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Ciclista que morreu após atropelamento na RS‑115 havia registrado em vida o desejo de doar órgãos; saiba como funciona

Corpo de 3º ciclista vítima de atropelamento em rodovia é velado no RS O ciclista Isac Emanuel Ribeiro da Silva, de 35 anos, morto após ser atropelado na RS...

Ciclista que morreu após atropelamento na RS‑115 havia registrado em vida o desejo de doar órgãos; saiba como funciona
Ciclista que morreu após atropelamento na RS‑115 havia registrado em vida o desejo de doar órgãos; saiba como funciona (Foto: Reprodução)

Corpo de 3º ciclista vítima de atropelamento em rodovia é velado no RS O ciclista Isac Emanuel Ribeiro da Silva, de 35 anos, morto após ser atropelado na RS‑115, em Três Coroas, havia oficializado ainda em vida a vontade de ser doador, o que facilitou para a família seguir adiante com a doação. O atropelamento, que aconteceu no último dia 21, também vitimou a esposa de Isac, Clarissa Felipetti, e a amiga Fernanda Barros. As duas mulheres morreram no local do acidente, já o homem foi encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Isac teve a morte cerebral confirmada e, segundo o Colégio Notarial do Brasil, o registro prévio realizado por ele foi apontado pelos familiares como determinante para seguir adiante com a doação. A esposa dele, Clarissa, acompanhou o marido quando o casal decidiu oficializar a medida. O ciclista fazia parte de um grupo de 336 moradores de Três Coroas que, desde 2023, procuraram o Cartório de Notas para declarar a intenção de doar órgãos. Isac Emanuel Ribeiro da Silva, de 35 anos, morreu nesta terça-feira (24), após atropelamento em Três Coroas (RS) Reprodução e Jeferson Ageitos/RBS TV Sistema digital agiliza registro O documento, chamado de Escritura Pública Declaratória de Doação de Órgãos, pode ser feito presencialmente ou de forma online. Desde abril de 2024, qualquer cidadão pode registrar de graça e de forma totalmente digital o desejo de ser doador. A ferramenta, chamada Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), foi criada pelo Colégio Notarial do Brasil em parceria com o Conselho Nacional de Justiça e o Ministério da Saúde. No Rio Grande do Sul, 1.676 pessoas já utilizaram o serviço. A formalização em cartório para quem deseja doar órgãos começou de forma pioneira no estado em 2022. A iniciativa oferece ao cidadão uma forma oficial, gratuita e acessível de declarar a própria vontade. Como funciona O processo é simples: O interessado acessa o site; Emite gratuitamente um Certificado Digital Notarizado; Participa de uma videoconferência com um tabelião; Assina eletronicamente a autorização, indicando quais órgãos pretende doar. A informação fica registrada na Central Nacional de Doadores de Órgãos e pode ser consultada por profissionais habilitados do Sistema Nacional de Transplantes. A autorização também pode ser cancelada a qualquer momento. Fernanda Mikaella da Silva Barros, Clarissa Felipetti e Isac Emanuel Ribeiro da Silva Reprodução/ Arquivo pessoal Investigação do acidente O motorista do carro envolvido no acidente foi indiciado por triplo homicídio triplamente qualificado por ter sido cometido com meio cruel. O homem, identificado como José Carlos Almeida Bessa, foi preso preventivamente após fugir sem prestar socorro e ser encontrado em casa após deixar a placa do veículo no local do acidente. Ainda há os agravantes de impossibilidade de defesa das vítimas e geração de risco comum — o motorista teve dolo eventual, ou seja, quando assume risco de matar, conforme o delegado. O homem investigado responderá, também, por crimes de trânsito de embriaguez ao volante e condução de veículo automotor sem carteira de habilitação, gerando risco de dano. Procurada, a defesa de Bessa informou que não teve acesso ao inquérito e não irá se manifestar. Placa perdida e câmeras ajudaram a prender suspeito Motorista investigado pfoi a bar e boate antes do acidente, diz polícia VÍDEO mostra ciclistas 1 minuto antes de atropelamento Isac foi velado em Três Coroas O corpo de Isac foi velado na quarta-feira (26) no Ginásio Municipal Armando Brusius , em Três Coroas. "O Isac era surreal. Um amigo extremamente divertido. Ele era sempre alegre, não tinha pessoa triste do lado dele", define Cleria Diel, policial penal e amiga do ciclista. Isac era corretor de imóveis e sócio de uma imobiliária em Três Coroas. A empresa publicou uma nota de pesar lamentando o falecimento. "Isac foi um homem íntegro e generoso, pai exemplar, esposo dedicado e amigo leal. Sua partida deixa um vazio imenso em todos nós", diz a postagem. A Associação Igrejinhense de Ciclismo também lamentou a morte, destacando a paixão de Isac pelo ciclismo. "A bicicleta não era apenas um meio de transporte para Isac — era sua paixão, seu refúgio, sua alegria. Pedalar era o esporte que ele mais amava, o momento em que se sentia livre, conectado com a vida e com a natureza", diz. Corpo de 3º ciclista vítima de atropelamento é velado no RS Reprodução/RBS TV As outras vítimas Clarissa Felipetti era mais conhecida como Sissa. Formada em Educação Física e Publicidade e Propaganda, ela já havia trabalhado como assessora de imprensa na Prefeitura de Três Coroas e, atualmente, atuava como fotógrafa e no setor de marketing de uma empresa. Ela tinha dois filhos com Isac. Clarissa Felipetti e Fernanda Mikaella da Silva Barros Arquivo pessoal Fernanda Mikaella da Silva Barros era natural de Minas Gerais e trabalhava em uma empresa calçadista da região. Em nota, a companhia lamentou a perda. "Fernanda não era apenas uma profissional dedicada e comprometida, ela era verdadeiramente parte da nossa família. Com seu jeito doce, seu sorriso sempre presente e sua disposição em ajudar, marcou a vida de todos", diz o comunicado. O acidente Ciclistas atropelados e mortos no RS costumavam andar de bicicleta 2 vezes por semana O caso é investigado pela Polícia Civil como triplo homicídio doloso no trânsito. Uma testemunha ouvida pelos agentes disse que viu o motorista deixando uma casa noturna e conduzindo o carro em zigue-zague. O suspeito é José Carlos Almeida Bessa. Ele teria fugido do local após a colisão, mas deixou a placa dianteira do carro em meio aos destroços. A polícia identificou o veículo, emplacado em Gramado. Com base nessas informações e com o auxílio do sistema de cercamento eletrônico, que acusou as passagens do veículo, a Brigada Militar (BM) localizou o motorista. Ele foi preso na casa dele, em Três Coroas. O teste do bafômetro confirmou que o motorista estava alcoolizado. A defesa de José Carlos disse que está comprometida em assegurar que os fatos "sejam apurados de forma justa, técnica e dentro dos limites da lei" e informou que está colaborando com as investigações. Infográfico: acidente ocorreu em Três Coroas, motorista fugiu mas foi localizado Arte/g1 VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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