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Chef de cozinha é condenado após fazer perguntas íntimas em entrevista de emprego

Imagem ilustrativa de chef de cozinha Reprodução/Pixabay O chef de cozinha Alexandre Aparecido Fernandes foi condenado em 2ª instancia por assédio sexual ap...

Chef de cozinha é condenado após fazer perguntas íntimas em entrevista de emprego
Chef de cozinha é condenado após fazer perguntas íntimas em entrevista de emprego (Foto: Reprodução)

Imagem ilustrativa de chef de cozinha Reprodução/Pixabay O chef de cozinha Alexandre Aparecido Fernandes foi condenado em 2ª instancia por assédio sexual após constranger uma candidata com perguntas íntimas durante uma entrevista de emprego em um restaurante de Santos, no litoral de São Paulo. A pena de um ano de prisão em regime aberto foi convertida em indenização de quatro salários mínimos. Não cabe mais recurso sobre a decisão. “Como uma moça bonita como você se satisfaz?”. Segundo depoimento da vítima registrado no processo, essa foi uma das perguntas do réu, que ainda insistiu: “Como que uma moça tão bonita assim faz para gozar?”. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O g1 teve acesso ao documento da decisão em segunda instância, publicada em dezembro de 2025, referente a um processo que corre desde 2021, quando ocorreu o crime. A Justiça levou em conta que o réu usou sua condição hierárquica para tentar obter vantagens de cunho sexual, ciente de que a vítima precisava do emprego. Embora não haja registros formais da entrevista de emprego, constam nos autos as mensagens enviadas por Alexandre à candidata, que, conforme a decisão, reforçaram o relato dela. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entrevista e assédio De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o crime ocorreu em fevereiro de 2021, em um restaurante no bairro Ponta da Praia, em Santos. Em depoimento, a vítima disse que foi recebida pelo acusado, vestido de chef, em uma sala reservada para a entrevista de emprego. Após perguntas sobre nome, idade, estado civil e filhos, ele passou a fazer questionamentos de cunho sexual. A mulher afirmou que protestou quando foi questionada sobre como se satisfazia, dizendo que estava ali para uma entrevista de trabalho. Apesar disso, Alexandre insistiu e a vítima decidiu interromper a entrevista. Ela chegou a receber proposta para trabalhar em outro setor do restaurante e, mesmo depois de ter aceitado, desistiu com apenas dois dias na função. Após o episódio, ainda recebeu várias mensagens de Alexandre via WhatsApp, mas não voltou a encontrá-lo pessoalmente. Decisão em 1ª instância Alexandre havia sido condenado pelo Juizado Especial Criminal de Santos (Jecrim) à pena de um ano de prisão em regime aberto, substituída por prestação pecuniária no valor de quatro salários mínimos. A defesa entrou com recurso, pedindo absolvição do réu sob alegação de provas frágeis e inocência. Segundo o processo, Alexandre não compareceu em juízo para dar sua versão, mas na fase policial disse que agiu por interesse pessoal, não como superior hierárquico. Ele negou intenção de constranger a candidata ou obter favores sexuais em troca de emprego. Condenação em 2ª instância Apesar da defesa, a relatora Márcia Faria Mathey Loureiro, do Colégio Recursal dos Juizados Especiais, considerou que havia provas suficientes do assédio, como o relato da vítima, que se manteve firme durante todo o processo, e as mensagens enviadas pelo réu. “A tese defensiva de que se tratava de mero interesse pessoal não se sustenta diante da clara relação de poder e da vulnerabilidade da vítima, que buscava uma oportunidade de trabalho e o acusado se apresentou como contratante, tanto que estava fazendo a entrevista de emprego". Com isso, em decisão publicada em dezembro de 2025, a Justiça manteve a pena determinada em primeira instância. O advogado Flavio Dutra informou ao g1 que recebeu a decisão do recurso. "Dessa decisão não cabe mais recurso porque não há jurisprudência favorável. Também não há matéria constitucional para ser discutida ou matéria federal a discutir para recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal)". Procurada pelo g1, a administração do restaurante não se manifestou até a publicação desta reportagem. Importunação sexual: o que é e como denunciar?

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