de 2025. Ele não cumpriu, não deu satisfação e segue inerte no processo judicial." Cartaz com mensagem que reinvinica melhores condições de atendimento Reprodução Além disso, segundo ele, as farmácias estão desabastecidas. "Falta remédio para diabetes, hipertensão, dipirona, paracetamol, medicamentos controlados para depressão e ansiedade. Mas o secretário tenta minimizar o problema." O médico fala também de casos de violência contra funcionários da saúde. "A prefeitura não cria um protocolo para proteger os profissionais, mesmo com dezenas de casos de agressões registrados — sem qualquer medida efetiva", disse. Os trabalhadores também relatam casos de assédio e retaliações dentro da rede municipal. As queixas já foram registradas e devem ser tratadas no dissídio coletivo em andamento.

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