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Adolescente suspeito de matar estudante no MA tinha caderno com desenhos nazistas, diz polícia

A jovem Bruna Loiola, de 17 anos, morreu após ser esfaqueada nesta segunda-feira (31), em Água Doce do Maranhão. Reprodução/TV Mirante O adolescente de 16 ...

Adolescente suspeito de matar estudante no MA tinha caderno com desenhos nazistas, diz polícia
Adolescente suspeito de matar estudante no MA tinha caderno com desenhos nazistas, diz polícia (Foto: Reprodução)

A jovem Bruna Loiola, de 17 anos, morreu após ser esfaqueada nesta segunda-feira (31), em Água Doce do Maranhão. Reprodução/TV Mirante O adolescente de 16 anos apreendido suspeito de matar a facadas a estudante Bruna da Silva Loiola, de 17 anos, em Água Doce do Maranhão, teve um caderno apreendido pela Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) com referências ao nazismo, discursos de ódio, imagens de bombas e desenhos associados a símbolos extremistas. Em entrevista à TV Mirante, o delegado Tiago Castro, responsável pelo caso, confirmou que o caderno foi recolhido pela polícia e afirmou que o conteúdo possui informações que estão sendo analisadas. "O caderno continha diversas anotações de discurso de ódio. Imagens, desenhos de bombas, referências a suástica, que é o símbolo do nazismo, dentre outas informações graves que a gente considera”, disse o delegado. Antes da apreensão do material, uma professora da escola onde o adolescente e Bruna estudavam, em Água Doce do Maranhão, relatou que já havia observado comportamentos do jovem e que o assunto chegou a ser comentado entre estudantes e funcionários. A docente, que não quis se identificar, afirmou que o caderno continha desenhos e referências nazistas e que outros estudantes também comentavam sobre as atitudes dele. “O caderno dele era cheio de desenhos de nazistas nas matérias, na capa e na contracapa. Ele se declarava para os colegas, e os colegas comentavam em off com nós, professores, e com a diretora. Fomos percebendo que aquilo não era um comportamento normal para um aluno, para um adolescente”, afirmou em entrevista à TV Mirante. A motivação do crime ainda não foi esclarecida. A polícia continua ouvindo familiares, professores e funcionários da escola para levantar informações sobre o histórico do adolescente e reunir novos elementos que possam auxiliar na investigação. Agora no g1 Saiba mais: 'Isolado e pouco sociável', diz professor sobre adolescente suspeito de matar estudante a facadas no MA Jovem morta com 21 facadas é sepultada em Água Doce do Maranhão Como ocorreu o crime Bruna estudava no Centro de Ensino Vereadora Neide Costa, escola da rede estadual localizada no povoado Cana Brava. Por volta das 14h30 de segunda-feira, ela saiu da unidade de ensino para almoçar. A direção da escola informou que a aluna tinha autorização da família para almoçar em casa e que não retornaria à unidade escolar naquele dia, pois tinha um compromisso previamente informado. Segundo a diretora, a estudante não deixou a escola para ir a um salão, como apontavam informações preliminares. A saída ocorreu dentro da autorização concedida pelos responsáveis, com a previsão de que a adolescente permaneceria fora da escola após o almoço. A Polícia Militar aponta que Bruna e o adolescente suspeito do crime teriam discutido antes do assassinato. Familiares da vítima, no entanto, negaram que tenha ocorrido uma discussão e afirmam que eles nem se conheciam. Segundo apurado pela TV Mirante com familiares da vítima, Bruna estava a poucos metros de um salão de beleza, quando a motocicleta usada pelo adolescente apresentou um problema e parou perto dela. Eles afirmam que o adolescente atirou contra a estudante com uma balestra, equipamento semelhante a um arco, e depois a atacou com uma faca. Essa versão, no entanto, ainda será investigada pela polícia. Bruna chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O adolescente foi apreendido minutos depois por uma equipe do 2º Batalhão de Polícia Militar de Turismo (BPTur). Com ele, a polícia encontrou uma balestra com dez dardos, uma faca e objetos identificados inicialmente como uma dinamite caseira e quatro coquetéis molotov. O material passará por perícia para identificar a composição e o potencial de risco. Ele foi levado para a Delegacia Regional de Barreirinhas, onde o delegado Tiago Castro tentou ouvi-lo ainda na segunda-feira. O adolescente, no entanto, permaneceu em silêncio. A Polícia Civil deve começar a ouvir testemunhas nesta quarta-feira. Entre elas está o porteiro que teria autorizado a saída antecipada de Bruna da escola. Os depoimentos devem ajudar a polícia a esclarecer a dinâmica do crime, a relação entre os adolescentes e a motivação do assassinato. Comoção durante o velório A jovem Bruna Loiola, de 17 anos, morreu após ser esfaqueada nesta segunda-feira (31), em Água Doce do Maranhão. Ela sofreu cerca de 5 golpes. Divulgação/Redes sociais Durante o velório, amigos e colegas descreveram Bruna como uma jovem generosa, solidária e disposta a ajudar outras pessoas. Segundo os relatos, Bruna tinha o sonho de formar uma família e ter filhos. O pai e um irmão de Bruna estavam em Mato Grosso e chegaram ao Maranhão na noite de terça-feira (1º) para acompanhar o sepultamento. Ela foi sepultada na manhã desta quarta-feira (2), no povoado Buriti Redondo, na zona rural do município.

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