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Caso Master completa um mês suspenso na presidência do STF com pedidos de soltura e apuração aguardando análise

Investigadores e advogados apontam que a suspensão do caso Master pela presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) está represando pedidos da Polícia Fede...

Caso Master completa um mês suspenso na presidência do STF com pedidos de soltura e apuração aguardando análise
Caso Master completa um mês suspenso na presidência do STF com pedidos de soltura e apuração aguardando análise (Foto: Reprodução)

Investigadores e advogados apontam que a suspensão do caso Master pela presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) está represando pedidos da Polícia Federal para avançar nas investigações, além da análise sobre a manutenção ou não da prisão de investigados. No dia 12 de setembro, o presidente do Supremo, Luiz Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça enviasse à Presidência todos os processos relacionados às investigações do Master, que apura supostas fraudes financeiras, além de corrupção, lavagem de dinheiro, coação, vazamento de dados sigilosos e o envolvimento de autoridades com o banqueiro Daniel Vorcaro. A medida foi tomada em meio à crise institucional instalada no Supremo após Mendonça determinar à PF a elaboração de um relatório sobre as conexões de Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes. Também foram levantadas, por aliados de Moraes, acusações de que o relator do Master estaria direcionando as investigações, o que Mendonça nega. Agora no g1 Novos pedidos de apuração aguardam aval Do dia 12 de setembro para cá, investigadores ouvidos pelo g1 afirmam que a Polícia Federal manteve o ritmo das linhas de apuração dentro de suas atribuições, tocando medidas que estavam pendentes e análises de materiais. Mas policiais reconhecem que há representações, como novos pedidos que dependem do aval da Justiça, paradas no Supremo. O teor desse material, no entanto, é mantido em reserva para não prejudicar o andamento das investigações. Interlocutores de Mendonça também afirmam que, desde o envio dos processos para a Presidência, não foram tomadas novas medidas . A indefinição sobre novos desdobramentos ocorre porque Fachin, na prática, paralisou os casos, mas manteve Mendonça na relatoria. Havia uma expectativa de que Fachin liberasse pedidos urgentes para o gabinete do relator, mas isso não tem ocorrido. No dia 25 de setembro, o presidente do Supremo solicitou que a Procuradoria-Geral da República se manifestasse sobre questões pendentes, como revogações de prisões e sigilos de comunicações. Outro ponto em questão é definir se cabe a Fachin ou a Mendonça decidir sobre essas demandas. No STF, há expectativa de que após as eleições as investigações retomem o fluxo normal. A defesa de Daniel Vorcaro disse que chegou a pedir uma audiência com Fachin, mas foi informada por e-mail que medidas urgentes deveriam ser enviadas para Mendonça. Na última quarta-feira (7), estiveram no gabinete do relator do Master reforçando o pedido de liberdade e foram informados de que os processos estavam na Presidência. O gabinete de Mendonça, ainda segundo a defesa, teria repassado que "há mais de duas semanas, teria sido encaminhado um ofício, ao que parece ainda sem resposta, requerendo a devolução dos autos para apreciação de pedidos urgentes pendentes de análise". Os advogados defenderam a liberação do pedido para análise de Mendonça. Entre os pedidos pendentes estão: Henrique Vorcaro: pediu para suspender o envio do caso Master à Presidência do STF, a fim de permitir a análise de seu pedido de soltura; Fabiano Zettel: pediu a revisão da prisão preventiva; Felipe Vorcaro: pediu para retirar a suspensão do caso na Presidência, permitindo que o ministro André Mendonça analise seu pedido de revogação da prisão; Daniel Lopes Monteiro: pediu a revogação da prisão; André Mendonça: apresentou manifestação sobre o relatório utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes em relação a ele; OAB: pediu garantia do sigilo das comunicações relacionadas à atuação de advogados que eventualmente estejam abrangidas pelo material arrecadado no âmbito da investigação. Ministro Edson Fachin Alejandro Zambrana/STF

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