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Amazonas decreta emergência em saúde por 180 dias após seca isolar 562 comunidades

Imagem de drone do Rio Amazonas, no município de Itacoatiara durante período de estiagem em outubro de 2026 Liam Cavalcante/Rede Amazônica O Governo do Amazo...

Amazonas decreta emergência em saúde por 180 dias após seca isolar 562 comunidades
Amazonas decreta emergência em saúde por 180 dias após seca isolar 562 comunidades (Foto: Reprodução)

Imagem de drone do Rio Amazonas, no município de Itacoatiara durante período de estiagem em outubro de 2026 Liam Cavalcante/Rede Amazônica O Governo do Amazonas decretou situação de emergência em saúde pública por 180 dias devido aos impactos da estiagem severa no estado. A medida foi publicada no Diário Oficial na segunda-feira (26) e considera o isolamento de comunidades, as dificuldades de transporte de materiais de saúde e os problemas no atendimento à população. Segundo o decreto, um levantamento preliminar da Defesa Civil estadual identificou 562 comunidades isoladas pela seca dos rios. A situação dificulta o acesso dos moradores aos serviços de saúde e pode comprometer o transporte de pacientes e o abastecimento de medicamentos e oxigênio medicinal. O documento cita acidentes fluviais nos municípios de Itamarati, Eirunepé e Borba. Segundo o texto, houve perda ou comprometimento de cargas com medicamentos, insumos, produtos para saúde e cilindros de oxigênio medicinal. O decreto, porém, não informa quando os acidentes ocorreram, quantas ocorrências foram registradas nem a quantidade de materiais afetados. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O governo também cita 19 processos administrativos relacionados a pedidos de medicamentos, insumos, equipamentos, oxigênio medicinal e apoio logístico feitos por municípios. Os registros foram usados para identificar as necessidades de atendimento e organizar a resposta estadual. Mais de 113 mil famílias já foram impactadas pela seca no estado, diz governo do AM Ações prioritárias O decreto prevê medidas para manter ou restabelecer o fornecimento de medicamentos, cilindros de oxigênio e outros materiais às unidades de saúde afetadas. Também determina a organização de alternativas de transporte e distribuição para as localidades atingidas. Outra prioridade é garantir a continuidade dos atendimentos básicos e especializados, além dos serviços de urgência e emergência. O texto também prevê ações de vigilância em saúde relacionadas aos efeitos das queimadas e da piora da qualidade do ar. A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) ficará responsável por coordenar as medidas em conjunto com a Defesa Civil, os municípios, outros órgãos estaduais e a União. A secretaria deverá reunir informações sobre as localidades afetadas, as perdas registradas, possíveis interrupções no atendimento, os estoques de materiais e a capacidade de funcionamento da rede de saúde. Os dados poderão embasar pedidos de apoio técnico e financeiro ao governo federal. O decreto estabelece que a inclusão de municípios nos planos de resposta e os pedidos de recursos dependem da comprovação das ocorrências e das necessidades de atendimento. A existência de uma solicitação administrativa, por si só, não significa que haja desassistência à população. Fumaça também exige ações de saúde O decreto também considera os efeitos das queimadas, da fumaça e das alterações na qualidade do ar. Em outubro, Manaus e cidades do interior do Amazonas registraram episódios de fumaça que encobriram municípios e prejudicaram a qualidade do ar. O texto prevê ações de vigilância em saúde e assistência relacionadas aos efeitos da fumaça sobre a população. No entanto, ressalta que a presença de fumaça e as alterações na qualidade do ar não caracterizam, por si só, uma situação de desassistência. As medidas emergenciais devem priorizar localidades e serviços de saúde com registros de danos, perda de materiais, dificuldades de acesso ou interrupções no atendimento. A situação de emergência terá duração de 180 dias, contados a partir da publicação do decreto. O documento também revoga o Decreto nº 55.767, de 13 de outubro de 2026. Manaus volta a ter o ar mais poluído do Brasil; cidades do interior também registram índices críticos Fumaça dificulta trabalho e agrava problemas respiratórios de moradores em Manaus: 'o pulmão do mundo está sufocando' Fumaça toma o horizonte e encobre o Rio Negro durante travessia da ponte; VÍDEO Incêndio atinge área de mata em Careiro da Várzea e município registra qualidade do ar 'muito ruim'; VÍDEOS Situação da estiagem no Amazonas O Amazonas tem 46 municípios em situação de emergência por causa da estiagem, segundo boletim divulgado pelo governo estadual nesta terça-feira (27). Outros 12 municípios estão em alerta e quatro em situação de atenção. Ao todo, 124.887 famílias foram afetadas pela seca dos rios. O levantamento também apontou qualidade do ar péssima em Parintins na manhã de terça-feira. Em Manaus, os aeroportos registravam boa visibilidade, de pelo menos 8 quilômetros, e ausência de fumaça. Na capital, o nível do Rio Negro baixou mais 4 centímetros entre terça-feira (27) e quarta-feira (28), chegando a 16,55 metros, segundo o monitoramento do Porto de Manaus. Ações de combate à estiagem e às queimadas Seca do Rio Negro em 2026 - Manaus Sara Rangel O governo estadual informou que enviou mais de 13 toneladas de alimentos para Anamã e Rio Preto da Eva na terça-feira (27). Os dois municípios receberam, juntos, 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas-d’água de 500 litros. Com a entrega, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 passou a atender 15 municípios, com um total de 4.800 cestas básicas, 3.400 kits de limpeza e 3.060 caixas-d’água de 500 litros, além de outros equipamentos para armazenamento e purificação de água. Nas ações de prevenção e combate às queimadas, cerca de 1.500 bombeiros militares e brigadistas atuam no estado, com apoio de 18 aeronaves. As operações incluem combate a incêndios, fiscalização ambiental e monitoramento de focos de calor por satélite. Entre 1º de junho e 26 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) registrou 3.889 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 24.272 focos de incêndio. Desse total, 4.732 foram registrados em Manaus e 19.540 no interior.

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