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Com seca, catraieiro relata dificuldade em manter trabalho no Rio Acre: ‘Estamos na luta’

Com avanço da estiagem, seca prejudica quem precisa dos rios para trabalhar no Acre A rotina do catraieiro Antônio Viana mudou com a diminuição do nível do...

Com seca, catraieiro relata dificuldade em manter trabalho no Rio Acre: ‘Estamos na luta’
Com seca, catraieiro relata dificuldade em manter trabalho no Rio Acre: ‘Estamos na luta’ (Foto: Reprodução)

Com avanço da estiagem, seca prejudica quem precisa dos rios para trabalhar no Acre A rotina do catraieiro Antônio Viana mudou com a diminuição do nível do Rio Acre e com a aproximação do período mais crítico da estiagem. Entre os desafios que ele tem que enfrentar estão os bancos de areia, trechos rasos e obstáculos que podem dificultar a navegação. O catraieiro trabalha na capital Rio Branco e relata que, com a mudança de cenário conforme a água do manancial baixa, os usuários de catraia, um meio de transporte comum para quem depende do rio, preferem não descer ou subir o barranco. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp “De uns meses para cá, caiu o nosso trabalho, o nosso transporte aqui diminuiu muito, porque ficou mais distante os barrancos, as escadas, aí o pessoal prefere pegar um Uber, pegar uma moto táxi de que atravessar com a catraia. Mas graças a Deus, estamos ainda na luta aqui, estamos lutando, vem gente que atravessa com a gente aqui também”, detalhou. O nível do Rio Acre na capital chegou a 1,62 metros na medição desse sábado (5), segundo informações da Defesa Civil Municipal. A redução do volume de água do manancial também afeta outras cidades do estado e pode também afetar a rotina de quem vive às margens dele. Com seca, catraieiro relata dificuldade em manter trabalho no Rio Acre Reprodução/Rede Amazônica Acre A Defesa Civil Estadual acompanha a situação dos mananciais e das comunidades que podem ser afetadas pela estiagem. De acordo com o coordenador do órgão, coronel Carlos Batista, a ideia é identificar os pontos de risco e evitar o desabastecimento nessas regiões. “Há aquela preocupação, principalmente, onde a montante desses rios tem comunidades, tem cidades, que é o caso das cidades ali mais afastadas, mais distantes, Santa Rosa do Purus, Jordão, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, quem tem um cuidado maior”, disse. LEIA MAIS: Rio Acre fica abaixo de 2 metros pela 3ª vez em 2026 na capital Rio Acre fica abaixo de 2 metros na capital pela primeira vez em 2026 Rio Branco decreta situação de emergência por conta da seca Segundo o coordenador, as comunidades também se planejam para guardar insumos e enfrentar esse período de seca e dos baixos níveis do rio. O coronel explicou ainda que a Defesa Civil mantém contato com as coordenadorias municipais e com a população que está mais afastada das margens dos rios, na busca de soluções e orientações para que este momento passe com o menor impacto possível. “Mas há uma preocupação, o fenômeno El Niño traz aqui para a nossa região o aumento de temperaturas, a baixa concentração de chuvas, e com isso há essa tendência, dele se fortalece ainda mais no mês de outubro em novembro, e com isso não ocorrer chuvas significativas que aumentem o nível dos rios”, afirmou. Rotina do catraieiro Antônio Viana mudou com a diminuição do nível do Rio Acre Reprodução/Rede Amazônica Acre Conforme o coordenador, quando o rio fica mais raso, a atuação das equipes de segurança pode ficar mais complexa, pois trechos com pouca profundidade exigem mais atenção durante os deslocamentos. “As águas dos nossos rios são barrentas, então por baixo estão bancos de areia, troncos de árvore, pedras. Então para deslocamento nessas áreas fluviais é necessário se deslocar com baixa velocidade”, explicou. De acordo com Batista, o rio mais raso também traz uma falsa sensação de segurança. Segundo ele, áreas rasas podem esconder buracos, pedras e outros obstáculos. Por isso, a orientação é evitar entrar em locais sem segurança, além de redobrar a atenção com crianças e embarcações. “E uma outra preocupação é que é um período de altas temperaturas, as pessoas querem se refrescar indo para os balneários e isso é uma preocupação. [...] Se você levou sua família, você é responsável pela segurança da família, então tenha cuidado principalmente com crianças, não faça ingestão de bebida alcoólica [...] e levou crianças, fique permanentemente observando elas, não deixe que entrem na água sozinhas, porque em um momento de descuido que ocorre o acidente e muitas vezes o afogamento”, alertou. Defesa Civil acompanha a situação dos mananciais e das comunidades que podem ser afetadas pela estiagem no Acre Reprodução/Rede Amazônica Acre Decreto O governo do Acre decretou situação de emergência no último dia 3 de agosto, devido ao cenário de extrema seca e à possibilidade de desabastecimento hídrico no estado. Posteriormente, em 20 de agosto, o governo federal reconheceu a situação de emergência nos 22 municípios do Acre. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) por meio da Portaria nº 2.659, de 19 de agosto, assinada pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros. Com o reconhecimento federal, os municípios podem apresentar planos de ação e solicitar recursos federais. Todos os municípios acreanos estão incluídos no reconhecimento: Acrelândia, Assis Brasil, Brasiléia, Bujari, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Feijó, Jordão, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro e Porto Acre. Além disso, ainda seguem na lista Porto Walter, Rio Branco, Rodrigues Alves, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira, Senador Guiomard, Tarauacá e Xapuri, localizados no interior do estado. A ocorrência foi classificada como seca, conforme o Código Brasileiro de Desastres (Cobrade). Reveja os telejornais do Acre

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