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Crise econômica provoca manifestações populares no Irã

Crise econômica desencadeia onda de protestos no Irã A crise econômica no Irã desencadeou uma onda de protestos contra o regime dos aiatolás. Desde domingo...

Crise econômica provoca manifestações populares no Irã
Crise econômica provoca manifestações populares no Irã (Foto: Reprodução)

Crise econômica desencadeia onda de protestos no Irã A crise econômica no Irã desencadeou uma onda de protestos contra o regime dos aiatolás. Desde domingo (28), milhares de iranianos saem às ruas. A crise econômica se aprofundou com a desvalorização da moeda local. Em um ano, o rial perdeu 56% do valor frente ao dólar, e o preço dos alimentos teve um aumento médio de 72%. Na capital, Teerã, o protesto começou com uma greve de comerciantes do principal mercado da cidade. Depois, evoluiu para outros atos e também confrontos. Em um dos protestos, manifestantes atiraram pedras contra os policiais. Um deles se vira e dispara. Na cidade de Fasa, a 750 km da capital, um homem abriu fogo contra um grupo que tentava invadir o gabinete do governador da província. Agências de notícias internacionais falam em dez mortos nos protestos. Mas o governo só reconhece a morte de um homem. A porta-voz do regime dos aiatolás pediu calma à população: "Estamos ouvindo a voz do povo, mesmo quando os protestos são duro. Esse é o dever do governo”. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, fez um discurso no último dia do ano dizendo que o país está em guerra contra um inimigo que aposta no enfraquecimento da economia iraniana e que "não se conquista um país com bombas e mísseis”. Em junho, os Estados Unidos alegaram que Teerã estava perto de produzir uma bomba atômica e atacaram instalações nucleares iranianas. Foi a primeira ofensiva americana direta contra o Irã. Nesta sexta-feira (2), o presidente Donald Trump ameaçou uma nova intervenção: "Se o Irã atirar e matar violentamente manifestantes pacíficos, os Estados Unidos irão ao socorro deles. Estamos armados e prontos para agir," escreveu o presidente americano. Crise econômica provoca manifestações populares no Irã Jornal Nacional/ Reprodução O conflito com os Estados Unidos e Israel fragilizou a economia do Irã. O regime dos aiatolás precisou usar reservas para financiar os ataques que fez contra os israelenses, e o setor petroleiro do país virou alvo de novas sanções. O embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães, conversou com a correspondente Carolina Cimenti sobre as dificuldades que a população iraniana enfrenta: "Eles têm problemas de fornecimento de energia, o que tem gerado, no verão, quando é muito quente, alguns cortes de energia. Eles têm limitações na venda de gasolina, estão com problemas hídricos”. O cientista político iraniano Alex Vatanka, do Instituto do Oriente Médio, avalia que os protestos vão além da situação econômica: "Os iranianos, na maioria, querem um sistema político que realmente os represente. Por enquanto, o regime iraniano consegue se manter reprimindo a oposição", explica. Mas o cientista político questiona: "Até quando vão conseguir?". LEIA TAMBÉM Irã eleva tensão e diz que bases e tropas dos EUA são 'alvos legítimos' se Trump intervier em protestos Nova onda de protestos eclode no Irã motivada por crise econômica; confrontos deixaram um morto

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