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Brasileiro que sumiu na França trabalha como motorista para ajudar pagar tratamento da filha, diz irmã

Jovem de Capivari está desaparecido em Paris e família busca respostas O motorista de aplicativo Bruno Fernando Rego, de 28 anos e natural de Capivari (SP), e...

Brasileiro que sumiu na França trabalha como motorista para ajudar pagar tratamento da filha, diz irmã
Brasileiro que sumiu na França trabalha como motorista para ajudar pagar tratamento da filha, diz irmã (Foto: Reprodução)

Jovem de Capivari está desaparecido em Paris e família busca respostas O motorista de aplicativo Bruno Fernando Rego, de 28 anos e natural de Capivari (SP), está desaparecido há 25 dias na França. O homem viajou ao país europeu com objetivo de juntar dinheiro para custear o tratamento de saúde da filha de 4 anos, que vive no Brasil, informou a irmã Beatriz Rego. Segundo a irmã, Bruno optou por trabalhar na Europa devido à valorização da moeda frente ao real. Ganhando até seis vezes mais, ele conseguia enviar recursos para auxiliar no tratamento da filha, que tem sequelas neurológicas decorrentes de um engasgo. Na França, Bruno atuava de forma independente. Ele não tinha uma residência fixa, mas alugava duas ‘casas de apoio’ nos arredores de Paris, informou a irmã, de onde partia para as viagens. "Ele fazia viagens de norte a sul de França. Dependendo de onde ele estivesse, ia para casa, tomava um banho, descansava e depois seguia viagem", relata Beatriz à EPTV, afiliada da TV Globo. Apesar da rotina descrita como ‘intensa’, a irmã garantiu que um sumiço é algo fora do comum no comportamento de Bruno. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp O alerta do desaparecimento foi dado por um amigo brasileiro, também de Capivari, que costumava falar diariamente com Bruno por vídeochamadas. Após não ter respostas no domingo, 5 de julho, o amigo acionou a família na segunda-feira (6). Bruno Rego, motorista do interior de SP que desapareceu na França Arquivo pessoal Sem pertences e celular no mudo Beatriz contou que Bruno desapareceu apenas com a roupa do corpo, já que os pertences, roupas e documentos pessoais, como o passaporte, ficaram em casa. Após o sumiço, o número de telefone do brasileiro parou de receber chamadas e mensagens, constando como inexistente, apontou a irmã. A irmã ainda disse que Bruno trabalhava com um carro alugado e que tinha rastreador, mas a polícia não deu retorno sobre a localização. O ‘direito de desaparecer’ e a burocracia Beatriz apontou que a França possui o ‘direito de desaparecer’, quando um adulto pode simplesmente decidir se afastar, sem que isso configure crime, e que por isso a polícia local não aceitou que os amigos de Bruno fizessem a queixa. Como nenhum familiar estava na França, Beatriz, que mora em Portugal há quase quatro anos, informou que registrou o boletim de ocorrência no país luso para que as autoridades portuguesas o encaminhassem à polícia francesa. A irmã acredita que, devido à burocracia, o boletim possa ter sido aberto em uma categoria equivocada de desaparecimento na França, atrasando as investigações. Bruno Rego, motorista do interior de SP que desapareceu na França Arquivo pessoal Falta de respostas da polícia francesa, diz irmã Beatriz afirmou que forneceu à polícia o modelo e a placa do carro alugado por Bruno, mas até o momento não houve busca pelo proprietário ou pela empresa de rastreamento. Além disso, a irmã disse que as autoridades francesas não entraram em contato com os amigos do jovem indicados como testemunhas. "A impressão que dá é que eles não têm feito nada, porque nada é compartilhado. Não sei explicar o porquê de tanto sigilo ou incompetência", afirma a irmã. "Eles tratam o imigrante diferente de um nativo. Independente da forma que a pessoa está no país, ela deve ser tratada com respeito e seriedade", complementa. O g1 tentou contato com as autoridades francesas por meio do Ministério do Interior da França, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem. O que diz o Itamaraty O Ministério das Relações Exteriores, responsável pela Embaixada do Brasil na França, declarou que tem conhecimento do caso e presta assistência consular aos parentes, intermediando o contato. No entanto, o Itamaraty afirmou que não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região em g1 Piracicaba

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